Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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12 agosto, 2017

EX-SENADOR PERSEGUIDO NA BOLÍVIA SE ACIDENTA AO PILOTAR AVIÃO EM LUZIÂNIA / GO




Encontra-se em estado grave, com traumatismo craniano, trauma de face e de abdômen o ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, 58, cujo avião que pilotava caiu logo após a decolagem do Aeroclube de Luziânia (GO), no Entorno de Brasília. Ao ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros de Goiás, ele sofreu parada cardiorrespiratória.

O acidente, segundo os Bombeiros, deixou Molina com várias lesões pelo corpo, mas consciente, no momento do atendimento. Ele foi transportado de helicópetero para Brasília. 

O avião caiu na cabeceira da pista logo após a decolagem. Não houve explosão após a batida com o solo.

Uma equipe do Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) da FAB foi deslocada para o local para fazer a coleta de dados para a investigação que irá explicar a queda do avião.

Perseguição e heroísmo

A história de Roger Pinto Molina ficou conhecido em 2013, quando ele buscou asilo político em razão de cruel perseguição política do presidente cocaleiro Evo Morales, que não permitiu sua saída do pais. Molina ficou quase 500 dias na embaixada do Brasil, e passou a sofrer humilhações por ordem do então ministro das Relações Exteriores do governo petista de Dilma Rousseff, aliada de Morales, até que conseguiu deixar o território boliviano com ajuda de um diplomata brasileiro, o hoje embaixador Eduardo Sabóia. A viagem, de carro, entre La Paz e Corumbá (MS), durou 22 horas, e foi feita em um carro da embaixada do Brasil, com apoio de fuzileiros navais.

Apesar de sua atitude heróica, Sabóia também foi alvo de perseguição implacável do Itamaraty, por ordem de Dilma. Atualmente, ele é chefe de gabinete do ministro Aloysio Nunes (Relações Exteriores).

Domingo, 13 de agosto, 2017 ás 00hs01

VICE-GOVERNADOR DO DF CAI NA PISTA DE DANÇA EM CEILÂNDIA



Em ano pré-eleitoral, vale tudo para ampliar o campo de atuação e conquistar a afeição da população — ainda mais quando se deseja voar solo no próximo pleito. Pensando nisso, o vice-governador Renato Santana (PSD), que mira uma candidatura como deputado federal, caiu na pista com moradores da Ceilândia, durante uma confraternização da Executiva Regional do partido, em julho. O correligionário e secretário de Justiça e Cidadania, Arthur Bernardes, também estava no evento.

Apesar de o rompimento do pessedista com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) não ser publicamente assumido, nos bastidores, é quase certo que a formação que conquistou o Palácio do Buriti em 2014 não se repetirá no próximo ano.

A relação entre os dois gestores azedou há meses — os sinais estão por todos os lados. No réveillon deste ano, por exemplo, Santana esteve na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro). Minutos antes da meia-noite, o vice-governador divulgou um vídeo com críticas às instalações e parabenizou o trabalho dos policiais.

No dia seguinte, o posicionamento ferrenho se manteve. Durante a cerimônia de posse da Mesa Diretora, encabeçada por Joe Valle (PDT), o vice condenou o reajuste das tarifas do transporte público brasiliense, anunciado em 30 de dezembro por Rodrigo Rollemberg. Dois dias depois, o governador o exonerou do posto de administrador regional de Vicente Pires, sua vitrine política.

Entre faíscas, Rollemberg e Santana traçam, aos poucos, trajetos diferentes na caminhada pelo pleito de 2018. Desenvolto, o vice-governador aposta no corpo a corpo, todos os dias, em diferentes cidades, para cair nas graças do eleitor e traçar uma pré-candidatura sólida.

Sexta-feira, 11 de agosto, 2017 ás 07hs00

11 agosto, 2017

DISTRITÃO VALERÁ NAS ELEIÇÕES DE 2018 E 2020




A comissão especial da Câmara que analisa a reforma política aprovou na madrugada de quinta (10/08) um destaque que modificou o texto-base aprovado na noite de ontem (9) da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/03 e alterou o sistema eleitoral para as eleições de 2018 e 2020, que passará a ser feita pelo chamado distritão. Por esse sistema, serão eleitos os candidatos mais votados para o Legislativo, sem levar em conta os votos recebidos pelo conjunto dos candidatos do partido, como é o sistema proporcional adotado atualmente.

O texto apresentado originalmente pelo deputado Vicente Candido (PT-SP), mantinha o sistema eleitoral atual para 2018 e 2020 e estabelecia que o sistema de voto distrital misto, que combina voto majoritário e em lista preordenada, dever ser regulamentado pelo Congresso em 2019 e, se regulamentado, passa a valer para as eleições de 2022.

A mudança foi aprovada por 17 votos a 15, em destaque do PMDB, com apoio das bancadas do DEM, do PSDB, do PSD e do PP e o distritão seria um modelo de transição ao distrital misto, que valeria a partir de 2022, mantendo a necessidade de regulamentação pelo Congresso.

“Nós precisamos de um tempo para montar a distribuição dos distritos no Brasil. E o 'distritão' caminha para esse novo sistema, quebrando com o sistema proporcional que gerou um desgaste enorme até hoje”, disse o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ).

O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) considera a mudança de modelo na votação para o Legislativo essencial. “O modelo atual está esgotado. Não dá para fingir que está tudo bem e continuar com o sistema atual, vamos de 'distritão' na transição para um sistema misto mais elaborado e transparente a partir de 2022”, disse.

Oposição

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) considerou o distritão “um modelo elitista, no qual prepondera a presença individual, quando o Parlamento é, por natureza, coletivo na sua atribuição”.

O líder da Rede, deputado Alessandro Molon (RJ), argumentou que nada impede que a transição seja o modelo proporcional. “Não é verdade que adotar o distritão seja uma transição, o maior risco é que se torne permanente com a eleição de um Congresso em 2018 completamente diferente do atual e que dificilmente vai regulamentar o distrital misto”, disse.

O presidente da comissão que analisa a proposta, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), adiou a votação dos destaques de bancada que ainda não foram analisados para as 10 h desta quinta-feira.

* Com informações da Agência Câmara

Sexta-feira, 11 de agosto, 2017 ás 07hs00


POLÍCIA FEDERAL PEDE SUSPENSÃO DE POLICIAIS LEGISLATIVOS NO SENADO



A Polícia Federal entrou com representação no Supremo Tribunal Federal pedindo que os policiais legislativos do Senado fiquem suspensos preventivamente do exercício da função na Casa. O Diário do Poder teve acesso ao documento.

A ação é contra os policiais Pedro Ricardo Araújo Carvalho, Antônio Tavares dos Santos Neto, Éverton Taborda e Geraldo Cesar de Deus. Os quatro foram alvos da Operação Metis por acusação de obstruirem a Lava Jato, retirando escutas telefônicas dos gabinetes dos senadores e fazerem varredura nas casas dos parlamentares. À época, eles ficaram presos temporariamente.

O documento, de quarta-feira (9/08), é assinado pelo delegado Felipe Barros Leal, que conduz as investigações. A operação foi suspensa no STF e os policiais foram soltos. Eles voltaram a trabalhar normalmente no Senado.

O delegado também pede que os investigados fiquem distantes de Paulo Igor e Carlos Alfama, que delataram o suposto esquema, e que o processo disciplinar contra eles seja arquivado. A sindicância foi aberta porque eles batiam ponto na Casa e iam dar aula, segundos as denúncias e imagens das câmeras de segurança.

A defesa dos policiais investigados comentou o pedido do delegado ao STF: "não vemos motivos que permitam que o Felipe Leal peticione nos autos de uma reclamação proposta por um dos Investigados. Ela ofende as mais básicas lições do direito processual. Ademais, a manifestação do Delegado nos autos de uma ação de Reclamação, processo esse de natureza Constitucional, em que ele não é parte, não podendo, portanto, se manifestar, revela atitude desesperada de sua parte com as implicações que o descortinamento da verdadeira história a respeito da Operação Métis pode revelar", disse o advogado Ivan Morais.

O advogado também diz que "causa maior estranheza o Dr. Felipe peticionar, como se fosse advogado dos denunciantes, pedindo a anulação de processos administrativos disciplinares instaurados contra eles por fatos de 2015, data essa muito anterior à própria Operação Métis, a qual só aconteceu em 21/10/2016, mais de um ano depois".

A defesa também levanta suspeita sobre a parcialidade do delegado. "Além disso, fatos indicam que o delegado tem relacionamento anterior à própria Operação com Carlos Alfama e Paulo Igor. Esses e outros fatos que serão posteriormente esmiuçados indicam para essa Defesa a parcialidade na condução dos trabalhos por tal agente público", declarou ao Diário do Poder.

A decisão da representação fica, agora, a cargo do ministro Edson Fachin, do Supremo.

Sexta-feira, 11 de agosto, 2017 ás 07hs00
 
REABERTA INVESTIGAÇÃO SOBRE O PAPEL DE LULA NO ESCÂNDALO DO MENSALÃO

Investigação sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por fatos relacionados ao mensalão do PT foi reaberta pela Procuradoria da República no Distrito Federal e a Polícia Federal.

Em 2013, após novos depoimentos do empresário Marcos Valério, a PF abriu um inquérito para apurar pagamento de US$ 7 milhões da Portugal Telecom para o PT quitar dívidas de campanhas eleitorais. Em troca, a Portugal Telecom obteria facilidade na compra da Telemig. Valério insistiu que Lula sempre soube de tudo e que era o chefe do esquema do seu governo para subornar deputados, fazendo-os votar favoravelmente ao governo, no Congresso.

De acordo com a assessoria de imprensa do ex-presidente, as acusações de Valério foram investigadas por três anos, e os ministérios públicos de Portugal e do Brasil teriam pedido o arquivamento por falta de provas.

Mais de 30 pessoas foram ouvidas, inclusive em Portugal, mas, em 2015, a PF entendeu que não havia indícios que comprovassem a irregularidade. O procurador Frederido Paiva, da Procuradoria do Distrito Federal, concordou com o arquivamento e enviou o caso à Justiça Federal.

No ano passado, o juiz do caso discordou do arquivamento pedido pelo MP. Quando isso acontece, é preciso que uma câmara de revisão do MP reanalise o caso.

A Câmara de Combate à Corrupção da Procuradoria Geral da República entendeu que a investigação deveria mesmo ser reaberta.

Por isso, a Procuradoria da República do DF recebeu novamente a investigação e determinou sorteio de um novo procurador para ficar à frente do caso – pelas regras, o processo não pode ser tocado pelo mesmo procurador que arquivou a investigação. O sorteado foi Ivan Marx.

Sexta-feira, 11 de agosto, 2017 ás 07hs00