Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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09 janeiro, 2022

BOLSONARO TEM UMA ARMA QUE PODE ANULAR A CANDIDATURA DE LULA, MAS É IDIOTA E NÃO SABE USÁ-LA

 

No Brasil, acompanhar o noticiário político é como ir ao teatro. Tudo encenado, diz uma coisa, mas faz-se outra, o roteiro é sempre surrealista, cheio de imprevistos e frases de efeito. É impressionante o número de notícias-crime ou notícias de fato, que motivam espalhafatosos inquéritos, mas as investigações dificilmente levam à abertura de processos e mais raramente ainda redundam em condenação, quando se trata de políticos e outros criminosos de elite.

 

E tudo isso significa altos custos, para que se mexam os integrantes do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal ou dos Estados. Sempre custa muito caro levar adiante os inquéritos, mesmo que estejam apenas fingindo que investigam.

 

 Assim, depois que os três apodrecidos Poderes se uniram naquele “pacto de governabilidade” inventado pelo ministro Dias Toffoli logo no início do governo Bolsonaro, as cortinas se abriram e começou a ser apresentada a maior superprodução dos últimos tempos – a destruição da Lava Jato, o mais efetivo esquema de combate à corrupção já promovido no mundo.

 

Três anos depois, o resultado do pacto de governabilidade é impressionante. A Lava Jato foi sepultada sem choro nem vela, como diria Noel Rosa, e houve tamanha rocambolesca narrativa, e de tal maneira, que até surgiu um novo substantivo de significado altamente depreciativo – “lavajatismo”, para designar perseguição jurídica a pessoas inocentes…

 

Esse pacto pela impunidade lavou, enxaguou e secou a memória nacional, hoje poucos se arriscam a defender a Lava Jato, e os criminosos levados à cadeia estão todos soltos – à exceção do extravagante Sérgio Cabral, que jogou na lama o nome que recebera do pai, sem falar no filho nem no espírito santo.

 

 Um pacto dessa ordem, celebrado pelos três Poderes, é claro que traria sequelas, e a maior vítima foi Jair Bolsonaro, que se elegera combatendo a corrupção. Ele não percebeu que se tornaria refém do Supremo e do Congresso, não teria mais o papel principal e só poderia disputar o Oscar de Coadjuvante.

 

Bolsonaro contava com a reeleição, jamais imaginou que Lula recuperasse os direitos políticos. Quando isso aconteceu, nem reagiu, ficou inerte. Poderia ter acionado a Procuradoria-Geral da República para obrigar o Supremo a rever o julgamento, totalmente inconstitucional, pois teve base em “incompetência territorial absoluta”, algo que Padre Quevedo diria que “non ecziste” no Direito brasileiro ou de qualquer país.

 

Aqui como lá, a “incompetência territorial” só anula condenação quando se trata de processos imobiliários, e o caso de Lula era de ação criminal. O procurador-geral Aras é a única autoridade que pode pedir anulação do julgamento do Supremo, mas não foi acionado por Bolsonaro e ficou quieto no seu canto. 

*Tribuna da internet

Domingo, 09 de janeiro 2022 às 15:47

08 janeiro, 2022

QUEM SÃO AS MULHERES QUE COMANDAM A CAMPANHA DE MORO


 Sergio Moro-Podemos-19

Sergio Moro tem se destacado na corrida presidencial como o terceiro colocado na disputa, atrás apenas de Lula e Bolsonaro, com amplas possibilidades de galgar percentuais maiores. À ISTOÉ, o ex-juiz diz estar convencido de que vai crescer à medida que a campanha se intensificar e derrotará “o petismo e o bolsonarismo que tanto mal fazem ao País”. Por trás de sua candidatura, porém, há várias mulheres, mas duas são essenciais: Rosângela Moro, sua esposa, e Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, partido ao qual se filiou em novembro. Renatinha tem o “caixa” do partido nas mãos (em 2022, o Podemos terá R$ 229 milhões para a campanha), e nada passa na movimentação de Moro sem que ela tome a decisão final, desde a compra de uma passagem à reserva do hotel.

 

Renata tem dedicado tanto tempo à campanha que seu marido reclama do uso da residência do casal, até aos domingos, para reuniões. Ela, que acabou de ter um bebê e divide atenções entre a família e os constantes encontros para formular estratégias, afirma ter pesquisas indicando que Moro irá ao segundo turno: “O eleitor não quer a polarização”.

 

A mulher do ex. juiz, a advogada Rosângela Wolff Moro, 47, especialista em causas que envolvem doenças raras, está na retaguarda. Ajuda o marido no que pode. Faz até vídeos sobre os passos dele e os publica nas redes sociais. Graças a isso, a audiência de Moro explodiu: já são 3,3 milhões de seguidores só no Twitter (em novembro, eram 2,2 milhões).

 

*Germano Oliveira é diretor de redação da revista ISTOÉ

Sábado, 08 de janeiro 2022 às 9:46


 

 

07 janeiro, 2022

A COVID VEIO PARA FICAR: MÁSCARAS E VACINAS SERÃO PERMANENTES

 


Há muita incerteza sobre a severidade dessa quarta onda pandêmica e sobre como a doença se desenvolverá a partir de agora. Nesta semana, o número de registros de Covid-19 dobrou globalmente e na quarta-feira, 4, foi batido o recorde de casos no mundo em um só dia, com mais de 2,5 milhões de pessoas contaminadas. Em toda parte, os serviços médicos estão sob pressão e os pronto-socorros, lotados. Não só por causa da variante Ômicron, que se apresenta com extrema virulência, 70 vezes maior que a Delta, mas também devido a outras doenças respiratórias, no caso brasileiro especialmente da influenza H3N2, fortalecida inesperadamente fora da sazonalidade do fim do outono. Um dos diferenciais da nova etapa da pandemia é o surgimento da “flurona”, o contágio simultâneo pela gripe e pela Covid-19. No Brasil, pelo menos uma centena de combinações desse tipo foi identificada. Percebe-se, porém, que apesar da explosão de contaminações, a letalidade da nova variante tem sido menor que a de cepas anteriores. O fator determinante para essa queda das mortes é o avanço da vacinação. Mas estudos feitos pelo Conselho Sul-Africano de Pesquisa Médica, no país onde a Ômicron surgiu, com só 24% da população imunizada, mostram que ela não afeta tanto os pulmões, e concentra seus sintomas nas vias respiratórias superiores sem causar pneumonias severas e levar tantas pessoas à UTI. “A Ômicron atingiu o pico sem implicar numa mudança alarmante nas internações”, disse o ministro da Presidência, Mondli Gungubele.

 

Pode ser um indicador promissor de que a doença está refluindo para começar a se tornar endêmica nas comunidades afetadas, o que significa que ela nunca mais vai mais desaparecer do mapa, mas deixará de ser tão mortífera. “A expectativa de qualquer epidemia é que surjam novas variantes e o fato de ter mais mutações não implica em mais patogenicidade”, afirma a médica Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fiocruz. “As epidemias de infecção respiratória têm ondas e uma hora acabam”. Ou reaparecem sazonalmente como a influenza, fantasma que aterroriza a humanidade há mais de cem anos, e que se tornou endêmica, doença de risco relativamente controlado, mas capaz de causar danos graves nas populações suscetíveis que só podem ser contidos com a vacinação. Junto com a vacina e seu impacto para evitar os piores sintomas da Covid-19, Dalcolmo considera que há uma grande “plausibilidade biológica” de que a Ômicron possa ser “o começo do fim da pandemia”, indicando uma espécie de adaptabilidade natural, “quase darwiniana”, do hospedeiro (ser humano) ao patógeno (agente infeccioso). “Por ter se tornado pandêmico é esperado que o Sars-Cov-2 não desapareça, ele vai permanecer entre nós. Vai fazer parte de um grupo de vírus que fica no ar”, acredita.

 

“As últimas variantes causavam uma lesão pulmonar extrema, mas a Ômicron diminuiu a capacidade do vírus de produzir doença grave” Gonzalo Vecina Neto, médico sanitarista

 

Isso significa que a atenção e os cuidados precisam ser redobrados porque a partir de agora a ameaça será permanente. As festas de fim de ano e uma vontade geral de libertação levam cada vez mais gente a abandonar cuidados básicos e explica o recorde de contágios. A lição dos cruzeiros marítimos, onde turistas são infectados em massa, também mostrou que não é hora de retomá-los, já que os navios continuam sendo um ambiente altamente favorável à contaminação. A princípio, eles foram interrompidos no Brasil até o dia 21 janeiro. Em São Paulo, os casos aumentaram 30% nos últimos dez dias com alta incidência da Ômicron. No Rio, os testes positivos dispararam – um em cada três testados está com a doença. A taxa de positividade para testes em janeiro é de 13%, enquanto, em meados de dezembro, esse percentual foi de 1%. O número de internações nos primeiros cinco dias do ano foi equivalente a 80% do total registrado em dezembro. O relaxamento das medidas de isolamento é o principal fator que leva a esse crescimento. Mas lacunas de imunização importantes como a de crianças e adolescentes, vetores de transmissão, também contribuem para o aumento da circulação do vírus. Por obra do governo federal, que fez de tudo para boicotar a vacinação infantil e tentou exigir prescrição médica, será impossível vacinar essa população de jovens, estimada em cerca de 20 milhões de pessoas, antes do começo do ano letivo. Para Dalcolmo os contágios ainda devem crescer nas próximas três ou quatro semanas.

 

Além da Ômicron, uma nova variante foi identificada no Sul da França, a IHU. Mas o gerente de incidentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), Abdi Mahamud, disse que a variante IHU está sendo monitorada desde 3 novembro e até agora não representou grande ameaça. Quanto à Ômicron, ele afirmou que embora esteja se espalhando rapidamente tem resultado em menos mortes – na África do Sul, em dezembro, pico do contágio da nova cepa, o número de óbitos ficou em níveis 60% menores do que os verificados na segunda onda, em janeiro de 2021. “A vacinação continua sendo essencial principalmente para as populações vulneráveis”, alertou. Em sete dias os casos duplicaram no mundo, mas a taxa de letalidade do vírus, que chegou a 2% no ápice de pandemia, não acompanha esse aumento. Poucos casos fatais são associados à nova cepa. Nos EUA, onde já morreram 830 mil pessoas pela doença, as contaminações também dobraram, mas o número de óbitos caiu 15%.

 

Para o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, aparentemente, a Covid-19 está dando sinais de que se tornará endêmica. “O vírus sofreu muitas mutações, o que levou a uma mudança no padrão da doença que afetava o ser humano”, diz. “As últimas variantes causavam uma lesão pulmonar extrema, mas a Ômicron diminuiu a capacidade do patógeno de produzir doença grave e seu ciclo é mais rápido do que o da Delta”. Diante desse novo cenário, segundo ele, a questão prioritária, não só no Brasil, mas em todo o mundo, é a vacinação, o caminho mais seguro para diminuir a circulação do vírus e para conseguir controlar de uma vez por todas a pandemia. “Precisamos pensar que a Ômicron, embora seja menos letal, se espalha muito e por isso todos os cuidados precisam ser mantidos, como o uso de máscaras, o passaporte social e o distanciamento”, afirma. “Ainda que seja mais benigna, ela continua afetando severamente pessoas com comorbidades e os idosos, que são mais vulneráveis”. O momento exige muita atenção e não é hora de baixar a guarda. Mesmo que realmente enfraqueça, o coronavírus continuará sendo uma ameaça constante.

 

*msn

Sexta-feira, 07 de janeiro 2022 às 15:05 


A pandemia ainda não acabou, proteja-se e toma as vacinas!


05 janeiro, 2022

ENERGIA SOLAR PRECISA ENTRAR NO PLANEJAMENTO ENERGÉTICO BRASILEIRO

 

A produção acumulada de eletricidade dos aquecedores solares de água instalados no Brasil é de 13,5 GW, o que equivale à quase totalidade da de Itaipu, de 14 GW. O montante é exatamente igual ao déficit em relação ao que foi programado para o aumento da geração no País nos últimos dez anos, apontado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Apesar da obviedade dos números, essa companhia ligada ao governo federal não reconhece oficialmente e desconsidera em seus planos anuais uma tecnologia nacional capaz de contribuir para evitar apagões, equilibrar a demanda e ajudar pessoas físicas e jurídicas a reduzirem o valor da conta de luz.

 

É fundamental a incorporação dos aquecedores solares de água no planejamento da matriz energética nacional, sua ampliação e diversificação. A medida torna-se ainda mais premente neste momento de crise hídrica, risco de interrupções no fornecimento e majoração expressiva das tarifas, fator que pressiona os índices inflacionários e aumenta o custeio das empresas e as despesas das famílias. Assim, parece bastante contraditório o fato de a EPE apontar que, na última década, o País não atingiu os valores planejados e, ao mesmo tempo, ignorar uma tecnologia cuja disseminação contribuiria para as necessárias soluções.

 

Temos uma solução brasileira e sustentável para enfrentar a crise energética e até mesmo equipar casas dos programas governamentais de habitação. Os aquecedores solares de água são cerca de quatro vezes mais eficientes do que os painéis fotovoltaicos e atendem a aplicações residenciais de baixa até alta renda, comerciais, industriais e serviços.

 

Sem dúvida, trata-se da alternativa mais eficaz para a redução expressiva do consumo nos chuveiros elétricos, que sobrecarregam muito o sistema no horário de ponta (entre 17 e 21 horas), representando mais de 7% de toda a eletricidade gasta no País e cerca de 37% da residencial, segundo dados do Balanço Energético Nacional da Empresa de Pesquisa Energética (EPE, 2021) e Pesquisa de Posse de Hábitos de Uso e Consumo (Eletrobrás, 2019).

 

Estamos falando de uma tecnologia totalmente nacional, presente há mais de 40 anos, que gera empregos apenas no País, utiliza apenas matérias-primas brasileiras e tem certificação do Inmetro, com base em normas internacionais. Ou seja, produtos de alta qualidade e eficiência.

 

A energia solar térmica é uma solução barata para o aquecimento de água, sustentável e eficiente. Também reduz a emissão de gases de efeito estufa. Seu sistema não é ligado à rede elétrica. Sua fonte de eletricidade é somente o sol. Assim, possibilita expressiva redução de custo nas contas de luz e do consumo nacional. Portanto, é uma solução que não pode continuar sendo ignorada pelo governo e as autoridades do setor energético.

*Estadão

Quarta-feira, 05 de janeiro 2022 às 11:12