Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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26 outubro, 2017

OPERAÇÃO DA PF DESMONTA ESQUEMA DE FRAUDES À PREVIDÊNCIA NO RIO



Uma operação da Polícia Federal (PF), desencadeada na quarta-feira (25/10), flagrou um esquema fraudulento que teria causado prejuízo de, pelo menos, R$ 1,2 milhão à Previdência. A ação, segundo nota divulgada pela assessoria da PF, focou o pagamento irregular de benefícios assistenciais a pessoas com mais de 65 anos de idade que nunca trabalharam ou pessoas com deficiência incapacitante.

As investigações foram executadas pela Força-Tarefa Previdenciária, formada pela Polícia Federal, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal. A suspeita inicial apontou para um único endereço, no bairro de Madureira, responsável por uma grande quantidade de benefícios, onde foram feitas buscas e apreensões.

De acordo com a PF, o esquema contava com a participação de um intermediário, que atuava como procurador. Em sua residência, os policiais apreenderam documentos de outras pessoas vinculadas a benefícios previdenciários. Foram identificados 41 benefícios com indícios de fraude, com prejuízo mensal à Previdência de cerca de R$ 40 mil, com um rombo total estimado em mais de R$ 1,2 milhão. A nota divulgada pela PF não informa se houve prisão do suspeito.

Segundo explicação obtida na página da Previdência, o Benefício da Prestação Continuada (BPC) da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) é a garantia de um salário mínimo mensal ao idoso com 65 anos ou mais ou à pessoa com deficiência de qualquer idade com impedimentos de natureza física, mental, intelectual ou sensorial de longo prazo. Para ter direito, é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar seja menor do que um quarto do salário mínimo vigente. (ABr)

Quinta-feira, 26 de outubro, 2017 ás 00hs05

25 outubro, 2017

APÓS AMEAÇAS DE PROCESSO, GOVERNO DESISTE DE COMPARAR TEMER AO TÉCNICO TITE


O presidente Michel Temer mandou derrubar a campanha que iria comparar a sua gestão à vitoriosa seleção de Tite. As ameaças do atual técnico da seleção brasileira e do ex-técnico Felipão, que seria comparado a ex-presidente Dilma Rousseff, de processar o governo se fossem mencionados pesou na decisão.

“Se a campanha usar o nome do treinador, ou mesmo sua imagem, de forma pejorativa, ele responderá pública e judicialmente contra o governo Temer. Mas ele vai se manifestar somente depois do lançamento da campanha publicitária do governo. Não tem como fazer isso antes de a peça ir para o ar”, informou a assessoria de comunicação de Felipão, que atua na China.

A expectativa do governo era lançar uma campanha completa, que seria veiculada nos meios tradicionais (jornais, revistas, outdoors) e digitais (sites, Twitter, Facebook, Instagram). Na peça apareceria a imagem do ‘gaúcho da copa’, que ficou famoso ao chorar na derrota do Brasil por 7 a 1 para a Alemanha. Ele morreu em 2015.

A campanha era inspirada na derrota do Brasil por 7 a 1 para a Alemanha e na reviravolta do time com a mudança do técnico. A ideia é sugerir que Dilma é o Felipão; Temer o Tite.

Ontem, ao decidir por enterrar a campanha, auxiliares de Temer lembraram que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), atual inimigo do presidente, disse, em 4 de abril, que o “governo, como está, parece a seleção do Dunga, queremos a seleção do Tite para dar a orientação”.  Já Dilma havia dito, em 1° de julho de 2013, antes do 7 a 1, que seu governo era “padrão Felipão”. As menções reforçaram a decisão do governo de desistir da campanha. (AE)

Quarta-feira, 25 de outubro, 2017 ás 12hs00

24 outubro, 2017

LAVA JATO EM CURITIBA NÃO DEVE ENCERRAR TRABALHOS ANTES DO FIM DE 2018




Embora já tenha declarado publicamente em mais de uma ocasião que a Operação Lava Jato “caminha para o final” em Curitiba, o juiz titular da 13ª Vara Federal Criminal da capital paranaense, Sérgio Moro, não deve encerrar os trabalhos antes do fim de 2018. A eleição do próximo ano, quando serão escolhidos presidente, governadores, senadores e deputados, portanto, será a primeira a ocorrer sob influência direta de prisões, indiciamentos e condenações de políticos – em outubro de 2014, as investigações não haviam atingido esse núcleo do esquema de corrupção.

Em mais de três anos e meio atuando exclusivamente nos casos relacionados à Lava Jato, Moro já julgou 35 processos. Nesse período, condenou 109 pessoas. Entre elas estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (9 anos e 6 meses de prisão), os ex-ministros Antonio Palocci (12 anos e 2 meses) e José Dirceu (32 anos) e o empresário Marcelo Odebrecht (29 anos e 4 meses).

No momento em que a operação chega à sua 46ª fase, deflagrada na última sexta (20), Moro ainda tem pela frente 44 processos penais abertos relativos a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em negócios da Petrobras.

Um deles, que está em fase inicial, é o que trata de suposta prática de corrupção e lavagem de dinheiro no caso das obras do sítio de Atibaia, no interior de São Paulo – que a força-tarefa diz que é de Lula, mas ele nega. A ação deve ser julgada – se não houver imprevistos – em meados de 2018, às vésperas das eleições de outubro.

Lula, que recorre da primeira condenação ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), se declara candidato do PT.

As investigações já desnudaram esquemas de loteamento de cargos, corrupção, desvios de dinheiro e superfaturamento de contratos da Petrobras durante os governos Lula (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016). Foram constatados desvios de mais de R$ 40 bilhões da estatal para compra de apoio político, financiamento de campanhas e enriquecimento ilícito. Agora, a investigação se volta para líderes do PMDB e do PSDB nos processos que envolvem alvos com foro privilegiado, em fase inicial no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Em Curitiba a investigação sempre foi sobre os contratos da Petrobras que geraram valores e as pessoas que pagavam (propinas). Grande parte já foi processada. As que recebiam e não tinham foro privilegiado, igualmente. Daí a minha afirmação de que acredito que está indo para o final em Curitiba”, afirmou Moro no dia 2 deste mês, em São Paulo. “Ainda há investigações e casos relevantes em andamento”, afirmou.

Abertas

Além das ações penais já em instrução, outras serão abertas em 2018 por Moro decorrentes de investigações ainda não encerradas pelo Ministério Público Federal. Responsáveis pelas acusações criminais apresentadas a Moro, os 13 procuradores da Lava Jato de Curitiba continuarão a trabalhar em esquema de força-tarefa até setembro de 2018 – quando vence o prazo aprovado em agosto pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal.

“As penas totalizam mais de 1,7 mil anos de prisão. É expressivo o montante de pena totalizado nesses três anos de operação e, talvez, esse fator denote a importância de que a investigação e os processos se deem em primeira instância, em condições nas quais o Estado pode melhor responder”, afirmou o procurador Roberson Pozzobon, integrante da força-tarefa de Curitiba.

Para o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, o interesse público nas investigações deve continuar mesmo na fase posterior às investigações, para que não se repita o que aconteceu na Itália, na Operação Mãos Limpas, onde foi baixo o índice de punições efetivas aos réus.

“O momento em que vivemos se aproxima muito de um ponto-chave no destino das duas operações. Depois de alguns anos de Mãos Limpas, as investigações estavam se encerrando, embora vários processos ainda estivessem começando. A diferença entre o tempo da mídia e o tempo dos processos judiciais ficou bastante perceptível. A população começou a se cansar da sequência de escândalos”, afirmou Dallagnol.

“Nessa mesma época, as investigações já haviam alcançado políticos importantes de todos os partidos, que se uniram para atacar os investigadores”, disse o coordenador da força-tarefa. (AE)

Terça-feira, 24 de outubro, 2017 ás 11hs30