Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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14 maio, 2022

EXECUTIVO E MILITARES ENTRAM NA MIRA DE INQUÉRITO DO STF QUE INVESTIGA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

 


O presidente Jair Bolsonaro (PL), militares e integrantes do governo entraram na mira da apuração sobre uma organização criminosa investigada pela Polícia Federal por ataques às instituições e disseminação de desinformação.

 

Isso ocorre devido à junção da apuração sobre a live de 29 de julho de 2021 --em que Bolsonaro fez seu maior ataque ao sistema eleitoral brasileiro-- com o caso das milícias digitais, vinculação ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator das apurações no Supremo Tribunal Federal.

 

Como mostrou a Folha, a investigação da PF sobre a live aponta que o uso das instituições públicas para buscar informações contra as urnas vem desde 2019 e envolveu, além de Bolsonaro, o general Luiz Eduardo Ramos e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), atrelada ao Gabinete de Segurança Institucional chefiado pelo também general Augusto Heleno.

 

Além de Bolsonaro e dos dois generais, entram na mira da PF a partir de agora o ex-diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, o ministro da Justiça, Anderson Torres, e o coronel do Exército Eduardo Gomes da Silva, responsável por apresentar as suspeitas de fraudes na live.

 

Também por ordem de Moraes, o caso das milícias digitais já havia sido abastecido com informações do inquérito das fake news e com dados da investigação aberta para apurar o vazamento do inquérito sigiloso sobre o ataque hacker aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral.

 

O procedimento também herdou o conteúdo do inquérito dos atos antidemocráticos de março de 2020, após pedido de arquivamento feito por Augusto Aras, Procurador-Geral da República indicado por Bolsonaro.

 

Agora, com o material sobre a live em que Bolsonaro atacou sem provas as urnas eletrônicas, o inquérito é classificado por investigadores como principal anteparo contra possíveis investidas golpistas de Bolsonaro até a eleição e no período pós-eleitoral.

 

Além de servir como espaço para investigar possíveis novos ataques, o inquérito deve se debruçar sobre todos os episódios em que o presidente e seus apoiadores atacaram as instituições e disseminaram desinformação desde 2019.

 

Devem entrar também na mira do caso das milícias digitais o vazamento do inquérito sobre o TSE, a disseminação de desinformação sobre vacinas e tratamento precoce e os preparativos para o 7 de setembro de 2021 quando o presidente ofendeu Moraes e também fez manifestações de cunho golpista.

 

O entendimento é que cada um desses episódios é um evento realizado pela mesma suposta organização criminosa investigada pela delegada Denisse Ribeiro, atualmente em licença maternidade.

 

Ao indicar Jair Bolsonaro como figura central nos ataques às urnas, a delegada afirmou em um relatório que a rede investigada nesses casos, e agora unificada no inquérito das milícias digitais, tem entre outros objetivos "diminuir a fronteira entre o que é verdade e o que é mentira".

 

"A prática visa, mais do que uma ferramenta de uso político-ideológico, um meio para obtenção de lucro, a partir de sistemas de monetização oferecido pelas plataformas de redes sociais. Transforma rapidamente ideologia em mercadoria, levando os disseminadores a estimular a polarização e o acirramento do debate para manter o fluxo de dinheiro pelo número de visualizações", diz relatório da PF.

 

Segundo a investigação, "quanto mais polêmica e afrontosa às instituições for a mensagem" divulgada, "maior o impacto no número de visualizações e doações, reverberando na quantidade de canais e no alcance do maior número de pessoas".

 

"Aumentando a polarização e gerando instabilidade por alimentar a suspeição do processo eleitoral, ao mesmo tempo que promove a antecipação da campanha de 2022 por meio das redes sociais."

 

Na PF, a invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, é utilizada para explicar o inquérito das milícias digitais e como ele pode servir para conter as investidas de Bolsonaro e de seus apoiadores.

 

Os investigadores afirmam que, no caso americano, o método de atuação utilizado pelos envolvidos na preparação, na mobilização nas redes e na invasão em só foi entendido após o ocorrido - quando a polícia fez o caminho reverso para chegar aos responsáveis.

 

Aqui no Brasil, como o método dos bolsonaristas já foi mapeado nas investigações anteriores, o inquérito das milícias digitais servirá para investigar os novos eventos que possam ocorrer com a proximidade das eleições.

 

Eles lembram que, como organização criminosa é um crime permanente, o objetivo a partir de agora é identificar os casos para enquadrá-los e investigá-los como sendo eventos praticados pelo mesmo grupo.

 

Caso o presidente e seus apoiadores voltem a atacar as instituições, como o TSE, por exemplo, ou disseminar informações falsas, assim como fizeram sobre as urnas, o inquérito poderá servir para investigá-los.

 

Nesse cenário, o episódio da live de 29 de julho é visto como um dos mais emblemáticos pelos porque mostra como Bolsonaro se valeu das instituições para fins pessoais --atacar as urnas eletrônicas.

 

Além da Presidência, a Casa Civil, então chefiada por Luiz Eduardo Ramos, a Abin, o GSI, comandado por Augusto Heleno e o Ministério da Justiça atuaram para buscar informações utilizadas por Bolsonaro para levantar suspeitas falsas sobre a urna.

 

Anderson Torres tentou utilizar a própria PF ao levar peritos do órgão para uma reunião no Palácio Planalto.

 

Mesmo após os peritos afirmarem que suas análises não apontavam para fraude, Torres participou da live e utilizou os relatórios.

 

Segundo a PF, além de Torres, o general Ramos e a Abin, sob tutela do GSI de Heleno, sabiam das fragilidades nas teses que seriam utilizadas e mesmo assim continuaram com a organização da live.

 

"Foram identificadas diversas inconsistências em pontos relevantes das declarações (depoimentos de Ramos, Ramagem e Torres), as quais convergem em apontar que houve vontade livre e consciente dos envolvidos em promover, apoiar ou subsidiar o processo de construção da narrativa baseada em premissas falsas ou em dados descontextualizados", diz a PF sobre a live.

 

Um dos exemplos citados pela PF é o do general Ramos, que ainda em 2019 procurou o técnico em eletrônica Marcelo Abrileri em busca de informações sobre uma suposta fraude nas eleições de 2014.

 

Para os investigadores, desde o início era possível ver que os fatos levantados por Abrileri não poderiam ser comprovados.

 

"Marcelo elaborou referida planilha (com dados sobre a suposta fraude) tendo como base exclusivamente dados que eram fornecidos pelo site de notícias G1, na tentativa de identificar padrões matemáticos, tendo como motivação o receio de que o 'comunismo tomasse o Brasil'", diz a PF.

*FOLHAPRESS

Sábado, 14 de maio 2022 às 12:24


 

12 maio, 2022

“SACO DE GATOS”

 

O ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) classificou na última quarta-feira (11/5) as negociações para unificação da terceira via como um “sago de gatos”, e uma “confusão”. Ele também negou ter sido convidado a concorrer como vice na chapa de seu partido ao Planalto, encabeçada pelo presidente nacional da legenda, deputado Luciano Bivar que está no momento com zero por cento nas pesquisas enquanto o ex-juiz antes da rasteira estava com 10.

 

“Isso [a candidatura do União Brasil] está sendo construído dentro do partido. Veja essa discussão da terceira via. Quem que é o candidato lá do PSDB? Quem que é o candidato do MDB? É uma confusão. Desculpe a sinceridade, mas acaba sendo um saco de gatos”, criticou Moro em entrevista ao portal O Antagonista.

 

O ex-juiz afirmou que tanto Simone Tebet (MDB) quanto João Doria (PSDB) enfrentam resistência dentro de seus próprios partidos. O União Brasil, porém, teria sido unificado por Bivar em torno de sua candidatura, ainda de acordo com Moro.

 

“Pelo que eu converso com ele, eu acho que ele é bastante sincero nessas palavras, nesse desejo dele de ter uma alternativa para romper essa polarização entre Lula e Bolsonaro. Não são palavras ao vento não. É um compromisso firme”, defendeu.

 

Ao ser questionado sobre a possibilidade de participar da chapa como vice, Moro negou. Segundo o ex-juiz, ele ainda não escolheu a qual cargo pretende concorrer nessas eleições.

 

 “Existe, sim, uma possibilidade de concorrer ao Senado. É uma das alternativas que está presente. Mas, quando eu fui para o União Brasil, a minha principal expectativa era tentar ajudar a construir uma candidatura que tivesse o potencial de romper esses dois extremos políticos. E é isso, na verdade, que eu que eu estou focado. Mas pode ser que seja essa alternativa. Pode ser que concorra ao Senado”, afirmou.

 

Sobre a vaga de vice pelo União Brasil, Moro pontuou que uma mulher poderia ser indicada, citando especificamente a senadora Soraya Thronicke.

 

“É um excelente nome, uma pessoa ponderada. Que pode estar ali representando as mulheres, que existia essa grande demanda”. assinalou.

 

*Correio Braziliense

(!!!) Na realidade, Sergio Moro deveria só assistir de camarote, afinal quem ri por ultimo ri melhor certo?  

Quinta-feira, 12 de maio 2022 às 16:59


 Seria a melhor opção para o Brasil

 

09 maio, 2022

L&B PLANEJAM PREGAR VOTO ÚTIL PARA ENCERRAR A DISPUTA NO PRIMEIRO TURNO


Com a terceira via praticamente travada, os times dos “polarizados”, Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, preparam, cada um, o discurso para pedir aos eleitores que evitem dar sobrevida ao adversário e tentem resolver a eleição ainda no primeiro turno.

 

Para o PT, o desafio é grande, porque embora lidere as pesquisas de intenção de voto com certa folga, o partido jamais levou uma eleição no primeiro turno, nem mesmo no tempo em que o ex-presidente Lula venceu, em 2002, ou foi reeleito, em 2006. Até aqui, o único a conseguir essa façanha foi Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

 

No PT, a esperança de vitória do primeiro turno vem pelo fato de Geraldo Alckmin, adversário em 2006, ter se juntado ao ex-presidente como companheiro de chapa. Só tem um probleminha: Alckmin até aqui não mostrou a que veio e o time que seguiu com ele para o PSB é modesto. Falta combinar com o eleitor.

 

Da parte dos bolsonaristas, a ideia de pregar o voto útil virá bem mais à frente, repisando dia e noite o que consideram o “perigo” da volta daqueles que foram alvos da Operação Lava Jato.

 

Nesse sentido, vão entrar em cena todas as gafes de Lula nos últimos tempos, como o caso do discurso em que o petista declarou que “Bolsonaro não gosta de gente, só de policiais”.

*Correio Braziliense

Segunda-feira, 09 de maio 2022 às 13:52