Fico imaginando Jair Bolsonaro
dialogando com Vladimir Putin. Diplomaticamente, já passamos vergonha durante
anos com Lula, que era recebido folcloricamente pelos grandes líderes
internacionais, depois com Dilma Rousseff, que não dizia nada que se aproveitasse,
e agora com o falso mito.
No exterior, devem pensar que
somos um povo subdesenvolvido, sem cultura e sem padrão de conhecimento,
porque, nos dias atuais, se conhece um povo por aqueles que o representam.
Na política brasileira, poucos
são os que têm cultura abrangente e conhecimento elevado. A imensa maioria é
tosca e corrupta, ao estilo de nossos últimos presidentes. E com as novas
gerações, teremos sorte se o nível não piorar.
De fora, sem compromissos,
acompanhei com interesse o surgimento e desenvolvimento do PT. Nos primeiros
anos, aprendi muito. E foi ótimo. Tinham práticas que não eram aplicadas na
sociedade, como a autocrítica, que deveria ser praxe em todos os partidos.
O PT chegou ao poder e, pouco
a pouco, se aboletou nele. Começou a apodrecer. Cresceu e derreteu. Agora, com
a volta de Lula, tem nova chance de voltar ao poder, porém não é mais o antigo
PT e jogou no lixo a autocrítica. As castas da corporação formaram-se guetos
dentro do partido. A imensa maioria, os militantes, até hoje não sabem o que
aconteceu.
Lidar com gente é complicado e
exige pressão continua, afrouxou, cai. Acredito piamente que temos de começar
por aprimorar o ensino público, porque educação é atribuição familiar. Só assim
poderemos qualificar o voto, porque o eleitor precisa saber como usá-lo no
interesse público.
Democracia não é para qualquer
um. Exige aprimoramento cultural e profissional de todo o povo, em busca de
qualidade de vida, entendimento e justiça social, com avaliações,
acompanhamento e fiscalização permanente.
No caso do Brasil, se o
eleitor não consegue enxergar os erros cometidos pelo grupo dos corruptos, de
todas as cores e crenças, como ainda quer descobrir erros nos outros? Não tem
lógica. Tudo está à mostra, mas os defensores dos corruptos conhecidos e
identificados com provas, estão passando pano para limpar a sujeira de seus
líderes.
Vejam como se comporta o
ministro Gilmar Mendes, que é uma graça e gosta de fazer graça. De repente, pede
demissão de um membro do Executivo. Pode? Ah, e somente envia a sugestão a
parlamentares governistas…
Pois deveríamos fazer o mesmo
e mandar uma mensagem aos congressistas pedindo para demitir Gilmar Mendes. A
esse respeito, lembro um professor que usava expressões estranhas em suas
aulas. Uma delas era “pedantife”. Os alunos, desconhecendo o temo,
perguntaram-lhe o significado, e ele, prontamente, respondeu: “É uma mistura de
pedante com patife…”.
No Brasil, hoje o termo pode
ser usado em quase todos os momentos, nos nossos dias atuais!
Por Tribuna da Internet
Domingo, 20 de fevereiro 2022 às 20:28