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“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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06 setembro, 2021

AMAZÔNIA/BRASIL: EXPLORAÇÃO DE MADEIRA ATINGE ÁREA SIMILAR A TRÊS CIDADES DE SÃO PAULO

 

Um estudo com base em imagens produzidas por satélites concluiu que, em apenas um ano, 464 mil hectares da Floresta Amazônica foram afetados pela exploração madeireira. A área equivale a quase três vezes a cidade de São Paulo ou meio milhão de campos de futebol. O levantamento, feito pela Rede Simex, com participação integrada do instituto Imazon e das ONGs Idesam e Imaflora, foi publicado à véspera do Dia da Amazônia, que foi celebrado domingo (05/9).

 

Os dados mostram que mais da metade destes desmatamentos, entre agosto de 2019 e julho de 2020, acometeu no estado do Mato Grosso (50,8%). O estado também lidera o ranking de mais explorações em terras indígenas. Por lá, ao todo, 236 mil hectares foram alvo da exploração madeireira.

 

Houve sinal de exploração também no Amazonas (71 mil hectares), Rondônia (69,7 mil hectares), Pará (50 mil hectares), Acre (27,4 mil hectares), Roraima (9,4 mil hectares) e Amapá (730 hectares).

 

O estudo reforça que ainda não é possível apontar quantos destes hectares foram explorados com autorização dada pelo governo, pois vários dos estados não divulgam essas informações. Os pesquisadores cobraram maior transparência por parte dos governos.

 

A maioria das áreas exploradas no período, segundo o relatório, concentra-se em imóveis rurais cadastrados (362,4 mil hectares, 78% do total). Os números destas categorias fundiárias também geram alerta.

 

Houve registro também de perda de madeira em terras indígenas (24,8 mil hectares, 5% do total), em unidades de conservação (28,1 mil hectares, 6% do total), em assentamentos rurais (19 mil hectares, ou 4% do total), vazios cartográficos (17,9 mil hectares, ou 4% do total), e também em terras consideradas como "não destinadas" (12 mil hectares, ou 3% do total).

 

 Os 464 mil hectares com exploração madeireira:

 

    Mato Grosso — 50,8% do total — 236.091 hectares explorados

 

    Amazonas — 15,3% do total — 71.092 hectares explorados

 

    Rondônia — 15% do total — 69.794 hectares explorados

 

    Pará — 10,8% do total — 50.139 hecctares explorados

 

    Acre — 5,9% do total —27.455 hectares explorados

 

    Roraima — 2% do total — 9.458 hectares explorados

 

    Amapá — 0,2% do total — 730 hectares explorados

 

 

Raio-X das áreas mais afetadas:

 

    Imóveis cadastrados: 362.428 hectares, 78% do total

 

    Terras não destinadas: 12.291 hectares, 3% do total

 

    Terras indígenas: 24.866 hectares, 5% do total

 

    Unidades de conservação: 28.112 hectares, 6% do total

 

    Assentamentos rurais: 19.016 hectares, 4% do total

 

    Vazios cartográficos: 17.956 hectares, 4% do total

 

 

Municípios mato-grossenses lideram ranking de exploração:

 

    Aripuanã (MT) — 30.666 hectares

 

    Colzina (MT) — 29.999 hectares

 

    Porto Velho (RO) — 29.646 hectares

 

    Manicoré (AM) — 21.038 hectares

 

    Lábrea (AM) — 20.288 hectares

 

    Nova Maringá (MT) — 14.682 hectares

 

    Feliz Natal (MT) — 13.189 hectares

 

    Marcelândia (MT) — 13.089 hectares

 

*Agência O Globo

Segunda-feira, 06 de setembro, 2021 ás 11:07


 

 

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