Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

Seja nosso seguidor

Seguidores

02 maio, 2022

COMEÇA A 2 ª ETAPA DA CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA INFLUENZA E SARAMPO

 

O Ministério da Saúde iniciou segunda-feira (2/5) a 2 ª etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza e Sarampo. Até o dia 3 de junho, além de idosos e trabalhadores da área de saúde, a imunização será estendida a crianças com idade entre 6 meses e menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias). Gestantes e puérperas, povos indígenas, professores e pessoas com comorbidades também devem se vacinar. A expectativa é de que 90% do público-alvo da campanha que tem 76,5 milhões de brasileiros seja imunizado nas cerca de 38 mil unidades básicas de saúde (UBS) do país.

 

“É importante tomar [a vacina] em qualquer época. As vacinas do Plano Nacional de Imunização (PNI) estão disponíveis. Gastamos mais de R$ 4 bilhões com vacinas para o PNI, fora a da covid-19. O governo investiu cerca de R$ 30 bilhões em vacinas contra covid-19”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

 

De acordo com o ministério, no caso das crianças de seis meses a menores de 5 anos que já receberam ao menos uma dose da vacina Influenza ao longo da vida em anos anteriores, deve se considerar o esquema vacinal com a apenas uma dose em 2022. Já para as crianças que serão vacinadas pela primeira vez, a orientação é agendar a segunda dose da vacina contra gripe para 30 dias após a primeira dose. No caso das crianças que precisam tomar a vacina contra o sarampo, não há necessidade de cumprir intervalo com a vacina da gripe. As duas vacinas poderão ser administradas no mesmo dia.

 

O objetivo da campanha, segundo o Ministério da Saúde, é prevenir o surgimento de complicações decorrentes das doenças, evitando novos óbitos e possível pressão sobre o sistema de saúde. Ao todo, o Governo Federal enviou mais de 80 milhões de doses do imunizante da gripe aos estados e ao Distrito Federal para que a vacinação aconteça.

 

ABr

Segunda-feira, 02 de maio 2022 às 12:17


       

01 maio, 2022

O QUE É MAIS BARATO, COZINHAR USANDO GÁS OU ELETRICIDADE?

 

Não bastasse o preço de alimentos nas alturas — em abril, a alta acumulada em 12 meses do IPCA-15 é de 12,85% — o salto no preço do gás e da energia fizeram o brasileiro perder o parâmetro de como é mais barato preparar a comida: no fogão ou lançando mão de eletrodomésticos, como panelas de arroz e pressão elétrica ou as populares air fryer.

 

Com a variação de preço do gás de botijão de 32,45%, do gás encanado de 35,10% e da energia elétrica de 30,16%, em 12 meses, especialistas em eficiência energética convidados pelo GLOBO para fazer essa análise concluíram que, muitas vezes, usar eletricidade pode sair mais em conta do que o fogão tradicional, seja para fazer um simples arroz ou até mesmo pão de queijo.

 

Para preparar bife ou batata frita, no entanto, ainda vale mais a pena usar a boa e velha frigideira. E a alta do gás anunciada na sexta-feira, de 19%, em média, pode tornar o uso dos aparelhos elétricos ainda mais vantajoso.

 

"De maneira geral, o que percebi ao realizar esses cálculos é que, quando se fala de cocções no forno, o elétrico acaba sendo mais eficiente. Até por ser menor, ele geralmente concentra mais calor em menos espaço. Já quando comparamos a chama do fogão com esses aparelhos de cocção elétrica, a diferença é muito pequena", diz Paula Borges, pesquisadora do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ.

 

A pesquisadora destaca ainda que aparelhos elétricos que trabalham com potências maiores gastam menos tempo de cozimento e proporcionam mais economia.

 

"Com panelas, fornos e fritadeiras elétricas, acontece como no preparo da pipoca no micro-ondas: o tempo vai depender da potência do aparelho".

 

Os cálculos mostram ainda que o gás de botijão é mais econômico que o encanado.

 

Os especialistas ponderam, no entanto, que o uso adequado dos equipamentos e os hábitos de preparo de cada família podem fazer diferença na conta.

 

Rodolfo Gomes, diretor executivo do International Energy Initiative (IEI) Brasil, ressalta que algumas táticas podem reduzir o consumo de gás:

 

"Se for uma comida que usa água fervendo, por exemplo, quando começa a ferver, pode-se passar para o fogo baixo, que consome menos gás, pois a fervura será mantida".

 

Outro bom hábito é tampar as panelas para reter calor, aconselha Paulo Cunha, consultor da FGV Energia. Ele pondera que, apesar de os cálculos mostrarem que cozinhar na air fryer é mais econômico que no forno a gás, o resultado pode ser diferente se forem observadas algumas práticas:

 

"O forno propicia o preparo de mais de uma receita simultaneamente, e ainda pode-se aproveitar o calor para um preparo seguido, reduzindo o consumo de gás, e usar o calor do forno, após desligado, para manter a comida aquecida. Nada disso entra na conta".

 

Para quem pensa em comprar algum produto que ajude a economizar nas contas mensais, Gomes, do IEI Brasil, aconselha investir em uma boa panela de pressão, seja elétrica ou convencional. Segundo ele, a principal vantagem é o cozimento mais rápido, o que permite economizar energia ou gás, de acordo com a escolha do consumidor.

 

Um resultado do levantamento que pode surpreender é o fato de o chuveiro a gás sair mais caro que o elétrico.

 

"A troca por um chuveiro eletrônico, por exemplo, pode significar uma economia ainda maior", destaca Marco Souto, diretor de operações da Max Eficiência Energética.

 

Pela conta de Paula, da Coppe, no Rio um banho de 15 minutos em um chuveiro eletrônico custa quase um terço do valor de um aquecido a gás: R$ 0,89, contra R$ 2,40.

*Agência O Globo

Domingo, 01 de maio 2022 às 13:13


 Recomende nosso blog  aos seus amigos!

29 abril, 2022

'LIBERDADE DE EXPRESSÃO NÃO É LIBERDADE DE AGRESSÃO'

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes declarou que "liberdade de expressão não é liberdade de agressão" durante palestra para estudantes em uma universidade de São Paulo, na manhã da sexta-feira (29/4). A fala ocorre uma semana depois de o Supremo condenar o deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) por ataques antidemocráticos e ameaças a ministros do tribunal.

 

"Não é possível defender volta de um ato institucional número cinco, o AI-5, que garantia tortura de pessoas, morte de pessoas. O fechamento do Congresso, do poder Judiciário. Ora, nós não estamos em uma selva. Liberdade de expressão não é liberdade de agressão", afirmou o ministro, sem citar nominalmente o deputado.

 

 

No dia 20 de abril, o Supremo condenou Daniel Silveira a cumprir 8 anos e 9 meses de prisão por defender o fechamento do Supremo e apologia ao Ato Institucional número 5º, que permitiu o fechamento do Congresso e a retirada de direitos e garantias constitucionais dos cidadãos na ditadura militar.

 

Segundo Moraes, Silveira perdeu seus direitos políticos e também o mandato como deputado federal. Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) defende que cabe à Casa votar para cassá-lo ou não. Uma decisão anterior obrigava o deputado usar tornozeleira eletrônica, mas o aparelho ficou dias sem ser carregado e sem fiscalização.

 

"Não é possível conviver, não podemos tolerar discurso de ódio, ataques a democracia, a corrosão da democracia. A pessoa que prega racismo, homofobia, machismo, fim das instituições democráticas falar que está usando sua liberdade de expressão", disse.

 

O ministro complementou, ao dizer que "se você tem coragem de exercer sua liberdade de expressão não como um direito fundamental, mas, sim, como escudo protetivo para pratica de atividades ilícitas, se você tem coragem de fazer isso, tem que ter coragem também de aceitar responsabilização penal e civil".

 

Um dia depois da decisão, o presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu conceder uma graça ao deputado e perdoá-lo da pena antes mesmo do trânsito em julgado - quando o processo está encerrado e não há mais formas de recorrer. "A graça será concedida independentemente do trânsito em julgado da sentença penal condenatória", disse Bolsonaro.

 

Ainda durante a palestra em São Paulo, Moraes sustentou que "desinformação não é ingênua, é criminosa". "Ela tem finalidade. Para uns é só enriquecimento, para outros é tomada de poder sem controle. Então, nós, que vivemos do direito, que defendemos a democracia, nós temos que combater a desinformação".

 

O ministro negou que o inquérito das fake news será encerrado e sustentou que as investigações estão "chegando em todos os financiadores". Ele citou as eleições de 2018 para demonstrar sua preocupação com a desinformação no pleito deste ano, mas sem especificar por quem ela foi utilizada.

 

"A verdade é que ninguém esperava isso, ninguém estava preparado. Como disse, o maior erro é subestimar e ficar repetindo 'só falam para as bolhas', 'ah, quem tem cabeça olha, sabe que a notícia é falsa'. Não é verdade isso, é tudo direcionado por algoritmos", disse.

 

Alexandre de Moraes ainda usou familiares como exemplo para dizer que há uma rede de produção de fake news. "É diferente, todo mundo tem uma avó ou uma tia que vê a desinformação e passa. Não é ela. Tem toda uma produção, um financiamento", disse, antes de brincar: "Apesar de acharem que sou mal, não vou prender minha mãe por causa disso".

*G1

Sexta-feira, 29 de abril 2022 às 13:05