A
Receita Federal recebeu, até as 9h de segunda-feira (29/04), 23.943.726
declarações de Imposto de Renda. Até o momento, 6,6 milhões de contribuintes
ainda não entregaram o documento. O prazo, que começou no dia 7 de março,
termina amanhã (30) às 23h59.
A
prestação de contas pode ser feita de três formas: pelo computador, por celular
ou tablet ou por meio do Centro Virtual de Atendimento (e-CAC). Pelo
computador, será utilizado o Programa Gerador da Declaração - PGD IRPF2019,
disponível no site da Receita Federal.
A
expectativa do órgão é que até o final do prazo um total 30,5 milhões de
pessoas tenham entregue a Declaração do Imposto de Renda.
É
possível fazer a declaração com o uso de dispositivos móveis, como tablets e
smartphones, por meio do aplicativo Meu Imposto de Renda. O serviço também está
disponível no e-CAC no site da Receita, com o uso de certificado digital, e
pode ser feito pelo contribuinte ou seu representante com procuração.
O
contribuinte que tiver apresentado a declaração referente ao exercício de 2018,
ano-calendário 2017, poderá acessar a Declaração Pré-Preenchida no e-CAC, por
meio de certificado digital. Para isso, é preciso que, no momento da importação
do arquivo, a fonte pagadora ou pessoas jurídicas tenham enviado para a Receita
informações referentes ao exercício de 2019, ano-calendário de 2018, por meio
da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), Declaração de
Serviços Médicos e de Saúde (Dmed) ou da Declaração de Informações sobre
Atividades Imobiliárias (Dimob).
Segundo
a Receita, o contribuinte que fez doações, inclusive em favor de partidos
políticos e candidatos a cargos eletivos, também poderá utilizar, além do
Programa Gerador da Declaração (PGD) IRPF2019, o serviço Meu Imposto de Renda.
Para
a transmissão da Declaração pelo PGD não é necessário instalar o programa
Receitanet, uma vez que a funcionalidade está integrada ao IRPF 2019.
Entretanto, continua sendo possível a utilização do Receitanet para a
transmissão da declaração.
O
serviço Meu Imposto de Renda não pode ser usado em tablets ou smartphones por
quem recebeu rendimentos superiores a R$ 5 milhões.
Obrigatoriedade
Estará
obrigado a apresentar a declaração anual o contribuinte que, no ano-calendário
de 2018, recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração,
cuja soma foi superior a R$ 28.559,70. No caso da atividade rural, quem obteve
receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50.
Também
estão obrigadas a apresentar a declaração pessoas físicas residentes no Brasil
que no ano-calendário de 2018:
-
Receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na
fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil;
-
Obtiveram, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos,
sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de
mercadorias, de futuros e assemelhadas;
-
Pretendam compensar, no ano-calendário de 2018 ou posteriores, prejuízos com a
atividade rural de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de
2018;
-
Tiveram, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos,
inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil;
-
Passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês e nessa condição
encontravam-se em 31 de dezembro; ou
-
Optaram pela isenção do Imposto sobre a Renda incidente sobre o ganho de
capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja
aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de
180 dias contados da celebração do contrato.
CPF
de dependentes
Neste
ano, é obrigatório o preenchimento do número do CPF de dependentes e
alimentados residentes no país. A Receita vinha incluindo essa informação
gradualmente na declaração. No ano passado, era obrigatório informar CPF para
dependentes a partir de 8 anos.
Dados
sobre imóveis e carros
Neste
ano, não é obrigatório o preenchimento de informações complementares em Bens e
Direitos relacionadas a carros e casas. A previsão inicial da Receita era que
essas informações passassem a ser obrigatórias em 2019, mas, devido à
dificuldade de contribuintes de encontrar os dados, o preenchimento
complementar não precisa ser feito.
Desconto
simplificado
A
pessoa física pode optar pelo desconto simplificado, correspondente à dedução
de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34.
Deduções
O
limite de dedução por contribuição patronal ficou em R$ 1.200,32, devido ao
reajuste do salário mínimo. No ano passado, o limite era R$ 1.171,84. Se não
houver nova lei, este é o último ano em que há a possibilidade dessa dedução de
contribuições pagas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por patrões
de empregados domésticos com carteira assinada. Essa medida começou a valer em
2006 para incentivar a formalização dos empregados domésticos.
A
dedução por dependente é de, no máximo, R$ 2.075,08 e, para instrução, de R$
3.561,50.
Os
contribuintes também podem deduzir valores gastos com saúde, sem limites, como
internação, exames, consultas, aparelhos e próteses, e planos de saúde. Nesse
caso é preciso ter recibos, notas fiscais e declaração do plano de saúde e
informar CPF ou CNPJ de quem recebeu os pagamentos.
As
chamadas doações incentivadas têm o limite de 6% do Imposto de Renda devido. As
doações podem ser feitas, por exemplo, aos fundos municipais, estaduais,
distrital e nacional da criança e do adolescente, que se enquadram no Estatuto
da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo a Receita, neste ano o formulário
sobre as doações ao ECA vai ficar mais visível.
Aqueles
que contribuem para um plano de previdência complementar – Plano Gerador de
Benefício Livre (PGBL) e Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) –
podem deduzir até o limite de 12% da renda tributável.
Multa
Quem
não entregar a declaração no prazo está sujeito à multa de 1% ao mês-calendário
ou fração de atraso, lançada de ofício e calculada sobre o total do imposto
devido nela apurado, ainda que integralmente pago.
A
multa terá valor mínimo de R$ 165,74 e máximo correspondente a 20% do Imposto
sobre a Renda devido. A multa mínima será aplicada inclusive no caso de
declaração de Ajuste Anual da qual não resulte imposto devido.
Restituições
Segundo
a Receita, as restituições do Imposto de Renda serão feitas em sete lotes a
partir de junho deste ano: o primeiro lote sairá no dia 17 de junho; o segundo,
em 15 de julho; o terceiro, em 15 de agosto; o quarto, em 16 de setembro; o
quinto, em 15 de outubro; o sexto, em 18 de novembro; e o sétimo, em 16 de
dezembro. (ABr)
Segunda-feira,
29 de abril, 2019 ás 10:55
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