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“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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23 junho, 2015

TCE APONTA QUE GOIÁS HOJE TEM 155 OBRAS PARALISADAS




Dados disponíveis no site do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) mostram que a administração do Estado de Goiás está com 155 obras paralisadas. Ao todo, são mais de R$ 296,7 milhões de verba já gasta nas obras paralisadas, que o cidadão sequer tem certeza se um dia irá usufruir o que foi prometido pelo governo. O detalhe do levantamento feito pelo Goiás Real é que, das obras, 87 foram iniciadas em 2014, justamente o ano da reeleição do governador Marconi Perillo (PSDB). Em 2013, 32 obras que tiveram início. Em 2012, foram 27 e em 2011, 9 obras foram iniciadas.   

Entre as obras paralisadas, que se iniciaram em 2014, a maioria é de pavimentação asfáltica, recapeamento, drenagem superficial, meio-fio e sinalização em diversas ruas e avenidas. Segundo as informações do TCE, 44 cidades estão até hoje aguardando o benefício que, com certeza, foi exaustivamente divulgado por lideranças ligadas ao governador Marconi Perillo (PSDB) durante as eleições passadas. Somente neste quesito, que também é de responsabilidade da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), o valor total que seria, mas não foi transformado em benefício, é de R$ 114,9 milhões.

Coincidência ou não, outra informação que causa estranheza é que para cidades do Entrono do Distrito Federal, onde a disputa eleitoral é de certa forma mais complicada, constam os maiores valores. É o caso da cidade de Luziânia, em que o Estado prometeu investir R$ 10,1 milhões em pavimentação. Já o município de Santo Antônio do Descoberto iria receber R$ 9,6 milhões e o valor para Novo Gama seria de R$ 9,2 milhões. Além de outras cidades como Campinorte, Itapuranga, Jussara, Campos Belos, Itaberaí, Nazário, Iporá, Aragarças, Crixás, Silvania, Nerópolis e Porangatu que também aparecem na extensa lista.

Consta também no relatório do Tribunal outras obras paralisadas como, por exemplo, o Centro de Convenções de Anápolis, que representa R$ 118 milhões represados na entrada da cidade sem nenhuma perspectiva de conclusão da obra. Assim como a construção de pontes nas cidades de Goiás, Aurilândia, Uirapuru e Córrego do Ouro.

Construção e reforma de praças e parques também constam como itens que os moradores seguem esperando, pois as cidades de Nova Crixás, Nazário, Posse, Damolândia, Formosa, Guarani de Goiás, Portelândia, Santo Antônio do Descoberto e Daminópolis ainda não vão poder proporcionar um momento diferenciado de socialização entre as pessoas. Para a prática de esportes, os atletas ou as pessoas que gostam de se exercitarem que moram em Catalão e Anicuns ainda esperam pelas reformas dos ginásios de esportes, conforme prometido.

Chama atenção ainda a quantidade de salas de aulas que deixaram de ser construídas em 12 cidades goianas. Conforme a planilha, em Catalão seriam construídas 78 unidades escolares, em Itumbiara 84 unidades, em Inhumas 101, 106 em Goiás, 77 em Anápolis, 100 em Rio Verde, Iporá e Luziania, 90 em Formosa, 82 em Uruaçu, 92 em Goianésia e mais 92 unidades na capital goiana.

Com relação a Goiânia, além de três prédios públicos do próprio governo, o relatório traz conclusões de obras, reformas e construções de escolas e pavimentações asfálticas das GOs 080, 403 e 020. As obras do Centro Cultural Oscar Niemeyer, Palácio dos Esportes, reforma do Estádio Serra Dourada e a construção do Estádio Olímpico e o laboratório de capacitação do Centro de Excelência também fazem parte da lista de obras paralisadas do TCE-GO.

Fonte: Goiás Real

Terça-feira, 23 de junho, 2015

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