Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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18 março, 2022

ELA VEIO PARA FICAR

 


Mesmo no auge da pandemia da Covid, quando o uso de máscara protetora em locais fechados ou ao ar livre era exigido por decreto, muita gente não a utilizou no Brasil — uns por mera falta de autoestima; outros por dificuldade cognitiva de entender a importância da precaução; e um terceiro e ruidoso grupo que preferiu optar pela ignorante teoria do negacionismo. Finalmente, o índice de óbitos e internações diminuiu sensivelmente com a vacinação, e autoridades políticas e sanitárias aboliram a necessidade dessa forma de proteção nas cidades brasileiras — algumas conservaram a obrigatoriedade somente em locais fechados. Há, no entanto, um número considerável de pessoas que não pretendem, de forma alguma, andar com a boca e o nariz descobertos. “Para mim, a máscara veio para ficar”, diz a dona de casa Karla Catiari Justo. “Hoje eu a uso com a maior naturalidade e, sem ela, me sinto desprotegida e vulnerável. Até minha filhinha tem máscara”. Existe quem se sinta inseguro, mas há aqueles que simplesmente se acostumaram e, agora, passados cerca de dois anos, as colocam como uma peça normal do vestuário. “Faz parte da composição do meu novo visual”, diz a farmacêutica Juliana Turco Federico, praticante de beach tênis.

 

Para se ficar no campo da saúde, pode-se fazer uma comparação: antes que o HIV se tornasse conhecido em meados da década de 1980, ninguém fazia sexo casual com preservativo porque não o carregava na bolsa ou no bolso. Hoje se dá o contrário: a maioria dos homens e das mulheres se vale dele. É possível argumentar que o HIV e demais doenças sexualmente transmissíveis estão circulando normalmente, e que o coronavírus deu uma grande arrefecida. Não importa. O fato é que para muitos brasileiros a máscara virou fator essencial de saúde. “É como preservativo, o seu uso para mim não tem discussão. Eu uso máscara e vou continuar usando”, diz a odontóloga Marília Santos Silva. “Muitos brasileiros criaram a consciência de cuidar de si e dos outros”, afirma o especialista em Relações Internacionais e professor da PUC do Paraná, Masimo Bella Justina. “Na Inglaterra não há lei para tudo, as pessoas se conscientizam daquilo que é certo e colocam em prática. Muitos brasileiros continuarão a usar as máscaras protetoras porque criaram um sentido de comunidade e de cuidado de um com o outro”.

 

Quando a OMS determinou oficialmente que chegara o momento do uso das máscaras dado o alto grau de contaminação da Covid, os brasileiros foram pegos de surpresa. Em primeiro lugar porque muitos médicos, até então, não viam tal necessidade; em segundo, porque não tínhamos entre nós a menor tradição de usá-las, mesmo nos picos sazonais de gripe. Quem levou a recomendação a sério não o fez por um dia, por uma semana nem por um mês. Foram quase dois anos, tempo mais que suficiente para que um novo modo de proceder fosse incorporado ao dia a dia. Desde que o mundo é mundo, é mais fácil nos habituarmos a novas situações que largarmos antigos comportamentos – só se faz exceção o viver na pobreza, sobretudo se isso acontece após a experiência do luxo e da riqueza. As máscaras, para uma multidão de brasileiros, em seu jeito informal de tocar a vida, serviram para combinar cuidado com a saúde e um novo estilo de ser. E, para essas pessoas, elas vieram e permanecerão. “Daqui para frente, só de máscara. Aonde vou, ela está em meu rosto”, diz Karla.

 

O Japão está entre os países em que o número de vítimas fatais devido à Covid (cerca de vinte e seis mil pessoas) foi bastante reduzido se cotejado com outras nações, incluindo o Brasil. Motivo: o vírus já encontrou a população japonesa utilizando máscaras. Antecipou-se ela a essa pandemia? Não. Antecipou-se, isso sim – e há milhares de anos -, na prevenção de todas as doenças transmitidas e contraídas pelas vias aéreas superiores. Quando alguém está doente, usa máscara para não infectar outra pessoa; se não está enfermo, a utiliza para continuar sem contaminação. Com o enfoque na saúde individual e pública, a máscara tornou-se uma questão cultural.

 

A tradição vem desde o século 16: cobria-se boca e nariz com ramos da planta sakaki (sagrada no país), visando a impedir que o “hálito sujo” fosse lançado ao ar. A planta cedeu lugar às máscaras em 1918, com o advento da gripe espanhola que matou cerca de cem milhões de pessoas no planeta — esse é o momento no qual os japoneses aderem em definitivo àquela que é a mais segura profilaxia não farmacológica. Eles concebiam as máscaras como mais um instrumento da incipiente industrialização do início do século 20, e entra aí o conceito de ar impuro. Tal conceito é compreensível, ainda hoje, para um povo que enfrentou duas bombas atômicas, uma epidemia de Sars e assistiu à destruição, por um tsunami, da Usina Nuclear de Fukushima.

 

*IstoÉ

Sexta-feira, 18 de março 2022 às 11:59


A pandemia ainda não acabou, proteja-se e não vá na onda de politicos em epoca de eleição, continue usando os meios de proteção.
 

 

12 janeiro, 2022

BRASIL REGISTRA 73 MIL NOVOS CASOS E 139 MORTES DE COVID EM 24 HORAS


O Brasil registrou na terça-feira (11/01) 73.617 novos casos conhecidos de Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 22.630.142 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia, de acordo com informações do consórcio de imprensa.

 

Segundo os dados, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 44.016 – a maior registrada desde 29 de julho do ano passado (quando estava em 44.974). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi alarmante, trazendo um aumento de +631%, indicando tendência de alta nos casos da doença.

 

O país também registrou 139 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 620.281 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias foi a 122. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +15%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes da doença, após 3 dias indicando alta.

*IstoÉ

Quarta-feira, 12 de janeiro 2022 às10:06


 

 

16 dezembro, 2020

PRESIDENTE PEDE UNIÃO A GOVERNADORES NA LUTA CONTRA A PANDEMIA


O presidente Jair Bolsonaro disse na quarta-feira (16/12), em Brasília, que a solução para lidar com a pandemia passa pela união com os governos locais. A afirmação foi feita durante a cerimônia de apresentação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, no Palácio do Planalto.

 

Dirigindo-se aos governadores presentes, Bolsonaro disse que “a grande força é a união para buscar a solução de algo que nos aflige há meses. Se algum de nós extrapolou ou até exagerou, foi no afã de buscar solução. Realmente [a pandemia] nos afligiu desde o início. Não sabíamos o que era esse vírus como ainda não sabemos em grande parte. E nós todos, irmanados, estamos na iminência de apresentar uma alternativa concreta para nos livrarmos desse mal: o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19”, disse o presidente.

 

“São 27 governadores com um só propósito: o bem comum e a volta à normalidade”, acrescentou. O presidente da República destacou também o papel dos técnicos em meio aos desafios apresentados com a chegada da pandemia ao Brasil.

 

“Muitas pessoas trabalharam nesse objetivo [obter soluções para a situação pandêmica]. A grande maioria, anônimas. Mas foram essenciais para chegarmos nesse dia. Todos aqui têm responsabilidade na busca de solução para esse problema”, disse.

 

“Obviamente estamos tratando de vidas. Temos a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] que sempre foi referência, e continua tendo participação fundamental na decisão sobre qual vacina será disponibilizada a todos os brasileiros”, acrescentou.

 

Segundo Bolsonaro, a solução “está por vir e aguardamos o desfecho de outras ações”. Lembrou que o Ministério da Economia disponibilizou R$ 20 bilhões para a compra de vacinas “daquela empresa que se encaixar nos critérios de segurança e efetividade da nossa Anvisa”.

 

Em seu discurso, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello destacou o papel histórico do sistema de saúde brasileiro, e disse que a Anvisa é uma agência de estado, que trabalha em favor do país.

 

“Foram nossos antecessores que criaram o SUS [Sistema Único de Saúde] e organizaram o programa de imunização”, afirmou. “E o mais importante de hoje não é a apresentação do plano. É demonstrar que estamos todos juntos e que todos os estados da nação serão tratados de forma igualitária e proporcional. Todos brasileiros receberão a vacina de forma grátis, igualitária. Vacinas registradas e garantidas na sua segurança e eficácia”, assegurou.

 

Já o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, responsável por detalhar o plano, destacou o papel estratégico do plano anunciado durante a cerimônia. Segundo ele, há recursos para implementá-lo nas três esferas governamentais, cabendo à área federal “incentivar a integração para que estados e municípios façam a vacinação”.

O plano

 

O plano está dividido em dez eixos, que incluem descrições sobre a população-alvo para a vacinação; as vacinas já adquiridas pelo governo e as que estão em processo de pesquisa; a operacionalização da imunização; o esquema logístico de distribuição das vacinas pelo país; e as estratégias de comunicação para uma campanha nacional. O documento entregue não indica data para início da vacinação.

Doses

 

O Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19, apresentado pelo governo, prevê quatro grupos prioritários que somam 50 milhões de pessoas, o que vai demandar 108,3 milhões de doses de vacina, já incluindo 5% de perdas, uma vez que cada pessoa deve tomar duas doses em um intervalo de 14 dias entre a primeira e a segunda injeção.

 

O primeiro grupo prioritário, a ser vacinado na Fase 1, é formado por trabalhadores da saúde (5,88 milhões), pessoas de 80 anos ou mais (4,26 milhões), pessoas de 75 a 79 anos (3,48 milhões) e indígenas com idade acima de 18 anos (410 mil). A Fase 2 é formada por pessoas de 70 a 74 anos (5,17 milhões), de 65 a 69 anos (7,08 milhões) e de 60 a 64 anos (9,09 milhões).

 

Na Fase 3, a previsão é vacinar 12,66 milhões de pessoas acima dos 18 anos que tenham as seguintes comorbidades: hipertensão de difícil controle, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade grave (IMC maior ou igual a 40).

 

Na Fase 4, deverão ser vacinados professores do nível básico ao superior (2,34 milhões), forças de segurança e salvamento (850 mil) e funcionários do sistema prisional (144 mil). O Ministério da Saúde pondera, no documento, que os grupos previstos ainda são preliminares e poderão ser alterados.

Vacinas em números

 

Segundo o plano, o governo federal já garantiu 300 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 por meio de três acordos: Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões de doses até julho de 2020 e mais 30 milhões de doses por mês no segundo semestre); Covax Facility (42,5 milhões de doses); Pfizer (70 milhões de doses ainda em negociação).

 

Para operacionalizar a campanha nacional de vacinação, o plano do governo prevê capacitação dos profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde e também um esquema de recebimento, armazenamento, expedição e distribuição dos insumos, que são o próprio imunizante, além das seringas e agulhas. (ABr)

Quarta-feira, 16 de dezembro, 2020 ás 14:30