Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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21 novembro, 2020

EM TEMPOS DE PANDEMIA, O PAPAI NOEL É VIRTUAL

 


O carinho que as crianças transmitem é o que transforma o trabalho de Anicésio Leônidas de Carvalho em alegria e felicidade. Há sete anos ele representa o Papai Noel no Shopping Riosul, em Botafogo, zona sul do Rio, mas sua primeira oportunidade foi em Curitiba, onde mora. Ele lembra que até o Natal de 2019 era "muito bacana" o contato com as crianças, e receber um sorriso e um abraço sentado no trono do Papai Noel.

 

“A criança vê o Papai Noel de longe, vem correndo e pula no pescoço da gente, dá aquele abraço. E o abraço e o carinho de uma criança é uma coisa muito especial, isso me passava uma felicidade muito grande, por ver a alegria e a inocência da criança. É muito bom”, disse, em entrevista à Agência Brasil.

 

Aos 74 anos, o ator de Papai Noel disse que nem passava por sua imaginação chegar “a uma era dessa, de pandemia", sendo obrigado a mudar a produção de seu trabalho, que hoje não pode mais ser presencial. Agora, ele conta com a tecnologia para se aproximar de seguidores fiéis e ávidos por fazer pedidos. “Eu converso daqui [de Curitiba] com a criança e chego a me sentir perto dela, que dá aquele sorriso, e vem aquela alegria de conversar, vendo o Papai Noel”, disse.

 

Até o dia 24 de dezembro, o contato das crianças com o Papai Noel vai ocorrer por meio de lives transmitidas por um telão, das 13 às 21h. Os registros fotográficos terão, inseridos digitalmente, um cenário com o trono e decoração típica natalina. Tudo conforme o protocolo, com regras de segurança e higiene. “Eu, aqui em Curitiba, e a criança, no Shopping Riosul. Para mim, é uma coisa inédita. Na minha concepção, o mundo mudou de verdade e muito. A tecnologia está muito adiantada.”

 

Outra iniciativa do Shopping Riosul é o projeto Noel Virtual que, a partir de hoje (21/11) vai proporcionar videochamadas de até cinco minutos por WhatsApp, devendo ser agendadas previamente pelo aplicativo. Nas chamadas, a criança poderá conversar com o Papai Noel e pedir para gravar um cartão de presente para uma pessoa querida.

 

No entanto, nada disso pode ser comparado com o que Anicésio Carvalho tem em sua memória. Ele conta que seu avô, produtor de farinha de milho, tinha um telefone grande, com fone e microfone separados, e era preciso fazer muito esforço para se comunicar.

 

“Lembro que, para o meu avô entrar em contato com o cliente, da cidade de 40 mil habitantes onde morávamos, às vezes era preciso pular na frente do telefone, falando alto para o cliente ouvir. Com o sistema atual, se me contassem há 20 ou 30 anos, eu diria que isso não existe e que nunca vai existir, porque é totalmente diferente.”

 

Mesmo com a comunicação digital, o carinho continua o mesmo e o contato com as crianças tem sido surpreendente, segundo Anicésio. “A gente nota a felicidade no olhar da criança. Parece que estamos pertinho, olho no olho, prontos para dar um abraço. Cruzo os braços e digo: esse é um abraço para você. Quando eu soube que ia trabalhar desse modo, não sabia que seria tão legal quanto está sendo”, afirmou.

 

Para compor o personagem, Anicésio se veste de Papai Noel em um estúdio de Curitiba. “É um cenário natalino. Está sendo bem melhor do que eu imaginava. Uma experiência novíssima. Se no ano passado chegasse alguém e me dissesse que este ano ia ser assim, eu não acreditaria e diria que era impossível. Mas é possível, sim.”

 

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), 43% dos associados terão o Papai Noel de forma virtual, devido à pandemia da covid-19. Eles seguem o protocolo sanitário estabelecido pela entidade, em parceria com a área de consultoria do hospital Sírio-Libanês, uma das referências em saúde no país.

 

Pelo menos 24% dos shoppings ainda avaliam uma estratégia viável para o apresentar o Papai Noel e 19% não pretendem contar com o bom velhinho neste ano.

 

Segundo a Abrasce, aproximadamente 14% dos empreendimentos terão um Papai Noel isolado do público ou um boneco dele disponível para fotos. Para o presidente da Abrasce, Glauco Humai, o momento é de reforçar a confiança que o consumidor tem nos shoppings e recebê-lo com segurança para fazer suas compras, evitando fluxo intenso de pessoas.

 

Para a gerente de Marketing do Shopping Riosul, Fabiana de Luna, as crianças já têm familiaridade com a tecnologia. Isso foi ainda mais intensificado durante a pandemia, quando precisaram ficar em isolamento social e distantes, por exemplo, dos avós e sala de aula.

 

“Não vejo mais uma ligação dos avós com os meus filhos apenas por voz. São sempre por meio de vídeo. O avô que não gostava de mexer, acabou aprendendo. Faz sentido, quando você pergunta se a criança quer falar com Papai Noel por vídeo. Ela está contextualizada, não é uma deformidade do processo. Faz parte desse momento”, disse Anicésio.

 

O ator de Papai Noel, que tem 8 filhos, mais de 20 netos, 4 bisnetos e 2 tataranetos, também tem um pedido ao bom velhinho: ele quer um socorro para a covid-19. “Eu mesmo, com 74 anos, sofro bastante. Tenho família grande e medo por meus filhos, sendo que alguns já pegaram a doença." (ABr)

Sábado, 21 de novembro, 2020 ás 10:00  


  

20 novembro, 2020

MINISTÉRIO DA SAÚDE FARÁ CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE EFICÁCIA DE VACINAS CONTRA COVID-19

 


O Ministério da Saúde pretende lançar em dezembro uma campanha para dar segurança à população sobre a eficácia de vacinas que podem ser usadas contra a Covid-19 no futuro. A informação é do secretário de vigilância em saúde Arnaldo Correia.

 

De acordo com Correia, o objetivo da estratégia é informar sobre o processo de produção e aprovação dos imunizantes.

 

Ele disse também que a pasta deve fazer outras ações assim que houver a definição do total de doses, datas de aplicação e população a ser vacinada.

 

Uma análise preliminar aponta idosos, pessoas com doenças crônicas e profissionais de saúde como os possíveis grupos prioritários para iniciar a vacinação. A definição, porém, vai depender do perfil das vacinas que forem aprovadas, de acordo com o secretário.

 

O governo vai concluir ainda nesta semana uma rodada de reuniões com representantes de cinco desenvolvedores de vacinas contra a Covid-19.

 

Segundo o secretário-executivo Élcio Franco, a pasta busca firmar protocolos de intenções para uma possível aquisição de doses, seguindo critérios como segurança, eficácia, tempo de produção e distribuição, além do preço da vacina contra Covid.

 

Sobre a possibilidade de uma segunda onda da pandemia, os técnicos do Ministério da Saúde afirmaram que os dados disponíveis ainda não permitem avaliar esse cenário.

 

*Gazeta do Brasil

Sexta-feira, 20 de novembro, 2020 ás 14:00


 

19 novembro, 2020

SOCIEDADE DE IMUNIZAÇÕES LANÇA CAMPANHA VOLTADA A ADOLESCENTES

 


A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) lança quinta-feira (19/11) a campanha Quem Vacina Não Vacila, para reforçar a importância de se cumprir o calendário de vacinação dos adolescentes. Com a participação de influenciadores digitais e postagem nas redes sociais e internet, a ação destaca o papel da vacinação na proteção individual dos adolescentes e na saúde coletiva, já que um adolescente imunizado também protege pessoas de outras idades contra doenças infecciosas

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O calendário de vacinação para adolescentes do Ministério da Saúde recomenda a vacina contra o HPV; a vacina meningocócica ACWY, que previne a meningite; e a vacina DT (dupla adulto), contra difteria e tétano. Também é preciso conferir se vacinas como a da hepatite B e a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) estão em dia, além das doses de reforço previstas para outras vacinas.

 

O presidente da SBIm, Juarez Cunha, lembra que as coberturas vacinas já estavam em queda no país, e que a situação se agravou com a pandemia da covid-19. "[A adolescência] É uma faixa etária em que temos várias vacinas recomendadas e disponíveis, mas com certeza subutilizadas", disse Cunha no lançamento da campanha.

 

Além dos adolescentes, a ação pretende atingir educadores, responsáveis, profissionais de saúde e difusores de informação.

 

A campanha tem apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

 

A chefe da área de Saúde e HIV do Unicef no Brasil, Cristina Albuquerque, avalia que o esforço de disseminar informação é importante porque uma das principais demandas da população é entender melhor os efeitos adversos previstos na vacinação e saber como proceder nesses episódios, que são considerados raros.

 

"A gente sabe que não é só no quesito da imunização. O adolescente não vai na unidade de saúde fazer prevenção, porque ele acha que não adoece. Ele tem aquele pensamento mágico de que é um super-herói", disse, ressaltando ser importante mobilizar os próprios adolescentes a motivarem seus amigos a se vacinar. "Quem motiva um adolescente é outro adolescente empoderado", disse.

 

A pediatra Ana Goretti representou o Programa Nacional de Imunizações no lançamento da campanha e apresentou dados sobre as coberturas vacinais dos adolescentes. De 2014 a 2020, a cobertura da primeira dose da vacina chegou a 79% das meninas e de 54,2% nos meninos. Para a segunda dose, a cobertura cai para 55,7% nas meninas e 34,1% nos meninos. Para a meningocócica C, a cobertura acumulada entre 2017 e 2019 é de 41% nos adolescentes de 11 a 14 anos.

 

"Nessa faixa etária, você tem uma crença muito arraigada de que vacina é para criança. Há um desconhecimento da família, e a pandemia tem trazido uma dificuldade maior", disse a pediatra.

 

O diretor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Marco Aurélio Sáfadi, lembrou que a vacinação de adolescentes contra a meningite, por exemplo, aumenta a proteção das crianças. Isso acontece, segundo ele, porque adolescentes e jovens adultos são os principais portadores de colônias da bactéria causadora da doença, o que nem sempre faz com que adoeçam, mas permite que transmitam a doença a outros indivíduos. (ABr)

Quinta-feira, 19 de novembro, 2020 ás 13:00