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“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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18 dezembro, 2021

ERROS DE HIGIENE NA COZINHA COLOCAM A SAÚDE EM RISCO, APONTA PESQUISA

 

No Brasil, entre 2000 e 2018, foram registrados, oficialmente, 247.570 casos de doenças transmitidas por alimentos (DTA), com 195 mortes, segundo dados do Ministério da Saúde. E a origem principal da contaminação é a cozinha da casa dos contaminados.

 

Para entender o fenômeno, os pesquisadores do Centro de Pesquisas em Alimentos, o Food Research Center (FoRC), da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), realizaram um estudo para analisar os hábitos de higiene e práticas relativas à higienização, manipulação e armazenamento dos alimentos nas residências dos brasileiros.

 

Os resultados mostram que uma parcela expressiva da população adota medidas inadequadas. Portanto, está mais exposta às DTA. Feita com 5 mil pessoas de todos os estados, a maioria mulheres entre 25 e 35 anos de idade e com renda entre quatro e dez salários mínimos, a pesquisa também verificou as temperaturas das geladeiras de 216 residências no estado de São Paulo.

 

Dos ouvidos, 46,3% disseram ter o hábito de lavar carnes na pia da cozinha, 24,1% costumam consumir carnes malcozidas e 17,4% consomem ovos crus ou malcozidos em maioneses caseiras e outros pratos.

 

O coordenador da pesquisa, Uelinton Manoel Pinto, professor da USP e integrante do FoRC, alerta que lavar carnes, especialmente a de frango, na pia da cozinha, pode espalhar potenciais patógenos no ambiente, representando uma prática de risco.

 

A auxiliar de limpeza Francisca Alves de Melo, ainda tem esse hábito. “Carne vermelha eu não costumo lavar, mas carne de porco, frango, normalmente eu lavo antes de cozinhar”. Ela ressalta, no entanto, que nunca teve doença por má conservação.

 

Ela lava tudo que guarda na geladeira. “Quando eu chego da feira ou sacolão, o que é de geladeira eu lavo com águia e sabão. Por exemplo, batata, cenoura, coloco nas sacolinhas e armazeno. Antes de consumir, eu lavo as frutas e verduras, mas chegar e lavar pra deixar na fruteira não, só na hora do consumo. Também lavo as latas [de conservas].”

 

A auxiliar de copa Ivoneide Holanda da Silva disse que tem os mesmos hábitos da colega, mas lava a carne de frango. “Lavo tudinho, mas a carne vermelha não”.

Segundo o professor Uelinton Pinto, o consumo de alimentos de origem animal malcozidos ou crus também apresenta risco microbiológico, já que o recomendado é cozinhar o alimento a uma temperatura mínima de 74°C para garantir a inativação de patógenos que podem estar presentes no produto cru.

 

“Nem todo produto cru de origem animal contém micro-organismos patogênicos, mas existe esse risco, e o cozimento adequado garante que esses micro-organismos sejam eliminados ou reduzidos a níveis seguros”, explica o pesquisador.

 

Com respeito às práticas de higienização de verduras, 31,3% costumam fazer a higienização apenas com água corrente e 18,8% com água corrente e vinagre. Para higienização de frutas, 35,7% utilizam apenas água corrente e 22,7% água corrente e detergente.

 

Para a higienização segura de verduras, legumes e frutas que serão consumidos crus, a recomendação é lavar com água corrente e utilizar uma solução clorada com um tempo de contato mínimo de 10 minutos, seguido de novo enxágue em água corrente.

 

O percentual de pessoas que usam água com solução clorada, segundo o estudo, é de 37,7% (para verduras) e 28,5% (para frutas). Já os vegetais que serão cozidos ou as frutas que serão consumidas sem a casca não precisam passar pela desinfecção em solução clorada.

 

A pesquisa mostra que parcela significativa dos entrevistados realiza práticas inadequadas de higiene, manuseio e armazenamento de alimentos. Para corrigir esses erros, os pesquisadores elaboraram um material educativo para orientar sobre a forma correta de armazenar os alimentos na geladeira.

 

Ao fazer compras em supermercados, a maioria dos ouvidos na pesquisa, 81%, não utiliza sacolas térmicas para transportar alimentos refrigerados ou congelados até suas residências.

 

A nutricionista Jessica Finger lembra que em um país como o Brasil, onde as temperaturas chegam facilmente a 30°C em várias cidades durante o ano todo, é fundamental que os produtos perecíveis sejam transportados em condições adequadas, dentro de uma sacola térmica. Jessica também conduziu a pesquisa, que teve ainda o envolvimento do estudante de iniciação científica Guilherme Silva, graduando de Nutrição na USP.

 

Com relação às sobras de alimentos, 11,2% dos participantes da pesquisa relataram armazená-las na geladeira passada mais de duas horas do preparo, o que representa risco à segurança dos alimentos. “Não é recomendado deixar alimentos prontos por mais de duas horas sem refrigeração, visto que a temperatura ambiente favorece o crescimento microbiano nesses alimentos. Essa é uma das principais práticas responsáveis por surtos de doenças de origem alimentar,” alertam os pesquisadores.

 

A pesquisa ainda evidenciou que é comum descongelar os alimentos em temperatura ambiente (39,5%) ou dentro de um recipiente com água (16,9%), o que também não é adequado, visto que os alimentos devem ser mantidos a uma temperatura segura durante o descongelamento, podendo ser realizado na geladeira ou no micro-ondas.

 

Sobre o armazenamento de carnes na geladeira, a maioria dos participantes (57,2%) relatou armazenar as carnes na própria embalagem que contém o produto. A prática é questionável, uma vez que é preciso utilizar um recipiente adequado para evitar o gotejamento do suco da carne e a contaminação de outros alimentos estocados no refrigerador.

 

A boa notícia da pesquisa é que em relação à temperatura dos refrigeradores, dos 1.944 registros coletados, 91% ficaram entre a faixa de temperatura recomendada, de 0ºC a 10°C. Segundo os pesquisadores, esse dado é importante, pois pode ser utilizado em estudos de modelagem para prever a multiplicação de micro-organismos nos alimentos refrigerados. (ABr)

Sábado, 18 de dezembro 2021 às 15:17


 A pandemia ainda não acabou, use mascara, tome as cacinas, evite aglomerações desnecessarias e  Feliz ano novo!

17 dezembro, 2021

EUA: ESPOSA GANHA DIREITO DE TRATAR MARIDO COM IVERMECTINA E ELE MORRE

 

Óbito ocorreu sete dias após a primeira dose da droga; substância não tem aprovação pela Food and Drug Administration (FDA) para ser usada contra o coronavírus

 

Um homem de 52 anos, morreu de Covid-19 no último domingo, na Pensilvânia, após sua esposa ter entrado na Justiça para conseguir o direito de tratar o homem com ivermectina. Keith Smith recebeu as duas doses do medicamento antes de sua condição piorar e o médico interromper o tratamento. A morte ocorreu sete dias após a primeira dose.

 

Keith Smith foi diagnosticado em 10 de novembro sendo internado na unidade de terapia intensiva do hospital em coma induzido 11 dias depois. Com o quadro de saúde piorando, sua esposa, Darla Smith, buscou na ivermectina uma solução milagrosa para a cura do companheiro.

 

Segundo o jornal The Independent, a mulher foi incentivada por publicações nas redes sociais de grupos conservadores, impulsionados em parte por um serviço de telemedicina pró-Donald Trump que vende prescrições para ivermectina.

 

Casada com Smith há 24 anos, a mulher entrou com um processo judicial para que o hospital administrasse a droga em seu marido. O paciente morreu sete dias após ter recebido a primeira dose.

 

A droga não é aprovada pela Food and Drug Administration (FDA, órgão semelhante à Anvisa no Brasil) porque não se mostrou promissora em ensaios pré-clínicos. A Organização Mundial da Saúde já havia informado em março deste ano que a eficácia do medicamento no tratamento da Covid-19 permanecia sem comprovação.

 

No dia 3 de dezembro, o juiz do Tribunal do Condado de York, Clyde Vedder, decidiu que não poderia obrigar o hospital a tratar o paciente com ivermectina, mas permitiu que Smith chamasse um médico independente para administrá-la.

 

Darla processou o hospital UPMC Memorial para tratar seu marido com ivermectina após saber de casos semelhantes nos Estados Unidos. Ela foi atendida pela Front Line COVID-19 Critical Care Alliance (FLCCC), grupo que promove o uso da droga no tratamento do coronavírus.

 

"Ele é o amor da minha vida, e estou completamente perdida e vazia sem ele. Neste ponto, não há nada mais que o hospital possa fazer, ou faça, pelo meu marido. No entanto, não posso desistir dele, mesmo que já tenham", escreveu em um depoimento ao tribunal.

 

O caso de Keith foi similar ao caso de uma professora de 47 anos da Flórida que morreu de Covid-19, em novembro. Neste caso, foi o marido que foi ao tribunal para tratá-la com ivermectina.

 

*iG Último Segundo

Quinta-feira, 16 de dezembro 2021 às 15:26


 

16 dezembro, 2021

ELEIÇÕES 2022: TSE APROVA CALENDÁRIO

 

No dia 2 de outubro de 2022 será o primeiro turno das votações. No dia 30 de outubro de 2022, poderá acontecer um eventual segundo turno

 

Em sessão administrativa realizada na quinta-feira (16/12), o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, o Calendário Eleitoral das Eleições de 2022.

 

As datas para votação nas urnas correspondem ao primeiro e último domingo do mês de outubro, conforme prevê a Constituição Federal.

 

O relator, ministro Edson Fachin, afirmou que o objetivo da resolução é a transparência de todas as fases do processo eleitoral e lembrou que o calendário já começa este ano, uma vez que nesta sexta-feira (17) vence o prazo estipulado para que os tribunais eleitorais anunciem os juízes auxiliares responsáveis pelas representações, reclamações e pedidos de direito de resposta (Lei 9.504/1997, art. 96, § 3º) durante a campanha.

 

A partir de 1º de janeiro de 2022, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto em casos como calamidade pública, estado de emergência e execução orçamentária do exercício anterior.

 

Confira a  íntegra do documento aprovado com as datas do calendário.

 

*iG Último Segundo

 

Quinta-feira, 16 de dezembro 2021 às 18:22


 

15 dezembro, 2021

O COISO CONSEGUIU TRANSFORMAR O PAÍS NUMA DESORIENTAÇÃO QUASE ABSOLUTA

 

O período Jair Bolsonaro na história do Brasil, iniciado em 2019, no final deste ano já provocou uma desordem compulsiva e uma desorientação geral que atinge quase todos os setores da administração federal e dos próprios Poderes institucionais.

 

O procurador-geral da República, Augusto Aras, reportagem de Mariana Muniz, André de Souza e Aguirre Talento, O Globo, pediu ao Supremo Tribunal Federal que revogue o inquérito aberto pelo ministro Alexandre de Moraes contra o presidente da República por ter ele gravado um vídeo no qual, baseado numa informação fantasiosa, apontou a vacinação contra a Covid-19 como um caminho para conduzir a proliferação do HIV.

 

A informação foi atribuída a uma publicação inglesa, mas o governo do país, como é lógico, desmentiu totalmente a fonte e o conteúdo da matéria. Foi um gesto público do presidente Bolsonaro. Não se sabe como Augusto Aras encontrou argumentos para pedir a suspensão do inquérito.

 

Os processos são suspensos, quer dizer, os acusados não se defendem, as procuradorias e o STJ anulam as provas, considerando as investigações ilegítimas. Agora, no caso da Aids, a mesma coisa.  O presidente sequer se retrata publicamente pela posição anti-vacina que mais uma vez assumiu. O procurador-geral da República age como se fosse advogado do chefe do Executivo.

 

Na Folha de S. Paulo desta terça-feira, Ranier Bragon e Camila Mattoso destacam que o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, está se negando a revelar quais deputados votaram remotamente para aprovar a PEC que aplica o calote no caso dos precatórios. Ele infringiu duplamente a lei: sonegou a informação e não explicou por qual motivo aceitou o voto remoto se a sessão em que estava na pauta a emenda constitucional dos precatórios, embora presencial, incorporou o voto remoto.

 

Além disso, como já escrevi, Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, e Arthur Lira, presidente da Câmara, aceitaram o absurdo de fatiar por parcelas o texto da PEC dos Precatórios. Um absurdo que esvazia qualquer impulso favorável à candidatura de Pacheco à sucessão presidencial de 2022.

 

Manoel Ventura em O Globo e Maria Sabino no Estado de S. Paulo focalizam a decisão do governo de autorizar às distribuidoras de energia elétrica a contratarem créditos bancários de até R$ 15 bilhões para cobrir supostos prejuízos que tiveram na fase de escassez de energia hidrelétrica, substituída pela contratação de energia termelétrica, mais cara.

 

O absurdo é absoluto. Em primeiro lugar, os consumidores de todo o país, incluindo indústrias, comércio e residências (são cerca de 45 milhões de residências) já pagaram aumento em consequência do uso de bandeiras que implantaram custos adicionais nas contas dos últimos meses.

 

Mas a questão não termina aqui. O imbróglio assume dimensão colossal quando se descobre que os empréstimos bancários serão pagos por todos nós, contribuintes, além das indústrias, comércio e serviços.

 

Se o governo autorizou as distribuidoras a contratarem empréstimos, assumindo a condição de avalista, não faz o menor sentido que esse mesmo governo transfira o pagamento dos empréstimos que ele autorizou para nós. A Medida Provisória já foi publicada e tem o endosso do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Francamente, não é possível levarmos a sério um governo assim.

 

*Tribuna da Internet

Quarta-feira, 15 de dezembro 2021 às 12:07