Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

Seja nosso seguidor

Seguidores

17 junho, 2018

Brasil espera Suíça mais ofensiva, mas treinou também para encarar time com “linhas baixas”

No último treino da seleção brasileira antes da estreia na Copa do Mundo da Rússia, a defesa repetiu várias vezes os posicionamentos para eliminar as jogadas de bola parada da Suíça. O ataque foi trabalhado para criar lances ensaiados que possam superar a defesa do adversário. Os atletas já receberam pelo celular lances em vídeo, editados pela comissão técnica. O time suíço é um oponente perigoso que pode optar por duas formas de jogo. Tite quer o Brasil pronto para encarar qualquer uma delas.

Nas análises de desempenho feitas sobre a Suíça, alguns detalhes ficaram claros: 1) os principais jogadores, que merecem um olhar mais atento, são os meias Xherdan Shaqiri e Granit Shaka; 2) a equipe é muito técnica e evoluiu a passagem da defesa para o ataque e se tornou mais ofensiva e 3) a defesa continua muito forte. Na eliminatórias, o time dirigido pelo técnico Vladimir Petkovic perdeu apenas para Portugal e venceu os outros nove jogos. É um adversário que vem contrariando a fama de ser retranqueiro.

Mesmo assim, Tite e seus homens (Cléber Xavier, Sylvinho, Matheus Bacchi e Fernando Lázaro) trataram de estudar estratégia para a possibilidade da Suíça se fechar antes de procurar o jogo no Rotstokv Stadium. “Como o jogo é com a gente, não seremos surpreeendidos se eles baixarem as linhas”, explicou Xavier.

Será curioso ver como o time brasileiro vai se sair com uma formação mais ofensiva. Philippe Coutinho, William e Neymar terão a função de desmontar qualquer esquema defensivo da Suíça e também ajudar os volantes Casemiro e Paulinho a protegerem a defesa. Isso vale também para o avante Gabriel Jesus, que pressiona a saída de bola adversária.

Desde que Tite assumiu a seleção brasileira e chamou Fernando Lázaro para ajudar a estabelecer análises mais profundas de cada adversário do Brasil. A Suíça passou por um “raio x” feito pelo centro de análise de desempenho do Grêmio. A CBF enviou todos os protocolos de análise e criou um servidor onde os gremistas puderam baixar partidas e fazer edições da estrutura tática, jogadas ensaiadas, armadilhas criadas pelos suíços.

Os analistas do Grêmio dissecaram a Suíça por vídeos e ao vivo. Lucas Sacchet acompanhou “in loco”, os jogos dos suíços contra Grécia e Panamá, no mês de março. Quando a seleção se reuniu para treinar na concentração da Granja Comary, os relatórios foram entregues e discutidos com Tite e companhia. Os dois amistosos antes da Copa também foram observados: empate em 1 a 1 com a Espanha e vitória por 2 a 0 sobre o Japão.

(IstoE)


Domingo, 17 de junho, 2018 ás 00:05

16 junho, 2018

A Copa das ilusões perdidas


Pessimismo com a realidade brasileira joga para escanteio o ufanismo do único país a participar de todos os mundiais e coloca em campo a urgência de uma superação que vai muito além da conquista da taça


Ainda que a Seleção Brasileira tenha se reerguido da histórica goleada da Copa passada, que Neymar possa ser eleito o craque da competição e que a aprovação do técnico Tite seja de 64%, segundo pesquisa do instituto DataFolha feita uma semana antes do início dos jogos, nunca foi tão patente o clichê segundo o qual “não há motivos para comemorar”. Às vésperas da Copa de 2014, mesmo sob ondas de protestos que exigiam “hospitais padrão Fifa” em vez de estádios caros, apenas 36% da população se dizia desinteressada pelo mundial no Brasil. Hoje, 53% afirmam não ter interesse na Copa. A julgar pelas pesquisas, o motivo é a economia, que piorou para três em cada quatro brasileiros. Mas não é só. Uma somatória de decepções tornou a população desencantada também com o futebol, uma vez que há coisas mais importantes para se preocupar, agora que o jogo de bola não consegue mais dar conta dos “desejos de potência da maioria absoluta”, conforme escreveu o jornalista e historiador Marcos Guterman, no livro “O Futebol Explica o Brasil”.

Gol contra


Enquanto a bola rola na Rússia, obras que deveriam ter ficado prontas para a Copa de 2014 ainda não foram entregues em 10 das 12 cidades sede. A maior delas é a do VLT de Cuiabá, que consumiu R$ 1 bilhão e está parada após a conclusão de apenas 30% do total previsto. Outras 40 não têm prazo de entrega. A maioria diz respeito à modernização viária, como viadutos e alargamento de avenidas, e de mobilidade urbana, como corredores de ônibus, trens, que seriam vitais para a população. As ampliações dos aeroportos de Salvador, Cuiabá e Belo Horizonte também não saíram. Os novos estádios Mané Garrincha, em Brasília, Arena Pantanal, em Cuiabá, Arena Amazônia, em Manaus, e Estádio das Dunas, em Natal, podem comportar juntos 167 mil torcedores, mas essas cidades sequer possuem times no Brasileirão. Suas cadeiras numeradas estão quase sempre vazias, servindo para abrigar mosquitos transmissores de dengue, chikungunya e zika após qualquer chuvarada. Um péssimo legado daquela que seria “a Copa das Copas”, como dizia a ex-presidente Dilma.

Mesmo sem ter sido capaz de entregar as obras prometidas, o governo federal teve a brilhante ideia de gastar mais dinheiro do contribuinte para exibir em Moscou o espírito festivo que o brasileiro demonstra em qualquer Copa. Bancada parcialmente com R$ 3 milhões provenientes do Ministério da Cultura, a Casa do Brasil na Rússia foi bolada para exibir uma programação musical de alto nível. Começou mal. O show de Gilberto Gil, previsto para a quinta-feira 14, na abertura da Copa, precisou ser cancelado. A empreitada para divulgar os atrativos brasileiros esbarrou na burocracia dos dois países, o que atrasou o pagamento do aluguel e impediu a abertura do espaço. Mais uma prova de que antes mesmo de entrar em campo já levamos um gol contra. E com dinheiro público.

Ao custo de R$ 3 milhões para o Ministério da Cultura, a Casa do Brasil da Rússia sequer abriu as portas para o show de Gilberto Gil

(IstoE)


Sábado, 16 de junho, 2018 ás 00:05

Cristiano Ronaldo brilha, faz três gols e garante empate com a Espanha


O jogo mais esperado da primeira rodada não decepcionou. Em uma partida de alto nível técnico e seis gols, Portugal e Espanha empataram por 3 a 3 nesta sexta-feira (15).

O camisa 7 português, Cristiano Ronaldo, foi o nome do jogo. Converteu o pênalti sofrido por ele, marcou com a bola rolando e, no final, garantiu o empate de Portugal com uma cobrança de falta perfeita.

A Espanha foi melhor durante quase toda a partida. Teve 67% de posse de bola e as melhores chances de gol. Mas não é à toa que Cristiano Ronaldo carrega a fama e o posto de melhor jogador do mundo. No final, comemorou o empate como se fosse uma vitória.

Apesar de ter conquistado apenas um ponto, Portugal não deixou a Espanha liderar o grupo B e as duas seleções seguem favoritas para avançar para as oitavas de final.

O Jogo

Portugal começou o jogo com muita intensidade. Tentou a pressão desde o primeiro segundo de jogo e não precisou de muito tempo para abrir o placar. Cristiano Ronaldo entrou na grande área driblando e foi derrubado por Nacho. Apesar da reclamação dos espanhóis, o árbitro italiano Gianluca Rocchi marcou o pênalti. O próprio “CR7” bateu o pênalti, no canto esquerdo de De Gea, que sequer saiu na foto.

O jogo ficou equilibrado a partir daí. Portugal se recusou a recuar e esperar a Espanha. Continuou atacando e, com isso, abrindo espaços para o adversário. Foi assim que, aos 23 minutos, Diego Costa recebeu na entrada da área, iludiu dois defensores com uma finta de corpo e chutou no cantinho esquerdo, sem chances para o goleiro Rui Patrício. A Espanha empatava.
O gol assustou Portugal e animou a Espanha, que apareceu bem no ataque com Iniesta e Isco. Mas justamente quando os espanhóis estavam melhor no jogo, Cristiano Ronaldo voltou a ser decisivo. Aos 43 do primeiro tempo, Gonçalo Guedes recebeu lançamento no ataque e tocou para CR7. O atacante chutou com força, de fora da área. De Gea tentou amortecer a bola, mas falhou e a bola morreu no fundo da rede. Foi o último ato de um grande primeiro tempo.

Segundo tempo

A Espanha continuou a pressão iniciada no primeiro tempo. Portugal não conseguia emendar um contra-ataque eficiente. Na pressão, com toque de bola, a Espanha empatou de novo aos 9 minutos. Após bola alçada na área, Busquets escorou de cabeça para Diego Costa. O brasileiro naturalizado espanhol apenas empurrou para o gol livre.

O time do técnico Hierro, que assumiu a seleção há apenas dois dias continuou pressionando. Acuada, a defesa de Portugal apenas assistiu, aos 12 minutos, o lateral direito Nacho aproveitar a sobra e, de fora da área, acertar um lindo chute, que bateu nas duas traves antes de morrer no fundo do gol. A superioridade técnica da Espanha, enfim, aparecia no placar.

Portugal não conseguia encaixar nenhum ataque eficiente. A defesa espanhola estava segura durante todo o segundo tempo. Mas foi preciso só uma falha para Cristiano Ronaldo aparecer de novo.

O camisa 7 sofreu falta de Piquet perto da área. Com precisão cirúrgica, o melhor jogador do mundo cobrou a falta no ângulo de De Gea, que sequer tentou buscar. Desespero da torcida espanhola, que viu o time dominar quase todo o jogo e, no final, deixar escapar a vitória por entre os dedos.

Batendo Recordes

Cristiano Ronaldo começou a Copa do Mundo batendo recordes. Com os gols marcados em sua atuação no empate em 3 a 3 entre Portugal e Espanha, o melhor do mundo se juntou a um seleto grupo de jogadores que balançaram as redes em quatro edições de Mundiais: Pelé (1958, 1962, 1966, 1970) e os alemães Uwe Seeler (1958, 1962, 1966, 1970) e Miroslav Klose(2002, 2006, 2010, 2014). O português havia balançado as redes em 2006, 2010 e 2014.

Além disso, com os gols da partida desta quinta-feira, CR7 alcançou o feito de marcar gols em nove torneios internacionais consecutivos. Ele marcou em quatro edições de Eurocopa (2004, 2008, 2012 e 2016), quatro Copas (2006, 2010, 2014 e 2018) e em uma Copa das Confederações (2017). (Com/ ABr)


Sábado, 16 de junho, 2018 ás 00:05

15 junho, 2018

Tite confirma escalação do Brasil para estreia na Copa do Mundo


Equipe que entrará em campo contra a Suíça no primeiro jogo será a mesma que enfrentou a Áustria em amistoso realizado no último domingo (10)

O Brasil realizou, quinta-feira (14/6), mais um treinamento antes de sua estreia na Copa do Mundo da Rússia. Durante a atividade, o técnico Tite confirmou o time que vai enfrentar a Suíça no próximo domingo (17/6).

Ficou definido que a equipe que entra em campo será a mesma que iniciou o amistoso contra a Áustria, no último domingo (10/6). Dessa forma, o Brasil irá a campo em sua estreia na Copa do Mundo com Alisson, Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Philippe Coutinho, Willian e Neymar; Gabriel Jesus.

Foram confirmadas, portanto, duas das principais dúvidas em relação à escalação: Thiago Silva no lugar de Marquinhos na defesa e Danilo como titular na lateral direita. Fagner, do Corinthians, que costumava ser o reserva imediato de Daniel Alves, não virou titular no time mesmo com o corte do jogador do PSG.

Nos quatro amistosos de preparação para a Copa disputados neste ano, a seleção brasileira não teve a defesa vazada e saiu vitoriosa de todos, superando Rússia, Alemanha, Croácia e Áustria. Desde o início da era Tite, em junho de 2016, a equipe soma 17 vitórias, três empates e uma derrota, com 47 gols marcados a favor e cinco contra.

Mais Brasil
O atacante Gabriel Jesus foi o escolhido da seleção brasileira para conceder entrevista coletiva nesta quinta-feira. O jogador afirmou que pretende escrever seu nome na história da seleção brasileira, e garantiu que, mesmo sabendo que sua principal função é fazer gols, ele não está mirando na artilharia do Mundial.

"É difícil citar nomes para a artilharia porque tem muitos jogadores com essa possibilidade. Claro que seria muito bom ser artilheiro. Eu estou ali para fazer gol, claro, mas a minha meta é outra. O meu foco é ajudar a equipe de alguma forma, seja com gols, com assistências, ou até mesmo com um carrinho... Eu quero ajudar e a artilharia é uma consequência", explicou o jogador do Brasil.
(IG)


Sexta-feira, 15 de junho, 2018 ás 10:00

Crise espanhola e Cristiano contra colegas, atrações do clássico ibérico

SOCHI – A bombástica demissão do técnico espanhol Julen Lopetegui, a dois dias da estreia na Copa do Mundo,  elevou ainda mais a temperatura para o clássico ibérico entre Espanha e Portugal nesta sexta-feira, a partir das 15h (de Brasília), em Sochi. O ex-zagueiro Fernando Hierro assumiu o cargo às pressas e, na véspera, se esforçou em dizer que a mudança não irá abalar a equipe espanhola, uma das favoritas ao título. A maior atração do jogo no o Estádio Fisht será, claro, Cristiano Ronaldo, que convive com rumores de que deixará o Real Madrid, e enfrentará alguns companheiros, como Dani Carvajal, Isco e o controverso Sergio Ramos, capitão espanhol.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo de 2018

“Prefiro tê-lo como companheiro, claro. O Cris é um perigo constante para nós, mas não só ele, Portugal tem uma seleção bem completa, forte no contra-ataque, transmite muita segurança atrás, competitiva”, afirmou Ramos, o eleito para “apagar o incêndio” na entrevista coletiva da véspera. “Nossa ambição segue intacta. Não queremos usar isso (demissão de Lopetegui) como desculpa, ao contrário, será uma força a mais”, insistiu o defensor.

Cristiano não compareceu à entrevista, até para evitar o constrangimento de falar sobre Lopetegui que será seu treinador no Real Madrid, caso o astro permaneça na Espanha. Em seu lugar, apareceu o meia João Moutinho, que, assim como o técnico Fernando Santos, não quis se aprofundar sobre a crise no adversário.

“Acredito que a saída de Lopetegui não vai influenciar nem de um lado nem do outro, estamos focados em atingir nosso objetivo e começar bem o Mundial”, disse o meia.  “Faz 10 anos que a Espanha joga da mesma forma, não espero nenhuma surpresa, a estratégia está toda montada. O resto não importa muito”, completou Santos.

O técnico português fez mistério e não revelou qual time começará a partida, mas a tendência é que mantenha a base dos últimos amistosos, com destaque para o ataque formado por Bernardo Silva, João Moutinho, André Silva e Cristiano Ronaldo.

Hierro disse que “não há como mudar nada” do que foi realizado por Lopetegui nos últimos dois anos e que espera ver a “Espanha de sempre, que quer jogar bem e ser protagonista”. O time aposta na experiência de nomes como Sergio Ramos, Gerard Piqué, Andrés Iniesta e do goleador Diego Costa, brasileiro naturalizado espanhol.

As duas seleções europeias estão no Grupo B do Mundial, ao lado de Marrocos e Irã, que se enfrentam mais cedo, às 12h (de Brasília), na arena de São Petersburgo,

Prováveis escalações:

Portugal: Rui Patrício; Cedric, Pepe, Fonte e Raphael Guerreiro; William Carvalho, João Moutinho, João Mário e Berrnardo Silva; Cristiano Ronaldo e André Silva
Técnico: Fernando Santos

Espanha: De Gea; Dani Carvajal (Nacho), Sergio Ramos, Piqué e Jordi Alba; Sergio Busquets, Thiago (Asensio), Andres Iniesta, Isco e David Silva; Diego Costa
Técnico: Fernando Hierro

(VEJA)


Sexta-feira, 15 de junho, 2018 ás 9:00

14 junho, 2018

Robbie Williams mostra o dedo do meio na abertura da Copa

Um gesto polêmico diante de 80.000 pessoas e milhões de telespectadores: o cantor britânico Robbie Williams mostrou o dedo do meio para uma câmera durante seu show na cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2018, no estádio Luzhniki, em Moscou.

Ele era o astro desta curta cerimônia de abertura. O ex-membro do Take That animou o estádio de Moscou na presença do presidente Vladimir Putin e da elite do futebol mundial, pouco antes da partida Rússia-Arábia Saudita.

Camisa preta desabotoada, terno e calças vermelhas, penteado impecável e dançarinas frenéticas: todos os ingredientes para criar o ambiente… quando o cantor de 44 anos surpreendeu a todos mostrando o dedo do meio para uma câmera, em close-up e com uma careta, logo depois de dizer “I did this for free” (fiz isso de graça), mudando as letras de seu hit “Rock DJ”.

A imagem, imortalizada por muitos internautas, inundou as redes sociais, gerando risos e, por vezes, indignação, em um contexto político tenso entre o Reino Unido e a Rússia, especialmente desde o caso do envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal.

Robbie Williams, que se disse encantado com a realização de um “sonho de criança” depois de anunciar que iria se apresentar em Moscou, foi criticado no Reino Unido depois dessa decisão.

Um deputado trabalhista, Stephen Doughty, ficou “surpreso e desapontado” que o artista “concordou em ser pago pela Rússia e pela FIFA”.

A primeira-ministra britânica Theresa May anunciou em março que nenhum ministro ou membro da família real britânica iria para a Copa do Mundo depois do envenenamento de Skripal e sua filha, cuja responsabilidade Londres atribui a Moscou. (AFP)


Quinta-feira, 14 de junho, 2018 ás 15:00

Rússia massacra a Arábia Saudita por 5 a 0 e garante festa da torcida

A Copa do Mundo começou com festa russa em Moscou. Nesta quinta-feira, no estádio Luzhniki, a Rússia fez o que a torcida esperava – pressionou a saída de bola da Arábia Saudita, foi rápida na transição para o ataque e transformou chances criadas em gols para atropelar a adversária por 5 a 0 no jogo de abertura da competição.

Isso será fundamental na difícil missão da equipe no Grupo A do Mundial. Em uma chave que ainda conta com Uruguai e Egito, que jogam nesta sexta-feira em Ecaterimburgo, estrear com vitória era premissa fundamental para alimentar o sonho de tentar avançar para as oitavas de final do torneio.

Logos nos primeiros minutos, a seleção russa cumpriu à risca o que o técnico Stanislav Cherchesov havia pedido aos jogadores na véspera da estreia: dedicação e velocidade na transição para o ataque. Antes mesmo do primeiro gol, a equipe já tinha mais posse de bola e explorava principalmente os lados do campo.

Aos 11 minutos da primeira etapa, a pressão russa surtiu efeito. Após cobrança de escanteio, Golovin recebeu bom passe de Zhirkov na entrada da área pelo lado esquerdo do campo. Quase sem marcação, ele teve tempo de erguer a cabeça e cruzar na segunda trave. Gazinsky subiu mais que o zagueiro, que caiu deitado no gramado no lance, e cabeceou no canto direito, sem chance de defesa para o goleiro Abdullah Almuaiouf.

Aos 14 minutos, o lateral-direito brasileiro naturalizado russo Mário Fernandes recebeu Dzagoev pelo lado direito tocou rasteiro para Smolov, que chutou para o gol, mas foi travado pela zaga. Com isso, a bola subiu e iria cair dentro do gol, mas o goleiro árabe conseguiu espalmar a bola – Mário Fernandes estava impedido no lance, mas o bandeira não paralisou o lance.

Os árabes não conseguiam criar nenhuma jogada de perigo e a Rússia continuava com facilidade para chegar ao ataque. Aos 22 minutos, o atacante Dzagoev, camisa nove da seleção russa, sentiu contusão na coxa esquerda e caiu no gramado. Ele precisou sair do jogo e em seu lugar entrou Cheryshev.

Depois de desperdiçar algumas boas chances, a Rússia chegou ao segundo gol no final do primeiro tempo. Em saída muito rápida pela direita, a defesa da Arábia ficou correndo atrás da bola e não conseguiu impedir que Zobnin carregasse a bola na entrada da área e tocasse para Cheryshev. O camisa seis, que havia entrado no lugar de Dzagoev, cortou dois marcadores com uma “levantadinha” na bola e bateu firme na saída do goleiro para marcar o segundo gol russo no estádio Luzhniki, para festa da torcida.

No segundo tempo, a Arábia Saudita ainda tentou incomodar um pouco o goleiro Akinfeev no começo, mas o último passe sempre saía com defeito. A Rússia, que voltou para segunda etapa até um pouco mais recuada, voltou as e lançar para a frente e as chances de gol para os donos da casa voltaram a surgir.

Em uma delas, aos 22 minutos, Golovin recebeu a bola pelo lado direito do ataque. De novo, como no primeiro gol, a marcação da defesa da Arábia Saudita ficou apenas olhando o russo, que levantou a cabeça e colocou na medida para Dzyuba, que havia acabado de entrar no lugar de Smolov, cabecear com estilo para marcar o terceiro gol da Rússia.

A partir daí, a Rússia passou a se preservar. Seus jogadores trocavam passes mais no meio-campo. A Arábia Saudita, de forma quase infantil, fazia uma marcação homem a homem no campo de ataque russo. O resultado disso é que os jogadores sauditas ficavam literalmente correndo atrás da bola, enquanto os russos trocavam passes de forma tranquila, apenas cadenciando o jogo.

A parte final da partida, com a temperatura já na casa dos 15 graus, mas com sensação térmica de 10 graus, estava apenas servindo para a torcida da Rússia fazer a festa com os jogadores e ampliar o placar para 5 a 0, com dois gols nos descontos. Primeiro, Cheryshev mostrou que queria mais. Ele, que na primeira etapa havia marcado seu primeiro gol com a seleção russa, recebeu boa bola de Dzyba. Com espaço, marcou o seu segundo no jogo, o quarto dos donos da casa em um lindo chute de trivela, com o pé esquerdo, do bico da área, aos 46 minutos da segunda etapa.

Depois, aos 49, a defesa da Arábia Saudita fez uma falta boba na entrada da área. Alexander Golovin cobrou com categoria e marcou o quinto gol dos donos da casa.

No estádio, a celebração foi intensa e a promessa era de que a festa invadirá a noite em Moscou. A Fan Fest na área da Universidade Estatal da cidade teve lotação máxima. O próximo jogo da Rússia será no dia 19, às 15h (horário de Brasília), contra o Egito em São Petersburgo. A Arábia Saudita encara o Uruguai no dia 20, às 12h (horário de Brasília), em Rostov.

No fim, o resultado serviu para mostrar que os donos da casa vão lutar de forma intensa por uma das vagas nas oitavas de final da competição. Bom para a Copa do Mundo, que poderá ver o torcedor russo se animar e, por consequência, pegar gosto pela festa do futebol.

FICHA TÉCNICA

RÚSSIA 5 X 0 ARÁBIA SAUDITA

RÚSSIA – Akinfeev; Mario Fernandes, Kutepov, Ignashevich e Zhirkov; Zobnin, Gazinsky, Samedov (Daler Kuzyaev) e Golovin; Dzagoev (Cheryshev) e Smolov (Artem Dzyuba).

Técnico: Stanislav Cherchesov.

ARÁBIA SAUDITA – Abdullah Almuaiouf; Alburayk, Hawsawi, Othman e Alshahrani; Otayf (Fahad Almuwallad), Alfaraj e Aljassam; Aldawsari, Alsahlawi (Muhannad Asiri) e Alshehri (Fahad Almuwallad). Técnico: Juan Antonio Pizzi.

GOLS – Gazinsky, aos 12, e Cheryshev, aos 43 minutos do primeiro tempo; Dzyuba, aos 22, Cheryshev, aos 46, Golovin, aos 49 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Néstor Pitana (ARG).

CARTÕES AMARELOS – Golovin e Aljassam.

PÚBLICO – 78.011 torcedores.

LOCAL – Estádio Luzhniki, em Moscou (RUS).

(Estadão Conteúdo)


Quinta-feira, 14 de junho, 2018 ás 14:00

Abertura da Copa na Rússia reúne Robbie Williams, Ronaldo e soprano russa


A abertura da Copa do Mundo da Rússia, antes da partida entre a Rússia e a Arábia Saudita, teve a participação do cantor inglês Robbie Williams, que cantou alguns de seus maiores sucessos. Entre eles, ‘Angels’, que contou com a participação da soprano russa Aida Garifullina.

Ronaldo também foi um dos personagens da abertura, apesar da participação discreta. O camisa 9 três vezes campeão mundial pelo Brasil chutou uma bola, brincou com o mascote da competição — o lobinho Zabivaka — e interagiu com o público.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, fizeram um breve discurso antes do show e deram boas vindas aos torcedores. (DP)


Quinta-feira, 14 de junho, 2018 ás 13:00

Brasil comemora 60 anos do primeiro título mundial de futebol

No próximo dia 29 de junho o Brasil vai comemorar os 60 anos do seu primeiro título mundial de futebol. Em partida disputada no estádio Rasunda, na Suécia, diante de um público de 49.737 pessoas, a Seleção Brasileira, comandada pelo saudoso treinador Vicente Feola, vencia a Suécia por 5 x 2. Pelé fez dois gols, o saudoso centroavante Vavá fez mais dois e o ponta-esquerda Zagallo fez um gol.

Para esta partida, o técnico Vicente Feola foi obrigado a fazer uma substituição. Na lateral direita, De Sordi, contundido, deu lugar a Djalma Santos, que pela sua única atuação foi eleito o lateral da Copa. A Seleção venceu os donos da casa com a seguinte escalação: Gilmar, Djalma Santos, Orlando Bellini e Nilton Santos; Zito, Didi e Zagallo; Garrincha, Vavá e Pelé.

A Seleção Brasileira disputou todos os jogos anteriores com a camisa amarela, mas na final teve pela frente a Suécia, também amarela. O sorteio determinou que os donos da casa jogariam com a camisa principal. Então, o chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, comprou um jogo de camisas azuis na véspera e mandou bordar o escudo da CBD e os números amarelos. No final da partida, já comemorando o título, a seleção brasileira dá a tradicional volta olímpica carregando a bandeira sueca, em homenagem ao país sede.

O estádio Rasunda, inaugurado em 1937, foi um estádio de futebol localizado em Solna, na região metropolitana de Estocolmo, Suécia. No dia 27 de novembro de 2012, 6 mil torcedores entraram em campo e começaram a demolição do estádio de maneira antológica. No mesmo dia, foi substituído pelo novo Friends Arena. Em 1958, na final da Copa do Mundo entre Suécia e Brasil, um então jovem de 17 anos, mostrava ao mundo do futebol, para que veio. Edson Arantes do Nascimento, O Rei Pelé, anotou duas vezes para o Brasil contra os donos da casa.

O jogo disputado em 15 de agosto de 2012, Suécia 0x3 Brasil, foi confirmada como a última partida da seleção sueca no estádio, deixando, assim, de ser a casa seleção local que passando a mandar jogos na Swedbanck Arena.

Confira abaixo o golaço histórico marcado por Pelé contra a Suécia. Se preferir assista ao jogo completo no segundo vídeo.






Quinta-feira, 14 de junho, 2018 ás 08:00

13 junho, 2018

Papa Francisco envia mensagens para Copa do Mundo na Rússia



O Papa Francisco enviou nesta quarta-feira (13/6) uma mensagem aos jogadores e organizadores da Copa do Mundo na Rússia, pedindo que o torneio seja um momento de solidariedade e paz entre as nações, culturas e religiões.

"Amanhã começa a Copa do Mundo de Futebol na Rússia. Desejo enviar a minha cordial saudação aos jogadores e aos organizadores, assim como aos que seguirão pelos meios de comunicação social este evento que ultrapassa qualquer fronteira", disse o Pontífice ao término da audiência geral desta quarta-feira, no Vaticano. "Que esta importante manifestação esportiva possa se tornar uma ocasião de encontro, de diálogo e de fraternidade entre culturas e religiões diversas, favorecendo a solidariedade e a paz entre as nações", destacou.

O argentino Jorge Mario Bergoglio, eleito Papa em março de 2013, é um torcedor declarado do time do San Lorenzo. Francisco deveria ter recebido a seleção da Argentina na semana passada, ás vésperas da Copa, mas o encontro foi adiado.

Se o papa está feliz e ansioso para a Copa, os brasileiros não estão no mesmo clima. De acordo com pesquisa divulgada hoje pelo Datafolha, a maioria da população brasileira diz não ter nenhum interesse na Copa do Mundo que será disputada a partir de quinta-feira (14), na Rússia.

Segundo o levantantamento, o desinteresse na Copa do Mundo alcançava 42% dos brasileiros no início deste ano e disparou às vésperas do Mundial, alcançando a marca de 53%. Esta é a primeira vez desde 1994, ano em que o Datafolha começou a fazer pesquisas sobre o tema, em que mais da metade da população demonstra não se interessar pela Copa.

Leia também: Pela primeira vez, maioria dos brasileiros diz não se interessar pela Copa
Antes do início da Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil, o índice que mede o desinteresse da população com o evento estava em 36%. Aquela até então era a maior marca já registrada pelo Datafolha às vésperas de um Mundial e era alimentada pelos altos gastos públicos com a construção e reforma de estádios e com a inconclusão de obras de mobilidade prometidas pelo governo. (IG)

Quarta-feira, 13 de junho, 2018 ás 11:00


Nesta quarta-feira, em Moscou, a Fifa anunciou que a candidatura conjunta de EUA, México e Canadá venceu a de Marrocos.


A candidatura tripla recebeu 134 votos, contra 65 de Marrocos. Um voto foi para nenhuma das candidaturas. Sete confederações se declararam impedidas de votar. "O futebol é o único vencedor", bradou Carlos Cordeiro, chefe da delegação dos EUA.

No Twitter, o presidente dos EUA, Donald Trump celebrou a candidatura tripla.

"Os Estados Unidos com o México e Canadá receberão a Copa do Mundo. Parabéns. Um grande acordo para um trabalho duro!"

A CBF votou no Marrocos, contrariando pedido da Conmebol, que havia apoiado os países da América.

Capitaneada pelos EUA, a candidatura tripla promete a maior Copa do Mundo da história em termos de público, quantidade de times e dinheiro ganho. Os pesos econômico e político norte-americanos foram decisivos para convencer os dirigentes da Fifa a lhes dar o Mundial.

Maior economia do mundo, os EUA voltarão a receber a competição após a primeira edição em seu território, em 1994, que foi um sucesso de público. É uma forma de compensar a decepção pela perda de eleição para sede de 2022 para o Qatar em processo cercado de acusações de corrupção. Já o México será o primeiro país a ter jogos de três Mundiais. 

A Copa norte-americana será a primeira garantida com 48 times, um aumento de 50% em relação ao número atual de 32 times. Há uma discussão em relação a ter essa quantidade de seleções em 2022, mas é improvável que isso seja aprovado na Fifa.

Até por isso o presidente da federação internacional, Gianni Infantino, fez campanha nos bastidores pelos norte-americanos, o que lhe gerou críticas dos africanos. O dirigente tinha dois objetivos: garantir que esse novo formato encha os cofres da Fifa como o esperado, e não ter problemas de organização. A candidatura marroquina teve nota 2,7 na avaliação, enquanto a dos americanos, 4.

A promessa da candidatura United, como chamada pelos três países, é de levantar um total de US$ 14 bilhões em receitas. Isso representa mais do que o dobro do que será ganho pela Fifa na Rússia e do que foi obtido no Brasil, entre US$ 5 e 6 bilhões. Há, no entanto, ceticismo no mercado em aumentar neste patamar a receitas, visto que já existem contratos em vigor nas áreas de TV e marketing.

E os gastos com infraestrutura seriam consideravelmente menores do que os realizados por esses dois países. Estão incluídos nos planos da Copa um total de 23 estádios, todos já construídos. Haverá reformas em nove deles apenas. Devem sobrar 16 arenas no corte de seleção.

A média de capacidade de público prevista é 69,261 mil para cada estádio. É bem superior ao que ocorreu no Brasil, onde apenas o Maracanã e o Mané Garrincha tinham a possibilidade de receber público acima desse.(Uol)


Quarta-feira, 13 de junho, 2018 ás 10:00

12 junho, 2018

Acidente com barco turístico mata 11 pessoas em cidade-sede da Copa


Uma colisão entre um catamarã turístico e um rebocador deixou ao menos 11 mortos em Volgogrado, uma das 11 cidades-sede da Copa do Mundo da Rússia. O acidente ocorreu na noite desta segunda (11) no rio Volga e todos os mortos eram russos.
Como ontem foi o Dia da Rússia, feriado nacional, é provável que os passageiros estivessem aproveitando as últimas horas de folga no popular passeio noturno pelo rio.

Volgogrado receberá quatro jogos da primeira fase da Copa, que começa na próxima quinta (14), mas a seleção brasileira não jogará na cidade. O primeiro jogo será entre Tunísia e Inglaterra (18), seguido por Nigéria e Islândia (22), Arábia Saudita e Egito (25) e Japão e Polônia (28).

A cidade, famosa pelo antigo nome de Stalingrado, foi o cenário de uma das maiores e mais violentas batalhas da Segunda Guerra Mundial, na qual o Exército nazista foi derrotado pelos soviéticos, selando o fim do avanço alemão. (Com Folhapress)


Terça-feira, 12 de junho, 2018 ás 17:00

Vettel corneta Copa do Mundo para rebater críticas à Fórmula 1

Uma crítica vem sendo recorrente na Fórmula 1: a falta de emoção durante as corridas. Torcedores e até pilotos se queixaram recentemente da pouca disputa nas últimas etapas. Por conta disso, o alemão Sebastian Vettel, vencedor do GP do Canadá no último domingo (10), resolveu sair em defesa da categoria usando uma comparação com o maior evento de futebol do planeta - a Copa do Mundo, que começa na próxima quinta-feira (14).

"Não sei por que as pessoas são tão míopes. Tivemos sete corridas neste ano. Acho que algumas foram fenomenais, outras foram chatas. A Copa do Mundo está começando e prometo a você que vários jogos não serão tão emocionantes, mas outros serão incríveis", comparou o piloto da Ferrari.

No último fim de semana, Vettel venceu o Grande Prêmio do Canadá liderando de ponta a ponta após largar na pole position. Para muitos fãs, a corrida deixou a desejar. Antes disso, em Mônaco, o espanhol Fernando Alonso declarou que aquela havia sido "a corrida mais chata da história".

Sebastian Vettel, no entanto, não concordou com a opinião dos críticos e disse que a preocupação dos pilotos é se manter na frente durante as corridas, e não competir.

"Não acho que seja justificado criticar as corridas, ou criticar esta corrida. Não sei se foi chato. Do meu ponto de vista, obviamente, estou ocupado dentro do carro, não importa onde eu esteja. Fazemos nosso trabalho dentro do carro e se eu puder competir, vamos competir, mas obviamente nosso trabalho é evitar a competição, desaparecer, ficar na frente, ou não ser ultrapassado", acrescentou.

A Fórmula 1 retorna no dia 24 de junho com o Grande Prêmio da França. Vettel lidera com campeonato com 121 pontos - um à frente do britânico Lewis Hamilton.


Do UOL, em São Paulo/ 12/06/2018 12h28

Sem Fred, seleção faz treino para 4 mil com invasão e histeria por Neymar


A seleção brasileira fez seu primeiro treino em solo russo. Para 4 mil pessoas nas arquibancadas por uma imposição da Fifa, o time de Tite trabalhou no CT em Sochi nesta terça-feira (12) pela manhã e viu uma histeria por Neymar e até mesmo uma invasão de um torcedor em busca de uma selfie.

Dentro de campo, os atletas fizeram uma rotina mais física do que técnica e coletiva. Se reapresentando depois de um dia de folga após a vitória contra a Áustria, o elenco não teve a presença de Fred. Afastado desde o dia 7 após uma entrada de Casemiro, o volante fez trabalho à parte com os fisioterapeutas. Sua volta ainda é incerta.

O Brasil volta a treinar nesta quarta-feira, desta vez, sem a presença de torcida e com pouca abertura para a imprensa. No domingo (17), o time estreia no Mundial, às 15h (de Brasília), contra a Suíça, em Rostov.

Durante toda atividade, Neymar foi o mais ovacionado pela torcida. Em alguns momentos, o público se revezava e gritava também os nomes de Marcelo, Philippe Coutinho e Gabriel Jesus. Mas a estrela do PSG era o jogador mais visado, inclusive, pela imprensa estrangeira.

Em determinado momento, um torcedor pulou o alambrado e foi em direção dos jogadores. Contido pelos seguranças, ele foi retirado sob aplausos dos torcedores e não desistiu em momento algum de uma selfie ao lado dos atletas. No final, outros também tentaram a "sorte".
Fagner e Philippe Coutinho receberam a tradicional “ovada” de seus companheiros por terem feito aniversário. O lateral comemorou na última segunda, enquanto o meia comemora nesta terça. Na brincadeira, sobrou para Neymar, que também foi atingido por um ovo vindo de Thiago Silva.

Os 4 mil ingressos foram distribuídos principalmente a crianças de escolas da região, mas também pararam na mão de brasileiros que moram no país. A forma com que eles conseguiram ainda é um mistério.

O certo é que eles deram o tom de brasilidade às atividades, com alguns gritos, bandeiras e uma “escola de samba” improvisada com tambores e pandeiros. No banco de reservas, Edu Gaspar, coordenador de seleções, e Rogério Caboclo, futuro presidente da CBF, acompanharam tudo.

Os que ficaram de fora deram um jeito de acompanhar de perto. Um viaduto que não conta nem com calçada, no entorno do estádio, ficou tomado por torcedores. Sob o sol que fazia os termômetros baterem quase 30ºC, eles não arredaram pé até o término das atividades. Os que ficaram até o fim e estavam nas arquibancadas foram presenteados com autógrafos e fotos dos ídolos.

Do UOL, em Sochi (Rússia) 12/06/2018 05h29


11 junho, 2018

Ao menos 75% dos servidores da Eletrobrás devem trabalhar durante paralisação


A Justiça trabalhista determinou que ao menos 75% dos trabalhadores de cada uma das empresas do grupo Eletrobrás deverão trabalhar normalmente caso a paralisação de 72 horas anunciada para começar à zero hora desta segunda (11/6) se concretize

A determinação é do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Mauricio Godinho Delgado. Embora considere legítimo o direito da categoria à greve, o ministro considerou que, dada a essencialidade do serviço, o percentual mínimo proporcional às funções dos empregados deve ser respeitado. Se a decisão for descumprida, as entidades sindicais que representam a categoria poderão ser multadas em até R$ 100 mil diários.

Relator do dissídio coletivo de greve, instaurado na última sexta (8), o ministro Godinho admitiu que o pedido da Eletrobras para que a greve seja considerada abusiva ainda voltará a ser discutido no curso do processo.

“Viés político”

Ao analisar a alegação de que o movimento tem “viés político”, o ministro apontou que, além de observar as diretrizes da Lei de Greve, os profissionais têm interesse legítimo na preservação da empresa, dos postos de trabalho e das condições profissionais e contratuais.

Uma das motivações dos eletricitários ao paralisar as atividades por 72 horas é protestar contra os planos do governo federal de privatizar a estatal.
A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) alega que a transferência das distribuidoras de energia do grupo para a iniciativa privada vai resultar no aumento das tarifas de energia elétrica, ameaçando a soberania nacional no planejamento e na operação da matriz energética.

Segundo a FNU, o movimento deve parar, até a 0h desta quarta (13), as áreas administrativas e atividades fins, como operação e manutenção de todas as empresas de geração, transmissão e distribuição de energia: Furnas, Chesf, Eletrosul, Eletronorte, Eletrobras e o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel), além das distribuidoras do Piauí, Rondônia, Roraima, Acre e Amazonas. De acordo com o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), os serviços essenciais não serão afetados.

A Eletrobras garantiu que está providenciando as medidas necessárias para assegurar aos empregados que não aderirem à paralisação o livre acesso a seus postos de trabalho.

Privatização

Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) a publicação do edital de privatização de seis distribuidoras de energia elétrica da Eletrobras.

A intenção do governo é finalizar o processo até 31 de julho, mas uma decisão da 49ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro determinou a suspensão do processo. Segundo o governo, a privatização da Eletrobras vai elevar o nível de eficiência e levar dinamismo à empresa.

Atualmente, o governo federal detém 63% do capital total da Eletrobras, sendo 51% da União e outros 12% do BNDESPar. A empresa responde pela gestão de 32% da capacidade de geração de energia instalada no país, atuando na distribuição em seis estados das regiões Norte e Nordeste.

Além disso, o grupo é responsável por 47% das linhas de transmissão de energia do país e possui usinas de vários tipos, como hidrelétricas, eólica, nuclear, solar e termonuclear. (ABr)


Segunda-feira, 11 de junho, 2018 ás 10:00

10 junho, 2018

Partidos ainda não definiram como vão dividir fundo eleitoral entre os candidatos

Nas primeiras eleições majoritárias e proporcionais após a proibição do financiamento empresarial de campanhas, os partidos políticos ainda não definiram de que forma vão dividir os recursos do fundo eleitoral entre os seus candidatos.

Criado no ano passado para regulamentar o repasse de recursos públicos entre as legendas, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha deve ficar em R$ 1,716 bilhão este ano de dinheiro público.

A maior parte é dividida proporcionalmente entre os partidos, levando em conta o número de representantes no Congresso Nacional. Ou seja, as siglas que elegeram o maior número de parlamentares em 2014 – MDB, PT e PSDB – terão direito à maior fatia do bolo. Já o menor percentual, de 0,57%, será destinado aos partidos menores, chamados de nanicos, que ficarão com R$ 980 mil cada.

MDB

Responsável por receber a maior fatia, de R$ 234 milhões, o MDB definirá no fim deste mês os critérios de divisão. Segundo o presidente nacional do partido, senador Romero Jucá (RR), a Executiva Nacional terá uma reunião no dia 26 de junho para discutir o assunto.

Além do financiamento público, o partido pretende arrecadar doações de forma independente, de pessoas físicas, e por meio da plataforma de financiamento coletivo na internet, conhecida como crowndfunding. De acordo com Romero Jucá, ações junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para aumentar a arrecadação “não estão no horizonte do partido”, apesar de os recursos serem inferiores aos obtidos em 2014, quando ainda era possível a doação empresarial.

Ele disse que o MDB oferecerá a todos os candidatos uma plataforma para receberem as doações virtuais. “O MDB aposta nesta modalidade. A plataforma está em fase final de elaboração, sendo ativada à medida que os pré-candidatos solicitam, e será apresentada aos candidatos também na reunião da Executiva, dia 26”, afirmou.

PT

Em março deste ano, o PT divulgou uma resolução definindo os critérios e prioridades estratégicas para utilização dos recursos. O partido, que vai contar com R$ 212 milhões do fundo eleitoral, disse que o financiamento público de campanhas é uma bandeira histórica da legenda e defendeu a mobilização da sociedade para obter outras formas de arrecadação.

“Os recursos do fundo eleitoral não serão suficientes para financiar todas as candidaturas no nível que o partido gostaria. Assim, é necessária a formulação de uma política partidária de financiamento transparente e compatível com essa realidade”, avaliou a direção partidária, após reunião da Executiva Nacional da legenda.

Na resolução, o partido informa que “estimulará a busca por financiamento coletivo” de pessoas físicas. A prioridade número um do PT, segundo o documento, é o financiamento da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República, seguida eleição de uma “grande bancada” de parlamentares, priorizando os que tentam a reeleição e os que têm “viabilidade eleitoral”. Depois, vêm a campanha para reeleição e eleição de governadores e de bancadas para assembleias legislativas.
PSDB

Por meio de um post em seu site, o PSDB informa que o dia 30 de junho é a data final para definir a forma de distribuição dos recursos. O partido deve receber do fundo R$ 185,8 milhões. Segundo a direção nacional do partido, as arrecadações na internet feitas até o momento foram destinadas à sigla e, a partir de agora, os candidatos passarão a ser habilitados para o recebimento de doações.

“Aguardamos definições de decisões recentes do TSE, como os 30% para mulheres. Após isso, vamos discutir internamente como serão distribuídos recursos que já estavam previstos e aprovados em reunião do mês passado”, informou a legenda, referindo-se à decisão judicial determinando a destinação mínima de 30% do fundo público a campanhas de candidatas.

O PSDB afirmou que apoia e estimula a participação das mulheres nas eleições, mas disse aguardar o detalhamento das decisões “para saber como agir”. “Vamos seguir a legislação aprovada e tentar arrecadar via crowdfunding e outras fontes permitidas por lei”, acrescentaram os dirigentes.

PMB

Admitindo que o baixo montante de recursos irá dificultar o lançamento de candidaturas majoritárias, a presidente do PMB, Suêd Haidar, afirmou à reportagem que o foco será a eleição de mulheres para a Câmara dos Deputados e as assembleias estaduais.

“Vamos dividir esse pouco que temos com as candidaturas femininas. Esse recurso do fundo público nós investiremos nas [campanhas destinadas às] bancadas federal e estaduais”, disse. Suêd Haidar classificou de “injusto” e “danoso” o processo pelo qual o partido vem passando na busca pelos recursos de outro fundo: o partidário, repassado anualmente às siglas.

Após receber a filiação de 24 deputados em 2015, quando teve o registro autorizado pelo TSE, a legenda perdeu esses quadros alguns meses depois, e agora pleiteia na corte uma parte do fundo partidário referente à representação proporcional que tinha na Câmara. “O direito é nosso, na própria legislação eleitoral diz que quando os parlamentares migrassem não levariam o direito de antena nem os recursos”, disse.

Sobre a determinação de 30% dos recursos do fundo eleitoral para as candidaturas femininas, a presidente comemora com ressalvas. Ela diz que o partido sempre foi o que proporcionalmente elegeu o maior número de mulheres.

PSTU

Para a pré-candidata do PSTU à Presidência, Vera Lúcia Salgado, o problema enfrentado pelas siglas pequenas para sustentarem campanhas simboliza a “falta de democracia” nas eleições. “Entendemos que o financiamento de campanha deveria ser público, com o mesmo valor para todos e o mesmo tempo [de rádio e televisão] também”, afirmou à reportagem. Atualmente, as mesmas regras de divisão do fundo eleitoral se aplicam à propaganda gratuita de rádio e TV, distribuindo grande parte do tempo a partidos com representação na Câmara e no Senado.

Segundo Vera Lúcia, de acordo com a divisão atual, a candidatura do partido ao Palácio do Planalto terá direito a apenas três segundos de propaganda. “Pelas condições materiais, além da expressão de pensamento através dos meios de comunicação, já está dado que quem vai ganhar as eleições são aqueles de sempre: é o que tem maior tempo de TV, tem o maior volume de dinheiro para fazer campanha, que por sua vez são os mesmos partidos e os mesmos que estão aí”, criticou.

Sobre a divisão dos recursos, ela disse que a legenda ainda está discutindo o assunto. A pré-candidata afirmou que o PSTU lançará nomes para os governos estaduais e o Senado, além de disputar o cargo de deputados federais e estaduais. (ABr)


Sábado, 09 de junho, 2018 ás 10:45

09 junho, 2018

As reinações de Lula

Mesmo no xilindró, há quase três meses encarcerado, Luiz Inácio Lula da Silva não desiste da fuzarca. Quer visitas, quer passar recados, quer se manter nos holofotes. Recursos pela sobrevivência. E assim tem feito através de mensagens que envia por intermédio de seus estafetas. Dos comentários, a suprema maioria beira o ridículo – quase cômico, não fosse absurdo – e dá o tom de delírio avançado que arrebata o honorável líder petista. Tome-se, por exemplo, a avaliação que ele fez, logo a seguir trombeteada por ninguém menos que seu poste presidencial, Dilma Rousseff, sobre as injunções na política de preços da Petrobras. Avisou Lula estar muito preocupado com o futuro da estatal do petróleo. Logo ele, que junto com a sucessora, anarquizou as tarifas de combustível, praticou populismo rasgado congelando reajustes, pintou e bordou naquela seara, limando de vez a competitividade da empresa? Lula não se condói do que diz? O Petrolão, os dutos de escoamento da propina desavergonhada, a quadrilha de saqueadores que, junto com a sua turba, colocou lá não despertaram sequer uma ruga de preocupação no grande paladino moral. Já os movimentos para resolver uma greve incontrolável, esses são imperdoáveis na visão algo cínica desse mestre das dissimulações. É preciso muito óleo de peroba na cara para encenar tal papel. Lula maneja com destreza a arte de converter eventos, quaisquer que sejam, a seu favor. Com as patacoadas verbais esconde fatos desabonadores e adapta versões para beneficiar a cultuada imagem, que faz de si próprio, de um “salvador”. Não passaria em um detector de mentiras. O loroteiro tentou até pegar carona no movimento dos caminhoneiros falando que, se fosse ele, solto, não haveria desabastecimento. Por trás, incitou a tropa de partidários a promover a paralisação dos petroleiros. A maneira de fazer política que Lula encarna tem na ideia do “quanto pior, melhor” a grande bandeira. Para ele, o avança da algazarra é um benefício. Nada de promover a pacificação. Lula não admite nem mesmo composições. Deseja o poder absoluto. Sonha em resgatar o papel de mandatário para reativar, sem amarras, seus habituais desmandos. Deixou claro que no eixo das candidaturas de esquerda não fechará com ninguém. O pedetista Ciro Gomes até que tentou costurar uma aliança. Em vão. Levou um chega pra lá do demiurgo de Garanhuns. Em seguida, o PT foi orientado a comunicar que estavam suspensos todos os movimentos de acordos eleitorais. A agremiação prefere mesmo o isolamento suicida. A tal ponto que teve o atrevimento de pedir ao TSE o direito de colocar uma espécie de “dublê” nas eventuais sabatinas que venham a ser feitas durante a campanha – já que seu “titular” não poderá participar direto da cadeia. Desfaçatez sem tamanho. O Partido dos Trabalhadores sabe, de antemão, que o nome Lula está definitivamente fora das urnas, enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Somente uma reviravolta impensável – por representar uma quebra gritante do primado das regras – mudaria esse status quo. Enquanto isso, os petistas tumultuam o processo com desinformações e artimanhas. Nesse pormenor se esmeram. A última no capítulo dos escárnios foi pedir ao Comitê de Direitos Humanos da ONU que revisse, de forma cautelar, a prisão de Lula por não se tratar – no entender deles – de um criminoso comum. A velha conversa de processo político. O recurso foi finalmente julgado pelo colegiado internacional na semana passada, que rejeitou o pedido, realçando que o devido processo legal foi seguido e que não havia “dano irreparável” à luz dos direitos humanos. A agência da ONU, por mais delirante que tenha sido a opção de consultá-la, figurou como mais um degrau nas reinações de Lula, para quem apelar, procrastinar e reclamar sem fundamento não tem limites.

Carlos José Marques / IstoÉ

Sábado, 09 de junho, 2018 ás 00:05