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“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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16 abril, 2020

CONAB REAFIRMA QUE NÃO HÁ INDÍCIOS DE DESABASTECIMENTO NO PAÍS



Ao anunciar os números do 4º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Centrais de Abastecimento (Ceasas), pesquisa que aponta o total de frutas e hortaliças comercializadas no país, técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) voltaram a afirmar quinta-feira (16/04), em Brasília, que, apesar da corrida inicial a centrais de abastecimentos e supermercados, por conta vírus chinês, o Brasil não corre risco de desabastecimento. Eles falaram também sobre a influência das medidas de enfrentamento ao novo vírus na dinâmica da comercialização desses produtos.

Segundo o presidente da Conab, Guilherme Bastos, “as centrais de abastecimento estão em pleno funcionamento e adotaram diversas medidas de controle sanitário para a segurança, na prevenção ao novo coronavírus, com o objetivo de assegurar à população o acesso aos mais variados produtos, não havendo, portanto, indícios de desabastecimento de hortifruti no país”, disse Bastos ao abrir entrevista online. “Caso sejam identificados problemas, atuaremos para que sejam mitigados [reduzidos] o quanto antes”, acrescentou.

O diretor executivo de Operações, Abastecimento e de Política Agrícola da Conab, Bruno Cordeiro, disse que, enquanto estabelecimentos de hortifrútis e supermercados intensificaram as compras em razão de uma maior demanda, observou-se também a redução do fluxo de movimentação nas centrais de abastecimento, devido ao fechamento de bares e restaurantes e das recomendações de isolamento social.

“Essas variáveis geraram um cenário atípico que repercutiu nas cadeias produtivas e no elo de comercialização”, disse Cordeiro, antes de detalhar as altas identificadas em março nos preços de produtos como batata, cenoura tomate, cebola e de frutas. Segundo ele, as exceções ficaram com a maçã, que teve baixas variando entre -3,38% (em Minas Gerais) e -7,14% (Pernambuco) e folhosas perecíveis, como a alface, que registrou baixas de -15,69% no Espírito Santo, e de -9,84% em São Paulo.

Entre os aumentos destacados na entrevista estão a batata (29% na Ceasa de MG e de 1,49% em SP); cenoura (52% em Pernambuco e 13,15% em Goiás); tomate (alta de 44,4% no Espírito Santo e de 1,66% em Goiás); e a cebola (85% no Rio de Janeiro, 26,28% em São Paulo). “É importante frisar que esses aumentos são sazonais, pois o excesso de chuvas em importantes regiões produtoras prejudica o cultivo”, disse Cordeiro.

Em relação às frutas analisadas, com exceção da maçã todas as demais apresentaram alta de preços, com destaque para banana (17,39% na Ceasa de Pernambuco, e de 1,73% na de Minas Gerais); laranja (alta de 35,9% em Pernambuco e de 2,78% em Goiás); mamão (35,26% em Goiás e de 0,56% no Rio de Janeiro); e melancia (65% em Goiás e 9% no Espírito Santo). Já a maçã teve uma baixa de -7,14% em Pernambuco e de -3,38% em Minas Gerais.

No caso de citros como laranja, tangerina e limão, os aumentos na procura estão relacionados à pandemia, já que são frutas ricas em vitamina C. “A demanda por citros aumentou. O motivo principal está ligado à pandemia do novo coronavírus, que está levando as pessoas a modificarem hábitos de consumo. Frutas ricas em vitamina C auxiliam no aumento da imunidade. Por isso, passaram a ser mais procuradas, elevando a demanda e pressionando cotações”, explicou a gerente de modernização do mercado hortigranjeiro da Conab, Joice Fraga.

A safra 2019-2020 no cinturão citrícola se encerrou com a produção de 386,79 milhões de caixas. Essa quantidade é 35,2% maior do que a da safra anterior. Joice ressaltou que, em termos de produtividade, a safra de cítricos foi recorde com 1.045 caixas por hectare.

Na avaliação da gerente, a expectativa é de normalização da oferta nos meses seguintes, tanto para a indústria de suco como para o varejo, o que, segundo ela, pode contribuir para uma redução de preços.

Para ela, a comercialização total do setor de frutas mostrou redução de 10% em relação a março de 2019, e incremento de 2% em relação ao mês anterior, o que pode ser explicado em função de fevereiro ser um mês com menos dias (29 este ano).

De acordo com o levantamento da Conab, no primeiro trimestre a exportação de frutas apresentou um acumulado de 236,8 mil toneladas (-1,96% na comparação com o mesmo período de 2018). Isso corresponde a US$ 203 milhões, valor 8,73% menor do que o registrado no ano anterior.

O setor hortigranjeiro comercializou 16,81 milhões de toneladas de frutas e hortaliças em 2019, o que representou uma movimentação de mais de R$ 41 bilhões em todo o país. Na comparação com 2018, estes números demonstram estabilidade na quantidade comercializada. No entanto, com relação aos valores das transações, representam um aumento de 12,97%. (ABr)

Quinta-feira, 16 de Abril, 2020 ás 12:00 


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15 abril, 2020

FUNDÃO ELEITORAL DARIA PARA ADQUIRIR 800 MIL RESPIRADORES. EQUIPAMENTO FOI DESENVOLVIDO EM UNIVERSIDADE FEDERAL



Criado na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o respirador pulmonar possui um custo de produção de R$ 400,00 … para se ter uma ideia, respiradores adquiridos no mercado custam [em média] algo em torno de R$ 15.000,00.

A licença do equipamento criado na UFPB foi liberada para produção por empresas.

De acordo com a Inova UFPB, para produzir e vender o respirador pulmonar, as empresas precisam ter autorização da Anvisa e o aparelho precisará passar por testes no Inmetro.

Em nota, Petrônio de Athayde Filho, diretor da Inova UFPB, avalia que, em face da urgência devido ao aumento de casos de Covid-19 no país, as tramitações burocráticas e testes poderão ser aceleradas.

O ventilador pulmonar foi desenvolvido em 48 horas e possui tecnologia touch-screen, sistema multibiométrico e conectividade wireless, permitindo acesso, monitoramento e operação remota através de dispositivos móveis como smartphones.

A montagem e programação do equipamento é rápida, sendo possível operá-lo em 60 segundos.

E agora o detalhe fundamental:  não se trata de um respirador de emergência e sim de um equipamento que poderá ser usado indefinidamente.

Conta rápida

Vamos pegar o custo [R$ 400,00] deste equipamento e agregar alguns valores como impostos, mão de obra, custos logísticos, custos com aprovações, lucro, enfim, vamos supor que o respirador chegue no mercado por R$ 2.500,00. (o que seria um valor bem acima do projetado)

Somente com o dinheiro do fundão eleitoral [R$ 2 bi], daria para adquirir 800.000 equipamentos desses.

*Diário do Brasil

Quarta-feira, 15 de Abril, 2020 ás 11:00


14 abril, 2020

ARTIGO DO NY TIMES CONFIRMA QUE BOLSONARO ESTAVA CERTO: “O ISOLAMENTO HORIZONTAL MATA MAIS QUE A DOENÇA EM SI”



Médicos ouvidos pelo jornalista defendem isolamento apenas de idosos, pessoas com doenças crônicas e com baixa imunidade — o restante da sociedade seria tratado normalmente como se trata uma gripe.

Thomas Friedman, um dos dos colunistas mais influentes do mundo, ouviu três médicos e escreveu o artigo mais contundente até agora sobre o risco do lockdown global se estender por muito tempo.

No texto, publicado no The New York Times, Friedman destaca que os políticos estão tendo que tomar “decisões enormes de vida ou morte, enquanto atravessam uma neblina com falta de informações com todos no banco de trás gritando com eles. ”

Eles estão fazendo o melhor que podem.

”Mas com o desemprego se alastrando pelo mundo tão rápido quanto o vírus”, alguns especialistas estão começando a questionar:

“Espera um minuto! O que estamos fazendo com nós mesmos? Com nossa economia? Com a próxima geração? ”

Será que essa cura [isolamento total] — mesmo que por um período curto — será pior que a doença [vírus chinês] em si?

Friedman diz que as lideranças políticas estão ouvindo o conselho de epidemiologistas sérios e especialistas em saúde pública.

Ainda assim, ele diz que o mundo tem que ter cuidado com o “pensamento de grupo” e que até “pequenas escolhas erradas podem ter grandes consequências”.

Para ele, a questão é como podemos ser mais cirúrgicos na resposta ao vírus de forma a manter a letalidade baixa e ao mesmo tempo permitir que as pessoas voltem ao trabalho o mais cedo possível e com segurança.

Friedman também cita um artigo publicado semana passada pelo Dr. John P. A. Ioannidis, um epidemiologista e codiretor do Centro de Inovação em Stanford.

No artigo, Ioannidis diz que a comunidade científica ainda não sabe exatamente qual é a taxa de mortalidade do coronavírus.

Segundo ele, “as evidências disponíveis hoje indicam que a letalidade pode ser de 1% ou ainda menor. ”

“Se essa for a taxa verdadeira, paralisar o mundo todo com implicações financeiras e sociais potencialmente tremendas pode ser totalmente irracional.

É como um elefante sendo atacado por um gato doméstico. Frustrado e tentando fugir do gato, o elefante acidentalmente pula do penhasco e morre. ”

Friedman também cita o Dr. Steven Woolf, diretor emérito do Centro Sobre a Sociedade e Saúde da Universidade da Virgínia, para quem o lockdown “pode ser necessário para conter a transmissão comunitária, mas pode prejudicar a saúde de outras formas, custando vidas”

“Imagine um paciente com dor no peito ou sofrendo um derrame — casos em que a rapidez de resposta é essencial para salvar vidas — hesitando em chamar o serviço de emergência por medo de pegar coronavírus.

Ou um paciente de câncer tendo que adiar sua quimioterapia porque a clínica está fechada”.

Friedman complementa: “Imagine o estresse e a doença mental que virá — já está vindo — de termos fechado a economia, gerando desemprego em massa”.

Woolf, o médico da Virgínia, afirma [no artigo] que a renda é uma das variáveis mais fortes a afetar a saúde e a longevidade:

“Os pobres, que já sofrem há gerações com taxas de mortalidade mais altas, serão os mais prejudicados e provavelmente os que receberão menos ajuda”

Há outro caminho? Pergunta Friedman.

Para ele, a melhor ideia até agora veio do Dr. David Katz, diretor do Centro de Prevenção e Pesquisa da Universidade de Yale e um especialista em saúde pública e medicina preventiva.

Num artigo publicado sexta-feira no The New York Times, o Dr. Katz diz que há três objetivos neste momento: salvar tantas vidas quanto possível, garantindo que o sistema de saúde não entre em colapso, “mas também garantir que no processo de atingir os dois primeiros objetivos não destruamos nossa economia e, como resultado disso, ainda mais vidas. ”


Katz diz que o mundo tem que mudar a estratégia de “interdição horizontal” que estamos empregando agora — restringindo o movimento e o comércio de toda a população, sem considerar a variância no risco de infecção severa — para uma estratégia mais “cirúrgica”, ou de “interdição vertical”.

“A abordagem cirúrgica e vertical focaria em proteger e isolar os que correm maior risco de morrer ou sofrer danos de longo prazo — isto é, os idosos, pessoas com doenças crônicas e com baixa imunidade — e tratar o resto da sociedade basicamente da mesma forma que sempre lidamos com ameaças mais conhecidas como a gripe. ”

Katz sugere que o isolamento atual dure duas semanas, em vez de um período indefinido.

Para os infectados, os sintomas aparecerão nesse período.

“Aqueles que tiverem uma infecção sintomática devem se auto isolar em seguida, com ou sem testes, que é exatamente o que fazemos com a gripe.

Quem não estiver sintomático e fizer parte da população de baixo risco deveria voltar ao trabalho ou a escola depois daquelas duas semanas. ”

“O efeito rejuvenescedor na alma humana e na economia — de saber que existe luz no fim do túnel — é difícil de superestimar.

O risco não será zero, mas o risco de acontecer algo ruim com qualquer um de nós em qualquer dia da nossa vida nunca é zero. ”

*Diário do Brasil

Terça-feira, 14 de Abril, 2020 ás 11:00