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com indícios de fraude eleitoral publicados na internet foram alvo de 190
denúncias, no último mês, na plataforma lançada pelo Ministério Público Federal
(MPF) e pela SaferNet Brasil. O levantamento se refere ao período de 18 de
outubro, quando a plataforma entrou no ar, até a última sexta-feira (13).
As
informações comunicadas à Central Nacional de Denúncias de Crimes
Cibernéticos vão subsidiar a atuação dos membros do
Ministério Público Eleitoral na fiscalização do pleito municipal e no combate à
desinformação.
Os
problemas relatados por eleitores dizem respeito a 96 casos diferentes, com
possíveis indícios de fraudes eleitorais. Os outros 94 registros foram
duplicados, relativos a esses mesmos casos. As principais situações noticiadas
pelos cidadãos na plataforma se referem a empresas que vendem serviço de
disparo em massa pelo WhatsApp, pesquisas eleitorais falsas ou irregulares (sem
registro na Justiça Eleitoral) e conteúdos enganosos sobre a segurança das
urnas eletrônicas. Este ano, a atribuição originária para atuar na fiscalização
das eleições municipais é dos promotores eleitorais.
A
maior parte das representações foram feitas em São Paulo (59 casos), Paraná (
58) e Rio de Janeiro (16) Na Bahia foram feitas 14 representações e em Minas
Gerais foram 9 registros de denúncias.
A
Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos é mais um canal de
representação para os eleitores. Ao acessar a página e selecionar a opção
“Fraude Eleitoral”, é possível reportar qualquer tipo de conteúdo encontrado na
internet (imagens, vídeos, textos, áudios) que apresente indícios de fraude ou
crime eleitoral. Basta o cidadão informar a unidade da federação onde a prática
foi verificada, incluir o endereço do site e, se achar necessário, adicionar um
comentário.
A
denúncia é anônima e passará a integrar o banco de dados da SaferNet. O grande
diferencial da plataforma é que, no momento em que o cidadão registra sua
representação, as imagens e os conteúdo do site mencionado são gravados,
garantindo o rastreio das informações, mesmo que eles sejam apagados ou
editados posteriormente.
Além
da Central Nacional de Denúncias da SaferNet, os eleitores também podem relatar
a ocorrência de ilícitos eleitorais – sejam eles praticados na internet ou não
– por meio do MPF Serviços (site ou
aplicativo) e, pessoalmente, nas Salas de Atendimento ao Cidadãos das unidades
do MPF nos estados e municípios. Também é possível enviar representações por
meio do aplicativo Pardal da Justiça Eleitoral. (ABr)
Domingo,15
de novembro, 2020 ás 11:19