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“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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30 maio, 2022

CHICOTES ELÉTRICOS: COMO UM COMPONENTE BARATO PODE ACELERAR FIM DA ERA DO CARRO A COMBUSTÃO

 

 O chicote elétrico, um componente relativamente barato que agrupa os cabos de um veículo, tornou-se um problema improvável da indústria automotiva e alguns preveem que isso poderá acelerar a derrocada dos carros a combustão.

 

A oferta da peça foi atingida pela guerra na Ucrânia, que abriga uma parte significativa da produção mundial e que equipa centenas de milhares de veículos novos todos os anos.

 

A escassez de oferta do componente pode acelerar os planos de algumas montadoras tradicionais em mudar a produção para uma nova geração de chicotes elétricos feitos por máquinas e projetados para veículos elétricos, de acordo com entrevistas com mais de uma dúzia de participantes e especialistas do setor.

 

"Esta é apenas mais uma razão para a indústria fazer a transição para a eletricidade mais rapidamente", disse Sam Fiorani, presidente da empresa de pesquisa de mercado AutoForecast Solutions.

 

Os carros a gasolina ainda representam a maior parte das vendas de veículos novos globalmente. As vendas de veículos elétricos dobraram para 4 milhões de unidades no ano passado, mas ainda representaram apenas 6% do total, de acordo com dados da JATO Dynamics.

 

Chicotes para carros movidos a combustível fóssil agrupam cabos que se estendem por até 5 quilômetros em um veículo comum, conectando tudo, desde aquecedores de assento até vidros elétricos. Eles são trabalhosos de fazer e quase todos os modelos são únicos, portanto, é difícil mudar a produção rapidamente.

 

As interrupções no fornecimento na Ucrânia foram um alerta para a indústria automotiva. Montadoras e fornecedores disseram que no início da guerra, as fábricas permaneceram abertas apenas graças à determinação dos trabalhadores de lá, que mantiveram um fluxo reduzido de peças em movimento diante de cortes de energia, avisos de ataques aéreos e toques de recolher.

 

Adrian Hallmark, presidente-executivo da Bentley, disse que a montadora britânica de carros de luxo inicialmente temia perder de 30% a 40% de sua produção de carros em 2022 devido à falta de chicotes.

 

Ele afirmou que encontrar fontes alternativas foi complicado por causa do fato de que os chicotes tradicionais têm 10 partes diferentes de 10 fornecedores distintos na Ucrânia.

 

O executivo acrescentou que os problemas de fornecimento aceleraram o foco da Bentley em investir no desenvolvimento de um chicote mais simples para veículos elétricos que é comandado por um computador central.

 

A nova geração de chicotes, usados ​​em carros elétricos como os da Tesla, pode ser feita em seções em linhas de produção automatizadas e são mais leves, um fator chave porque reduzir o peso de um veículo elétrico é crucial para aumentar o alcance da bateria.

 

Muitos dos executivos e especialistas ouvidos afirmaram que carros com motores a combustão, que enfrentam proibições na Europa e na China, não existirão tempo o bastante para justificar retrabalhos que os permitam usar os chicotes de nova geração.

 

"Eu não investiria um centavo em motores de combustão interna agora", disse Sandy Munro, consultora automotiva sediada no Estado norte-americano de Michigan. Ela estima que os veículos elétricos representarão metade das vendas globais de carros novos até 2028. "O futuro está chegando terrivelmente rápido."

 

"No mundo do carro elétrico as pessoas estão no modo 'vai, vai, vai'", afirmou.

*Reuters

Segunda-feira, 30 de maio 2022 às 20:26


 

29 maio, 2022

PROGRAMA DE SIMONE TEBET TERÁ ‘LEI DE RESPONSABILIDADE SOCIAL’ DE TASSO

Confirmada pré-candidata do MDB como representante da chamada terceira via na disputa presidencial deste ano, Simone Tebet tem agora, segundo líderes envolvidos nas articulações, o desafio de definir uma mensagem clara ao País para tentar superar a polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Diante das crises econômica, política e institucional, a equipe de pré-campanha da senadora trabalha com os eixos de combate à miséria e pacificação do País.

 

No caminho, há obstáculos, como impasses políticos no centro democrático e o desafio de ganhar tração nas pesquisas. Apesar da chancela do MDB e do Cidadania, Simone ainda espera pelo apoio do PSDB – a desistência do ex-governador João Doria (SP) não significou adesão automática dos tucanos. Já nos mais recentes levantamentos, Lula e Bolsonaro aparecem à frente, embora o potencial de voto em Simone tenha crescido.

 

“O projeto visa a retomada do desenvolvimento, focando principalmente no enfrentamento da miséria”, disse o ex-governador do Rio Grande do Sul e coordenador do programa de governo de Simone, Germano Rigotto (MDB). Ao lado, está a superação da radicalização. “Não tem como ter um governo que não pacifique o Brasil.”

 

Dados da economia revelam o tamanho da tarefa. O cenário é de deterioração de indicadores, com elevada taxa de desemprego e expressivo contingente da população em situação de vulnerabilidade. Uma das principais preocupações do brasileiro, a inflação, fechou o acumulado dos últimos 12 meses até abril em 12,13%, o maior resultado desde outubro de 2003 (mais informações nesta página).

 

Na primeira entrevista após a confirmação do MDB, Simone já pincelou algumas ideias. “Não é Estado mínimo ou Estado máximo, é o Estado necessário para servir às pessoas”, afirmou na quarta-feira.

 

Para isso, a ideia da pré-campanha é exibir um time econômico robusto, com agentes do mercado. Houve também articulações com representantes das mais diversas áreas. Entre fevereiro e abril, a senadora conversou com nomes como Ricardo Paes de Barros, Beto Veríssimo, Edmar Bacha, Pérsio Arida, Armínio Fraga, José Roberto Mendonça de Barros, Carlos Ari Sundfeld, Ilona Szabó, entre outros.

 

“Simone participa das reuniões, que chama de imersões”, afirmou Elena Landau, coordenadora do plano econômico. As pessoas ouvidas não estão vinculadas à pré-campanha, mas contribuíram em debates de propostas de sua área. “Como a terceira via não é mais terceira, é a Simone, o grupo vai engrossar. Temos um grupo muito grande de pessoas com espírito público, todas querendo um projeto de centro-liberal”, disse.

 

O plano tem o objetivo de resgatar iniciativas já em andamento no Congresso, para se eleita, Simone acelerar a implementação de projetos. Um dos eixos centrais do futuro programa da senadora é o texto da Lei de Responsabilidade Social, de autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB), um dos nomes cotados para figurar como vice na chapa.

 

O projeto prevê reformulação dos programas sociais, metas para a queda da taxa geral de pobreza e cria uma poupança para famílias vulneráveis. “Simone tem ênfase no programa social, que é o combate à pobreza e à miséria. O Auxílio Brasil tirou a qualidade dos programas de transferência de renda”, afirmou Elena.

 

Projetos que atendam as mulheres terão destaque na agenda de Simone. O foco no eleitorado feminino também vem recebendo atenção de outros candidatos. Nas campanhas de Bolsonaro e de Lula, as mulheres dos pré-candidatos têm ganhado protagonismo.

 

Aliados da senadora temem que a publicação de um programa de governo acabe se tornando um teto de vidro. A ideia, portanto, é apresentá-lo, de forma informal, em esferas de debates para as quais Simone for convidada.

 

Rigotto disse que vai se encontrar com Rodrigo Maia (PSDB), que era coordenador da pré-campanha de Doria, tão logo o PSDB anuncie apoio a Simone, o que pode ocorrer nesta semana. A reunião com Maia vai tratar do plano econômico e deverão ser iniciadas conversas entre o ex-ministro e ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles e a economista Elena Landau.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Domingo, 29 de maio 2022 às 13:34


 

 

28 maio, 2022

SAÚDE AMPLIA DOSE DE REFORÇO CONTRA A COVID-19 PARA ADOLESCENTES

O Ministério da Saúde ampliou a recomendação da dose de reforço contra a Covid-19, em nota técnica publicada na sexta-feira (27/5), para adolescentes, entre 12 e 17 anos.

 

A dose de reforço deve ser preferencialmente da vacina da Pfizer, caso tenha indisponibilidade, a CoronaVac pode ser usada. A aplicação é recomendada para quatro meses após a segunda dose.

 

Em caso de adolescentes imunocomprometidos, apenas a vacina da Pfizer deve ser usada.

 

A orientação da pasta, até agora, era que a dose de reforço fosse aplicada apenas na população acima de 18 anos, quatro meses após a aplicação da segunda dose.

 

A segunda dose de reforço é recomendada para a população acima de 60 anos e pessoas imunocomprometidas, de acordo com Ministério da Saúde.

 

*RedeTV

Sábado, 28 de maio 2022 às 10:40