Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

Seja nosso seguidor

Seguidores

10 agosto, 2017

REFORMA PROPÕE MESMA IMUNIDADE PARA PRESIDENTES DA REPÚBLICA E DO LEGISLATIVO




O relator da reforma política na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP), incluiu em seu substitutivo sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/03, dispositivo que garante aos presidentes da Câmara e do Senado a mesma prerrogativa do presidente da República de não ser investigado pela Justiça “somente depois de autorização do legislativo”.

Na última versão de seu parecer, que está em apreciação na comissão especial da PEC 77/03, na Câmara, Cândido acrescentou as “autoridades integrantes da linha de substituição do presidente da República” ao Artigo 86 da Constituição Federal. Pelo texto constitucional, o presidente da República não está sujeito à prisão por infração comum cometida durante o exercício do mandato, sem uma sentença condenatória. A Constituição vigente diz ainda que “o presidente da República não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”.

Pelo parecer, os presidentes da Câmara e do Senado, que respectivamente estão na linha sucessória da presidência da República, passariam a ter a mesma isenção. A alteração foi feita de última hora no texto, depois que o relator participou de um jantar com os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ocorrido ontem à noite.

O relator explicou que o dispositivo foi alterado para evitar o que ocorreu com o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no fim do ano passado, quando ele descumpriu a decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastá-lo do cargo.

Financiamento

A PEC também prevê que as campanhas eleitorais possam ser financiadas por recursos oriundos de um fundo público e de doações de pessoas físicas. Pela proposta, deve ser criado o Fundo Especial de Financiamento de Democracia, composto de recursos orçamentários. Em paralelo, continuará valendo o Fundo Partidário, que permanece com basicamente as mesmas regras de hoje.

O valor do fundo corresponderá a 0,5% da receita corrente líquida (somatório das receitas tributárias de um governo, referentes a contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias e de serviços, deduzidos os valores das transferências constitucionais). O total disponibilizado no fundo dependerá da receita fechada nos 12 meses encerrados em junho do ano anterior ao pleito. Em 2018, o montante é equivalente a R$ 3,6 bilhões, em valores de hoje. O fundo será administrado pelo Tribunal Superior Eleitoral, responsável pela distribuição dos recursos aos partidos.

Na versão final do substitutivo, Cândido suprimiu a possibilidade de revogação popular de mandatos majoritários. A proposta também acaba com a vitaliciedade dos mandatos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O relator propõe o mandato de dez anos para cargos do Judiciário ocupados por indicação política. (ABr)

Quinta-feira, 10 de agosto, 2017 ás 08hs00

09 agosto, 2017

PRESIDENTE DA CÂMARA PREVÊ APROVAÇÃO DA REFORMA POLÍTICA AINDA ESTE MÊS





Defensor da lista pré-ordenada, Maia avalia que o Plenário da Câmara não deve aprovar a ideia. “A lista pré-ordenada foi confundida com lista escondida, o que não é verdade. Ao contrário, daria muita clareza para o processo eleitoral. Sabemos que não será vitoriosa, e temos que admitir quando não há maioria”, afirmou.

O presidente da Câmara defendeu uma transição nas eleições de 2018, para que o sistema distrital misto entre em funcionamento em 2022. Neste modelo, metade dos parlamentares continuaria sendo eleita de forma proporcional, enquanto a outra metade chegaria à Câmara pelo voto majoritário em regiões eleitorais.

Financiamento

Maia destacou a necessidade da aprovação de recursos para financiar campanhas. O deputado Vicente Candido (PT-SP), relator da reforma política na Câmara, propôs a criação do Fundo Especial de Financiamento da Democracia, com R$ 3,5 bilhões em 2018. Nos anos seguintes, seriam de R$ 2 bilhões. O relatório de Candido deve ser analisado amanhã em comissão especial.

Segundo Maia, apesar de o Supremo Tribunal Federal ter declarado inconstitucional o financiamento de campanhas eleitorais por empresas, em razão de abusos cometidos, o Congresso poderá voltar a discutir esse mecanismo.

“Em algum momento, com limite e transparência, podemos voltar ao financiamento privado, mas, infelizmente, a relação da política com o setor privado passou do limite. Para o retorno do financiamento privado, deve ser construído um sistema eleitoral mais simples, mais barato e de mais fácil fiscalização”, disse.

Imposto de Renda

Sobre a possibilidade de aumento das alíquotas de Imposto de Renda para melhorar a arrecadação do governo, Rodrigo Maia foi taxativo. “[Na Câmara] não passa”, disse.

Em evento em São Paulo, o presidente Michel Temer admitiu que os técnicos do governo estão realizando estudos para criar novas alíquotas do IR, mas não há nada definido. Até junho, o rombo nas contas do governo passava de R$ 56 bilhões.

Quarta-feira, 09 de agosto, 2017 ás 8hs00

08 agosto, 2017

PT E PMDB INDICAM MEMBROS PARA CPI DO BNDES NO SENADO




Após a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Senado, na semana passada, os líderes do PMDB e do PT na Casa desistiram da obstrução e fizeram as indicações para compor o colegiado.

O PMDB escolheu os senadores Airton Sandoval (SP), Elmano Ferrer (PI) e João Alberto Souza (MA) como titulares, enquanto os senadores Zezé Perrella (MG) e Romero Jucá (RR), presidente nacional do partido e líder da legenda no Senado, foram indicados como suplentes da sigla.

Já o PT indicou o líder do partido na Casa, Lindbergh Farias (RJ), como representante. No mesmo bloco, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) também foi escolhido para a segunda vaga e o senador Paulo Rocha (PT-PA) foi indicado como suplente. Após mais de dois meses desde a criação da CPI, a comissão foi instalada na semana passada, depois de atingir a maioria dos integrantes (11 dos 21 membros). Na ocasião, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito o presidente do colegiado e Roberto Rocha (PSB-MA), relator.

Autor do pedido de criação da comissão parlamentar, Rocha pediu atenção especial à linha de crédito para a internacionalização de empresas operada a partir de 2007, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi essa linha que permitiu aos irmãos Batista, donos da JBS, internacionalizar as operações por meio da compra de frigoríficos em diversos países, com destaque para os Estados Unidos.

Além de financiar as aquisições da JBS, o BNDES ainda comprou participação na empresa por meio da BNDES Participações (BNDESpar), uma subsidiária. Hoje, o banco detém 23% do capital da JBS. Após investigações, o Tribunal de Contas da União (TCU) estimou em R$ 711 milhões o prejuízo até aqui acumulado pelo BNDES com essa parceria.

Rocha já sinalizou que pretende convocar os donos da JBS para depor, medida que desagrada a peemedebistas e aliados do presidente Michel Temer. De acordo com a assessoria do senador do PSB do Maranhão, os membros da CPI farão apenas uma reunião interna esta semana para tratar de assuntos administrativos.

O primeiro encontro deliberativo da comissão de inquérito deve ficar para a próxima semana, quando o relator apresentará o plano de trabalho. A CPI é formada por 13 membros titulares e oito suplentes. Também fazem parte da CPI os senadores Ronaldo Caiado (DEM-GO), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Ivo Cassol (PP-RO), Sérgio Petecão (PSD-AC), Gladson Cameli (PP-AC), Randolfe Rodrigues (REDE-AP), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Pedro Chaves (PSC-MS) e Cidinho Santos (PR-MT). As vagas de dois membros suplentes do bloco formado por PSDB, PV e DEM ainda não foram preenchidas até esta segunda-feira (7). (AE)

Terça-feira, 08 de agosto, 2017 ás 08hs00


PARA PRESIDENTE DA CÂMARA 'NÃO SE PODE CONTINUAR ENDIVIDANDO O 
ESTADO'

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reiterou na manhã de segunda-feira (7/08) que é contra a possibilidade de mudança da meta fiscal do governo. Em entrevista à rádio CBN, o democrata disse entender alguns fatores conjunturais, como a queda da arrecadação e o aprofundamento da crise política após a divulgação da delação da JBS, em meio à retração na atividade econômica. Contudo, chamou atenção para as questões de longo prazo que ainda não foram resolvidas, como os gastos governamentais.

"Precisamos ter a coragem de juntos, em qualquer discussão de meta (fiscal), de colocar na mesa a discussão dos gastos obrigatórios do governo, que ninguém consegue mexer nisso, incluindo a Previdência."

Na entrevista, Maia defendeu que na discussão sobre eventuais aumentos de gastos é preciso mostrar as soluções de longo prazo para resolver o problema. "Não se pode continuar endividando o Estado brasileiro e a sociedade pagando essa conta sem construir algo de longo prazo."

O deputado lembrou os anos de 2006 e 2007, quando, segundo ele, "começou essa farra de gastos" e o Brasil tinha um superávit de 2,5% a 3% do PIB. "Estamos aí com um déficit primário perto de 2% do PIB, significa que, para voltarmos à realidade de dez anos atrás, vamos precisar zerar os R$ 140 bilhões e colocar mais R$ 150 bilhões ou R$ 200 bilhões, ou seja, temos um problema de cerca de R$ 300 bilhões, que é o tamanho do nosso problema e não é um tamanho pequeno para que a gente não construa boas soluções permanentes. Por isso sempre questiono qualquer mudança de meta para ampliar gastos, porque ampliar gastos vai sempre sinalizar que a dívida pública brasileira pode sair do controle e afastar os investidores do nosso País."

À rádio Maia falou que a Câmara dos Deputados precisa votar a reforma da Previdência até o mês que vem. Segundo ele, a questão fiscal do País e o déficit da Previdência chegaram num ponto que se houver bom senso, maturidade e responsabilidade (dos parlamentares), no mínimo deve se votar o texto que foi aprovado na comissão. "Não adianta fazer uma reforma da Previdência menor do que isso porque não vai resolver a vida dos brasileiros e o déficit continuará crescendo", disse.

O presidente da Câmara reafirmou que nos próximos dias vai reunir economistas que não são do governo para, em duas semanas, fazer um evento com deputados da base para que eles possam mostrar em números o impacto da reforma na vida das pessoas e o impacto desse déficit. "Trabalharei para aprovar a reforma, que não está tirando direito de ninguém", disse.

E frisou: "pela minha agenda, a Câmara precisa estar votando essa matéria em setembro." Para isso, o parlamentar diz querer estar com a base governista organizada até o final deste mês. Na sua avaliação, outras reformas, como a política, devem ficar para depois da previdenciária, "que é a prioritária".

Na entrevista, o presidente da Câmara disse que no tema Refis o mais importante é o texto acordado, entre relator, líderes, ministério da Fazenda e governo. "Se não conseguir cumprir a palavra acordada vai ficar difícil a relação entre executivo e legislativo. Considero o melhor texto o do governo e espero que possamos cumprir o acordo já firmado porque o mais importante num acordo é a palavra." E continuou: "Vamos convencer os deputados que há um acordo, que é a MP e isso precisa ser honrado." Segundo ele, essa sinalização é muito importante para a sociedade.

No calendário previsto para a Câmara, Maia citou a MP da reoneração da folha de pagamento e a MP da Taxa de Longo Prazo (TLP). "Quero organizar a pauta para que a gente consiga na terça ou no máximo na quarta organizar o texto do Refis para votar, no máximo, na terça da outra semana. A TLP, esperamos que a comissão vote entre amanhã e quarta e na próxima terça-feira, 15, a votação (no plenário)."

Sobre a reforma política, Maia espera ter até quinta os textos aprovados nas comissões para votar o texto na semana que vem, a partir de quarta-feira. "Assim como a da Previdência, a reforma política precisa ter prioridade no parlamento porque são decisivas para o futuro do Brasil", disse.

A respeito do fundo partidário contido na reforma política, o deputado reconheceu que há essa discussão e que o debate é polêmico, mas disse que não se trata apenas disso. No seu entender, é preciso alterar o atual sistema político. Maia disse que o distritão não lhe agrada e que ele prefere o distrital misto. (AE)

Terça-feira, 08 de agosto, 2017 ás 08hs00