Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

Seja nosso seguidor

Seguidores

24 abril, 2020

SERGIO MORO CONFIRMA SAÍDA DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA



O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu demissão do cargo, deixando o governo do presidente Jair Bolsonaro após quase 16 meses à frente da pasta. Ao anunciar sua decisão, Moro lamentou ter que reunir jornalistas e servidores do órgão em meio à pandemia do novo coronavírus para anunciar sua saída, mas esta foi “inevitável e não por opção minha”.

Em um pronunciamento de 38 minutos, Moro afirmou que pesou para sua decisão o fato de o governo federal ter decidido exonerar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo. O decreto de exoneração foi publicado hoje (24/04), no Diário Oficial da União. É assinado eletronicamente pelo presidente Jair Bolsonaro e por Moro, e informa que o próprio Valeixo pediu para deixar o comando da corporação.

O ministro, no entanto, afirmou que nem assinou o decreto e que nem o agora ex-diretor-geral da PF cogitava deixar o cargo. “Não é absolutamente verdadeiro que Valeixo desejasse sair”. Para o ministro, a substituição do diretor-geral, sem um motivo razoável, afeta a credibilidade não só da PF.

“O grande problema desta troca é que haveria uma violação da garantia que me foi dada quando aceitei o convite para ingressar no governo, a garantia de que eu teria carta branca. Haveria interferência na PF, o que gera um abalo na credibilidade. Minha e do governo. E também na PF, gerando uma desorganização que, a despeito de todos os problemas de corrupção dos governos anteriores, não houve no passado”, disse Moro.

Moro também destacou que disse ao presidente que não tinha problema nenhum em trocar o diretor-geral da PF, mas que isso deveria ser feito com base em um motivo relacionado ao desempenho do ocupando do cargo. "Eu sempre disse ao presidente que não tinha nenhum problema em trocar o diretor-geral, mas precisava de uma causa relacionada a uma insuficiência de desempenho, a um erro grave. No entanto, o que eu vi durante todo o período, é que o trabalho é bem feito", avaliou o então ministro.

Moro ressaltou que ontem conversou com o presidente sobre a possibilidade de mudança no comando da PF e que falou sobre impactos negativos relacionados à decisão. "Falei que isto teria um impacto para todos, que seria negativo, mas para evitar uma crise [política] durante uma pandemia, sinalizei: 'presidente: então vamos substituir o Valeixo por alguém que represente a continuidade dos trabalhos'”, contou o ministro, revelando que chegou a sugerir o nome do atual diretor-executivo da PF, Disney Rosseti, que é servidor de carreira da corporação.

O então ministro disse ainda que o presidente tem preferências por outros nomes. "me disse, mais de uma vez, expressamente, que queria ter [na direção-geral da PF] uma pessoa do contato pessoal dele, para quem ele pudesse ligar, colher informações, que pudesse colher relatórios de inteligência. Este, realmente, não é o papel da PF”, disse Moro.

Repercussão

Ontem (23), tão logo surgiram as primeiras informações de que Bolsonaro cogitava substituir Valeixo, entidades de policiais federais se manifestaram. Em nota conjunta, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) afirmaram que as recorrentes trocas no comando da corporação afetam sua estabilidade e credibilidade.

“O problema não reside nos nomes de quem está na direção ou de quem vai ocupá-la. Mas sim, na absoluta falta de previsibilidade na gestão e institucionalidade das trocas no comando”, afirmam as entidades. “Nos últimos três anos, a Polícia Federal teve três Diretores Gerais diferentes. A cada troca ou menção à substituição, uma crise institucional se instala, com reflexos em toda a sociedade que confia e aprova o trabalho de combate ao crime organizado e à corrupção. ”

Já após a confirmação da exoneração de Valeixo, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) manifestou-se “surpresa” e “preocupada”. “É preocupante que o Executivo lance mão de sua prerrogativa de trocar o comando da PF sem apresentar motivos claros para isso. Trata-se de um episódio que gera perigoso precedente e cria instabilidade para a atividade do órgão. A Polícia Federal é uma instituição de Estado e deve seguir, com autonomia e rigor científico, em sua missão de combater o crime doa a quem doer. ” (ABr)

Sexta-feira, 24 de Abril, 2020 ás 12:46

MORO SAI DO GOVERNO E RECLAMA DE INTERFERÊNCIA DE BOLSONARO NA POLÍCIA FEDERAL


O ex-juiz Sérgio Moro decidiu pedir demissão do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. Ele convocou a imprensa para um “pronunciamento”, às 11h, que iniciou historiando diversas tentativas, nos últimos anos, de interferências políticas na Polícia Federal.

Disse que teve apoio do presidente da República nos diversos programas, mas, segundo ele, desde o segundo semestre de 2019, Jair Bolsonaro passou a pressionar pela substituição do diretor geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, após determinar a demissão do superintendente da instituição no Rio de Janeiro.

Moro afirmou que sai do cargo porque perdeu as condições de preservar a autonomia da PF. “Eu não tinha como aceitar essa substituição”, disse ele, informando inclusive que a demissão de Valeixo tenha sido “a pedido”. Moro denunciou que não assinou o ato, como informa a publicação no Diário Oficial.

Ele também lembrou que lhe foi prometida autonomia pelo então presidente eleito Jair Bolsonaro, no momento em que o convidou a assumir o cargo, para a composição de todos os quadros de assessoramento, incluindo a direção da PF.

Moro revelou também que a única condição que impôs para aceitar o convite foi a de que, se algo lhe ocorresse, no combate à corrupção e ao crime organizado, sua família não ficasse desamparada sem uma pensão para seu sustento.

*DP

Sexta-feira, 24 de Abril, 2020 ás 11:14

23 abril, 2020

DE UM LADO, PAIS E MÃES DESESPERADOS. DO OUTRO, GLOBAIS E POLÍTICOS DESVAIRADOS



Só quem está bebendo champanhe, no Iate, diz que estamos todos no mesmo barco.

Estamos na mesma tempestade, mas os barcos são MUITO diferentes.

Enquanto globais tomam vinhos finos, em seus apartamentos no Leblon, e defendem fervorosamente o isolamento social, a base da pirâmide já está debaixo d’água.

São pais e mães desesperados, sem ter o que dar de comer aos filhos e proibidos de trabalhar por políticos alucinados, apoiados pela mídia e pelos marajás do serviço público.

Até o auxílio do governo, que mal dá pra fazer o supermercado, ainda não saiu para a maioria dos que realmente precisam.

Isso porque muitos dos que estão no outro barco, que não precisam receber, fizeram o cadastro.

Não podiam perder a oportunidade de (ao menos tentar) tirar uma vantagem.

Não critico quem está na 1ª classe.

Se tem recursos suficientes para manter a quarentena, se não tem empregos que dependam do seu trabalho, sorte sua! Fique em casa até o ano que vem.

Mas proibir o cidadão de levar o sustento para a sua família; proibir o empresário de manter suas portas abertas, sacrificando empregos em um país com milhões de desempregados, é CRIMINOSO!

Os dados dos profissionais de saúde não coincidem com os dados oficiais.

São Paulo, do megalomaníaco Dória, diz que está próximo ao colapso e, em seguida, revela a intenção de internar pacientes com quadros leves de Covid.

Ou seja, querem FABRICAR O CAOS, para justificar o prolongamento do “Estado de Calamidade”, que permite uma farra sem precedentes com o erário.

Enquanto o cidadão passa fome, enquanto milhões de empregos são extintos, enquanto outras doenças estão ficando sem diagnóstico, governadores e prefeitos estão “nadando de braçada” nas compras e contratos sem licitações.

O que mais me impressiona é que, mesmo vendo a embarcação “fazer água”, muitos dos que estão à deriva, em pequenas jangadas, ainda acreditam naqueles estão seguros em seus imensos transatlânticos.

LAVEM AS MÃOS E ABRAM OS OLHOS!

“Sempre que um coletivista começa um discurso com “para o bem de todos”, eu já saco a arma, escondo a carteira e encosto a bunda na parede. ”

(BARBOSA, Bene)

Quinta-feira, 23 de Abril, 2020 ás 11:00  

Compartilhe nas redes sociais e ajude ao blog ser mais visto....