O
estado de São Paulo atingiu um milhão de infectados pelo novo coronavírus desde
o início da pandemia, no sábado (3/10). Ao todo, o estado acumula 1.003.429 de
casos confirmados de covid-19. Desses, 865.135 pessoas estão recuperadas, das
quais 109.606 foram internadas e tiveram alta hospitalar. O total de mortes
chegou a 36.136 pessoas. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60
anos ou mais, totalizando 76,4% das mortes.
As
taxas de ocupação dos leitos de unidades de Terapia Intensiva (UTIs) são de
42,4% na Grande São Paulo e 43,7% no estado. O número de pacientes internados
no momento é de 8.721, sendo 4.974 em enfermarias e 3.747 em unidades de
terapia intensiva, conforme dados das 11h deste sábado.
Com
uma taxa de ocupação de leitos de UTI voltados para o tratamento de casos do
novo coronavírus abaixo de 50% em todo o estado, o governo decidiu redirecionar
parte desses leitos para o tratamento de outras doenças graves ou para
cirurgias eletivas. O anúncio foi feito na última quarta-feira (30) pelo
governador de São Paulo, João Doria.
Hoje,
os 645 municípios têm pelo menos uma pessoa infectada, sendo 575 com um ou mais
mortes. A relação de casos e óbitos confirmados por cidade pode ser consultada no site do
governo estadual.
Há
pouco mais de sete meses, em 26 de fevereiro, o estado de São Paulo registrava
o primeiro caso confirmado de covid-19 no país, um brasileiro que havia chegado
da Itália. Este foi também o primeiro caso confirmado no país. No mesmo dia, o
governo do estado criava o Centro de Contingência do Coronavírus – que, desde
então, é o órgão responsável pela divulgação de dados e políticas públicas
relacionadas à doença.
Em
17 de março, o estado confirmou a primeira morte no país em decorrência do novo
coronavírus, que também foi a primeira do país.
Poucos
dias antes, em 13 de março, o governo paulista já havia decidido que as aulas
da rede pública de ensino do estado e da prefeitura de São Paulo também fossem
suspensas, gradativamente, a partir da segunda-feira seguinte, em 16 de março,
fechando totalmente até o dia 23 de maço. A decisão foi tomada após a
comprovação de que já havia em São Paulo a transmissão comunitária do novo
coronavírus.
O
prefeito de São Paulo, Bruno Covas, autorizou a retomada das aulas presenciais
do ensino superior na cidade a partir do dia 7 de outubro. Na data também
poderão ser retomadas as atividades extracurriculares das escolas públicas e
particulares. Covas disse que a decisão foi tomada após avaliação da
disseminação da doença na capital paulista, que está sendo acompanhado por
pesquisas com testagem da população.
A
volta às aulas nas faculdades e universidades deverá seguir as normas que foram
estabelecidas no plano de flexibilização gradual da quarentena do governo
estadual. A volta às aulas das escolas públicas e particulares ainda não tem
data definida.
Os
resultados do inquérito sorológico - que testou 6 mil alunos - mostraram que,
na média, 16,5% dos 1,5 milhão de estudantes matriculados em escolas das redes
pública e privada na cidade já tiveram covid-19, aproximadamente 244,2 mil
jovens. O número de jovens que não tiveram sintomas da doença, apesar de terem
desenvolvido anticorpos contra o vírus, ficou em 70,3% entre os estudantes da
rede privada de ensino. Para os estudantes da rede estadual, o percentual cai
para 64,1%, e 66,4% na rede municipal.
Uma
das vacinas com testes em andamento no Brasil atualmente, é fruto de parceria
firmada entre o Instituto Butantã – do governo estadual – e o laboratório
chinês Sinovac Biotech. A vacina, chamada de CoronaVac, está em fase adiantada
de testes. O anúncio da potencial produção da vacina pelo governo de São Paulo
ocorreu em 11 de junho.
A
vacina já está na terceira etapa, chamada clínica, de testagem em humanos e
está ocorrendo no Brasil desde julho, com 13 mil voluntários da área da saúde.
Caso os testes comprovem a eficácia da vacina, ela precisará de uma aprovação
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de ser
disponibilizada para vacinação no Brasil.
A
expectativa do governo paulista é de que a vacinação seja iniciada no dia 15 de
dezembro deste ano. Os primeiros a serem vacinados serão os profissionais da
área de saúde. Na última quarta-feira (30), Doria e o vice-presidente do
laboratório chinês Sinovac, Weining Meng, assinaram um contrato que prevê o
fornecimento de 46 milhões de doses da CoronaVac para o governo paulista até
dezembro deste ano.
O
contrato também prevê a transferência tecnológica da vacina da Sinovac para o
Instituto Butantã, o que significa que, o instituto brasileiro poderá começar a
fabricar doses dessa vacina contra o novo coronavírus. (ABr)
Sábado,
3 de outubro, 2020 ás 19:00