Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

Seja nosso seguidor

Seguidores

05 julho, 2018

Miranda será capitão e se torna nome que mais exerceu função com Tite na seleção

O rodízio de capitães implementado por Tite desde o início da sua passagem pela seleção brasileira, no início do segundo semestre de 2016, está bem mais restrito na Copa do Mundo. Na quinta-feira (5/7), véspera do duelo com a Bélgica pelas quartas de final, a CBF comunicou que o treinador voltou a escolher o zagueiro Miranda para utilizar a braçadeira, agora no confronto marcado para a Arena Kazan.

Miranda já havia sido capitão do Brasil na Rússia, no triunfo por 2 a 0 sobre a Sérvia, pela rodada final do Grupo E, e agora vai realizar a função pela segunda vez na competição. Essa repetição também se deu com Thiago Silva, o seu companheiro na zaga da seleção, que utilizou a braçadeira nos duelos com a Costa Rica, pela primeira fase, e o México, pelas oitavas de final, ambos vencidos por 2 a 0.

Antes do início da Copa do Mundo, Tite havia avisado que manteria o rodízio de capitães durante o torneio, mas indicou que seria mais restritivo na distribuição da faixa, a entregando para os principais jogadores do elenco. E é exatamente isso o que ele vem fazendo, tanto que o outro jogador a utilizá-la foi o lateral-esquerdo Marcelo, no jogo de estreia da seleção, o empate por 1 a 1 com a Suíça.

Com a decisão de entregar a faixa de capitão para Miranda, Tite fez o zagueiro ultrapassar o lateral-direito Daniel Alves, que não pôde participar da Copa do Mundo por estar lesionado, como jogador que mais iniciou partidas sob o seu comando na seleção com a braçadeira – foram cinco oportunidades.

Além dos jogos da Copa contra Sérvia e agora Bélgica, Miranda também exerceu a função em três partidas. Isso aconteceu na estreia do treinador, a vitória por 3 a 0 sobre o Equador, e na goleada por 4 a 1 sobre o Uruguai, ambas fora de casa e em compromissos válidos pelas Eliminatórias Sul-Americanas. O outro jogo foi o ultimo teste do Brasil antes do torneio na Rússia, o triunfo por 3 a 0 sobre a Áustria em Viena.

Ainda nesta quinta-feira, ao lado de Tite, Miranda concederá entrevista coletiva na Arena Kazan, local do confronto com a Bélgica, que determinará um dos semifinalistas da Copa. Em medida de preservação do gramado, o treino da véspera do duelo vai ser realizado no Estádio Central de Kazan.

(Estadão Conteúdo)


Quinta-feira, 05 de julho, 2018 ás 10:00

04 julho, 2018

Algoz de Neymar se aposenta quatro anos depois de lesão que tirou brasileiro na Copa


Colômbia - Exatamente quatro anos após a partida das quartas de final entre Brasil e Colômbia, quando ficou conhecido pelo público brasileiro por se envolver na lesão que tirou Neymar da Copa do Mundo de 2014, o lateral colombiano Camilo Zuñiga, de 32 anos, anunciou o fim da sua carreira no futebol.

"Hoje penso mais no meu futuro, na minha família. Desde que cheguei no Nacional dei minha palavra que fazer todo o possível para voltar aos gramados, mas senti que não cheguei nem a 40% do que era. Cumpri meu sonho e estou tranquilo porque me aposento em casa, onde me deram a oportunidade de mostrar (meu futebol) e de ir ao futebol europeu e de vestir a camisa da seleção da Colômbia. Me dói (deixar o futebol), mas estou agradecido a Deus pela carreira que ele me deu, por me deixar cumprir meus sonhos", afirmou o então agora ex-jogador.

Após participar do lance que lesionou Neymar, Zuñiga teve uma sequência de problemas físicos que acabaram prejudicando a sua carreira. Naquele momento, o colombiano defendia o Napoli, mas acabou sendo emprestado seguidamente. O colombiano teve o Atlético Nacional como o seu último clube.

No dia 4 de julho de 2014, o Brasil derrotou a Colômbia e avançou para a semifinal da Copa do Mundo daquele ano. No entanto, a lesão que Neymar sofreu tirou o principal jogador da Seleção do restante da competição. Na fase seguinte, a equipe comandada por Felipão sofreu a maior derrota da história do Brasil em Mundial, o 7 a 1 para a Alemanha. (O DIA)


Quarta-feira, 04 de julho, 2018 ás 18:00 

Seis seleções europeias e duas sul-americanas avançam na Copa do Mundo


A Copa do Mundo da Rússia se aproxima da sua reta final. Trinta e dois times começaram a competição e agora só restam oito. Algumas seleções gigantes do futebol, como Alemanha, Argentina e Espanha, já estão em casa, vendo a Copa pela televisão.

Dos times que ainda restam, seis são europeus e dois são sul-americanos. Uruguai, França, Brasil, Bélgica, Suécia, Inglaterra, Rússia e Croácia são os países que continuam na briga pelo topo.

O Brasil chega para a fase de quartas de final com atuações cada vez melhores. Depois de um empate na estreia, venceu a Costa Rica nos últimos minutos. Já contra a Sérvia, a vitória foi menos dramática. O jogo das oitavas, contra o México, mostrou um time com sistema defensivo bem ajustado, pronto para resistir à pressão. E lá na frente, o ataque tem se mostrado mais entrosado e eficiente.

Os uruguaios, junto com o Brasil, têm a melhor defesa da Copa, com apenas um gol sofrido. Além disso, Suárez e Cavani têm sido cada vez mais eficientes no ataque. Cavani fez uma partida de gala nas oitavas de final, contra Portugal. O atacante fez os dois gols do time, mas saiu com uma lesão na panturrilha e ainda não está confirmado para a próxima partida.

A França fez um jogo eletrizante contra a Argentina nas oitavas de final. As falhas da defesa, que cederam três gols aos argentinos, foram ofuscados pela grande partida de Mbappé. Companheiro de Neymar no Paris Saint-Germain, o francês liderou o time às quartas de final com um futebol técnico, veloz e preciso.
Os belgas continuam na Copa após uma partida de recuperação contra o Japão no final do segundo tempo. O inimaginável quase aconteceu. Quando os japoneses marcaram 2 a 0, revelaram que a seleção belga, tão respeitada por sua geração atual de craques como Hazard e De Bruyne, tinha falhas ainda não demonstradas no torneio. Será difícil ver uma Bélgica jogando tão lenta e desconectada na partida contra o Brasil. Esses erros deverão ser acertados pelo técnico Roberto Martinez.

Liderados pelo camisa 10, Forsberg, os suecos têm méritos de sobra para estarem nas quartas de final. Se classificou em primeiro em um grupo muito disputado e, mesmo após perderem para a Alemanha no último lance da segunda rodada, souberam manter a calma e garantiram a classificação sobre o México. Não aparecem como favoritos ao título, mas têm uma defesa alta e sólida, que pode fazer o time ir mais longe na Copa.

A Inglaterra veio para a Copa com um time jovem e já fizeram melhor que a geração anterior, que caiu na fase de grupos em 2014. Na última partida, dominaram a Colômbia durante todo o jogo, anulando suas principais armas ofensivas. Mas um minuto de desatenção tornou a classificação desnecessariamente dramática, com a vitória vindo só nos pênaltis. Apesar do susto, a Inglaterra ainda não foi testada ao limite. A Suécia poderá impor esse teste.

Há quem diga que os donos da casa já estão fazendo hora-extra na Copa do Mundo. A Rússia se aproveitou de uma Espanha sem criatividade para levar a partida de oitavas de final para os pênaltis e, lá, eliminar os campeões de 2010. O time do técnico Stanislav Cherchesov chega às quartas de final com um futebol de transpiração e aplicação tática, sobretudo na defesa.

A Croácia merece o lugar que ocupa. Está entre os oito melhores times da Copa com méritos. Com um meio campo de qualidade, os centroavantes são bastante acionados e conseguem participar do jogo com eficiência. O toque de bola frio e refinado na armação das jogadas remete ao futebol praticado no Real Madrid e Barcelona, onde com Modric e Rakitic jogam, respectivamente.

Os confrontos das quartas de final são:
– Uruguai x França, sexta-feira (6) às 11h, em Nizhny Novgorod;
– Brasil x Bélgica, sexta-feira (6) às 15h, em Kazan;
– Suécia x Inglaterra, sábado (7), às 11h, em Samara;
– Rússia x Croácia, sábado (7), às 15h, em Sochi. (ABr)


Quarta-feira, 04 de julho, 2018 ás 09:00

03 julho, 2018

Saiba quanto cada seleção vai ganhar na Copa do Mundo 2018

A passagem para as quartas de final da Copa da Rússia já garantiu à seleção brasileira um bom dinheiro. A Fifa vai distribuir entre as 32 seleções o total de 400 milhões de dólares (cerca de 1,56 bilhão de reais), sendo que quem foi eliminado na primeira fase ganhou um cheque de 8 milhões de dólares (31,3 milhões de reais). Se o Brasil for eliminado pela Bélgica, garante à CBF 16 milhões de dólares (62,6 milhões de reais). O campeão leva para casa 38 milhões de dólares (148 milhões de reais) – três a mais do que a Alemanha faturou em 2014, no Brasil. Veja abaixo a premiação de cada seleção nesta copa e quanto faturaram no Mundial do Brasil.

Premiação para cada seleção (em milhões de dólares)

Posição                2014        2018
 Campeão            35             38
 Vice                   25             28
 3º lugar              22             24
 4º lugar              20             22


 Eliminados nas quartas    14      16
 Eliminados nas oitavas    9         12
 Eliminados na primeira fase        8          8



Terça-feira, 03 de julho, 2018 ás 13:00

02 julho, 2018

Com vitória nesta segunda, Brasil se torna país com mais gols em Copas


Com a vitória por 2 a 0 sobre o México nesta segunda-feira, 02, o Brasil é a seleção que mais fez gols em Copas do Mundo. O recorde pertencia à seleção da Alemanha, que balançou as redes 226 vezes e já está eliminada do mundial da Rússia. A seleção brasileira, que segue para as quartas de final, tem até agora 228 gols.

A Argentina ocupa a terceira posição, com 137 gols após os seis marcados nesta edição até ser eliminada pela França, a quinta colocada, com 113. A Itália, que não se classificou para Copa na Rússia, é a quarta maior artilheira, com 128 gols.

Além da artilharia, o Brasil igualou o número de vitórias da Alemanha na história Copa do Mundo. Ambas as seleções somam 107 triunfos atualmente.

O gol de Neymar nesta segunda confirmou uma estatística individual ao atacante. Ele se isolou como o quarto maior artilheiro da história da Seleção, com 57 gols. Ele está atrás somente de Zico (66), Ronaldo (67) e Pelé (95). Antes, ele havia se igualado a Romário com o 56º gol, contra a Costa Rica, na fase de grupos.

Em nove jogos de Copa, Neymar chegou ao sexto gol contra o México. Com isso, igualou Messi, que também balançou as redes em seis oportunidades. Porém, o argentino já disputou 19 partidas de Copa com a Argentina – mais que o dobro de Neymar. (DP)


Segunda-feira, 02 de julho, 2018 ás 15:30

Brasil repete escalação, com Fagner e Felipe Luis nas laterais contra o México


Com a definição de Fágner na lateral direita e Felipe Luís na lateral esquerda no jogo desta segunda-feira (2) contra o México, o treinador repete a escalação de início da partida contra a Sérvia, vencida pela Seleção Brasileira por 2×0, na fase de grupo. “Tá confirmada a equipe! Será a base da equipe, com a entrada do Filipe Luís”, informou Tite. O jogo desta segunda, no Estádio de Samara, começa às 11h.

Danilo, que já se recuperou da lesão na região do quadril, ficará no banco. Sobre a presença de Marcelo, o treinador disse que conversou com o jogador. “Falei com o Marcelo. Numa situação normal, ele jogaria. O que não pode é o técnico colocar um atleta em situação de insegurança num jogo desse. Eu disse a ele como é legal ter um cara que foi para o campo, ele quer participar. Isso mostra sua responsabilidade, seu comprometimento, mas me foi colocado que ele teria 45 ou 60 minutos de tempo de segurança. Não posso num jogo decisivo”.

A presença de laterais mais defensivos e em melhores condições físicas mostra a preocupação do treinador brasileiro pelas jogadas de lado de campo da equipe mexicana, principalmente pelo lado esquerdo com Lozano, jogador veloz e de muita técnica, responsável pelo gol do México na vitória por 1 a 0 contra a Alemanha, na fase de grupo.
Tite elogiou a participação de Neymar contra a Sérvia. Para ele, o atacante fez tudo o que foi pedido taticamente. “Ele jogou muito, muito bem contra a Sérvia. Ele fez tudo que pedimos taticamente, defendendo lá atrás e procurando o gol, o drible e correndo com a bola”. O treinador definiu que Thiago Silva vai usar a braçadeira de capitão do time na partida contra o México.

O treinador brasileiro deverá escalar a seleção com: Allison; Fagner, Miranda, Thiago Silva e Felipe Luís; Casemiro, Paulinho e Philippe Coutinho; Willian, Neymar e Gabriel Jesus.

A partida terá como árbitro central Gianluca Rocchi, auxiliado por Elenito Di Liberatore e Mauro Tonolini, todos italianos. (DP)


Segunda-feira, 02 de julho, 2018 ás 09:00

01 julho, 2018

Nos pênaltis, Rússia bate Espanha e segue em chave com menos campeões


Por essa nem Vladimir Putin esperava. A Rússia surpreendeu a Espanha, eliminou a campeã de 2010 e jogará as quartas de final da Copa do Mundo em casa, a melhor campanha de sua história.

A vitória veio na primeira disputa de pênaltis deste Mundial. Os russos anotaram os quatro chutes que fizeram, e o goleiro Igor Akinfeev pegou as cobranças de Koke e Iago Aspas para fechar o placar das penalidades em 4 a 3.

Era 19h41 (12h41 em Brasília) quando o atacante espanhol teve seu chute espalmado, e o Estádio Lujniki veio abaixo como se o título mundial tivesse sido conquistado.

Akinfeev, 32, consagrou-se, após ter sido duramente criticado no Brasil em 2014, quando falhou em um jogo crucial contra a Coreia do Sul.

Já a equipe de Andrés Iniesta foi o terceiro time com título mundial a voltar para casa mais cedo nesta Mundial.

O resultado coloca em xeque o envelhecimento de uma geração brilhante de espanhóis -quatro jogadores em campo neste domingo (1º) jogaram a final de 2010.

Foi o segundo fracasso seguido em Copas. No Brasil, os espanhóis foram humilhados e caíram na primeira fase.

Na Rússia, mantiveram o estilo de jogo até o fim, com 75% de posse de bola e deu 1.107 passes contra 279, 90% deles precisos Mas não foi o suficiente para se impor sobre a retranca montada pelos pelo técnico Stanislav Tchertchesov.

Acabaram punidos pela inapetência de gols. Seu único centroavante nato, Diego Costa, nada fez e acabou substituído por Aspas no fim do segundo tempo.

Do outro lado, os russos fizeram sua parte. A torcida empurrou incessantemente o time ao longo do jogo, mesmo nos lances em que sua limitação técnica ficava evidente.

Agora nas quartas de final, o time tem a melhor campanha desde que joga como Rússia. Os soviéticos que os antecederam como time até 1990 chegaram a ser semifinalistas em 1966, mas o formato da competição era outro.

O time chegou à Copa como o pior do ranking da Fifa na disputa, e o próprio Putin lamentou que só poderia torcer pelo bom desempenho da organização do Mundial.

Tchertchesov, ciente do perigo à frente, recuou um zagueiro e jogou um 5-3-2 ancorado em contra-ataques.

Deixou o goleador do time, Tcherishev, no banco -assim como a Espanha deixou Iniesta.
O recurso deu certo até que, uma subida de Nacho pela direita, Jirkov derrubou o espanhol. Assim como no confronto da primeira fase contra o Uruguai, os russos foram pegos numa jogada ensaiada.

Ela mirava Sergio Ramos, mas Ignashevitch cortou e mandou para a própria meta. Foi o gol contra feito pelo jogador mais velho na história das Copas -ele tem quase 39 anos.
A jogada foi tão atrapalhada que a Fifa levou três minutos para confirmar a autoria do gol, aos 11min.

Após duas boas chegadas na área espanhola, o atacante Dziuba cabeceou e teve a bola interceptada pela mão de Piqué.

O pênalti colocou o Lujniki abaixo, e o mesmo Dziuba bateu com força aos 40min. De Gea tomou o sexto gol em sete chutes contra sua meta, a pior defesa dos times então na competição.

Os gritos de “Rossia” eram ensurdecedores. Dziuba comemorou batendo continência a Tchertchenov, uma referência ao primeiro jogo da Copa, quando saiu do banco para fazer um gol contra a Arábia Saudita, cobrando então sua permanência ao técnico -que o saudou em obediência.

No segundo tempo, a Espanha voltou algo melhor, mas sem objetividade.
Aos 15min, o craque Tcherishev entrou em campo, e foi ovacionado. Seis minutos depois, foi a vez da Espanha colocar em campo seu maior nome, Iniesta.

O time espanhol manteve seu ritmo, sem encontrar o caminho do gol. A Rússia nem tampouco ameaçava com perigo De Gea.

A dez minutos do final do primeiro tempo, o ritmo intensificou-se e os espanhóis quase marcaram com dois chutes seguidos de Iniesta e Aspas, pegos por Akinfeev.

O jogo chegou ao fim e, mesmo com quatro minutos de acréscimos, não viu um vencedor.
A primeira prorrogação da Copa, sob um calor de 26 graus, começou no mesmo ritmo, com a Rússia retraída num 5-4-1.

Nada notável aconteceu no primeiro tempo extra, e no segundo ficou claro que os russos já estavam de olho nos pênaltis.

A grande chance ocorreu para a Espanha aos 3min. Rodrigo avançou pela direita e chutou cruzado, obrigando grande defesa de Akinfeev. O rebote foi pego por Carvajal, que chutou em cima da zaga.

O veterano goleiro e capitão russo, 14 anos na seleção, foi o esteio do time na prorrogação.

Para complicar as coisas, aos 10min começou a chover bastante, deixando a bola escorregadia. O telão anunciava o minuto de acréscimo quando Akinfeev caiu para uma última defesa.

Os pênaltis foram todos batidos com eficácia pelos russos, deixando a pecha de vilões para Koke e Aspas.

​A Rússia agora pegará o vencedor do confronto entre Croácia e Dinamarca.

ESPANHA
De Gea; Nacho (Carvajal), Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Busquets; Asensio (Rodrigo), Koke, David Silva (Iniesta) e Isco; Diego Costa (Aspas).
T.: Fernando Hierro
RÚSSIA
Akinfeev; Mário Fernandes, Kutepov, Ignashevich, Kudryashov e Zhirkov (Granat); Samedov (Cheryshev), Kuzyayev (Erokhin), Zobnin e Golovin; Dzyuba (Smolov).
T.: Stanislav Cherchesov

Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)
Assistentes: Sander van Roekel e Erwin Zeinstra (Holanda)
Cartões amarelos: Piqué (Espanha); Kutepov e Zobnin (Rússia)
Gols: Ignashevich (contra), aos 11 minutos do primeiro tempo, e Dzyuba (Rússia), aos 40 minutos do primeiro tempo.


Domingo, 1º de julho, 2018 ás 15:30

Espanha coloca favoritismo e defesa à prova contra Rússia, domingo



Dona de uma escola em que a posse de bola é primordial, a Espanha chegou à Copa com apenas três gols tomados em 3 dos 10 jogos que disputou nas eliminatórias.

Apenas a Inglaterra, bastião da retranca sem exatamente o refinamento espanhol, teve desempenho igual.

Em solo russo, tudo mudou. Nos três jogos da primeira fase, o time campeão de 2010 é o mais vazado entre os 16 que chegaram às oitavas de final ao lado da Argentina, com cinco gols sofridos.

Três deles têm a assinatura de Cristiano Ronaldo, o atacante português que brilhou no empate por 3 a 3 da estreia. Dois foram marcados por Marrocos, e apenas o Irã não deixou o seu.

“Esse não é o caminho”, disse Fernando Hierro, o técnico que assumiu o time na véspera do Mundial. Ele sabe o que fala: foi zagueiro da seleção de seu país em 89 jogos e participou de quatro Copas.

Neste domingo (1º), às 11h, pelas oitavas de final, a Espanha terá pela frente em Moscou a Rússia, dona do segundo melhor ataque, com oito gols anotados. Tcherichev, com três, e Dziuba, com dois, aparecem como as principais ameaças à meta espanhola.

“Temos de ser mais sólidos, e já não há mais margens de erro. Qualquer um pode deixar você fora. Precisamos ser contundentes e sérios. A Rússia vem jogando um futebol de alto nível”, afirmou o zagueiro Sergio Ramos.

Ele falou após o jogo contra Marrocos, no qual o empate por 2 a 2 acabou sendo o suficiente para avançar na primeira colocação do grupo.

O histórico dá argumentos para Ramos falar em solidez defensiva. Além do desempenho nas eliminatórias, ele estava ao lado de seu atual parceiro, Gerard Piqué, na campanha campeã do mundo de 2010, na África do Sul.

Lá, a Espanha levou apenas dois gols durante todo o torneio. No mata-mata, passou em branco. Foram quatro vitórias seguidas por 1 a 0 até chegar ao título contra a Holanda, na prorrogação.

A média de gols sofridos foi de apenas 0,3 por jogo, a melhor entre todos os campeões mundiais na história.

Em 20 edições de Copa já realizadas, apenas em 4 um vencedor levou mais de um gol por jogo. Os espanhóis, atualmente, têm média de 1,6.

“O mais importante para ganhar um Mundial é transmitir solidez defensiva. A partir daí o resto do time se sente mais confortável para ir fazendo gols que garantem o avanço de fase. Foi o que nos aconteceu na África do Sul”, disse Piqué, após o jogo contra o Irã.

Os gols tomados pela Espanha também não podem ser creditados apenas à defesa e erros cometidos. O goleiro David de Gea está longe de uma fase brilhante.

Segundo as estatísticas da Fifa, das seis bolas que foram em direção ao seu gol, cinco foram parar na rede. Isso o deixa com o pior aproveitamento entre os 40 goleiros que entraram em campo nesta Copa. Defendeu somente 16,7% dos chutes contra sua meta.
Apesar disso, não há nenhuma chance de mudança na posição. Hierro deverá, contudo, sacar Thiago Alcántara e mandar a campo Koke. Outra mudança no meio de campo pode ser a entrada de Asensio no lugar de David Silva.

ESPANHA
De Gea; Carvajal, Piqué, Sergio Ramos, Alba; Busquets, Koke, Isco, Iniesta, David Silva (Asensio); Diego Costa. T.: Fernando Hierro
RÚSSIA
Akinfeev; Mario Fernandes, Kutepov, Ignashevich, Zhirkov; Zobnin, Gazinskiy, Samedov, Golovin, Cheryshev; Dzyuba. T.: Stanislav Cherchesov

Estádio: Lujniki, em Moscou
Horário: 11h deste domingo
Juiz: Bjorn Kuipers (HOL)


Domingo, 1º de julho, 2018 ás 00:05

30 junho, 2018

Uruguai vence Portugal e está nas quartas de final da Copa do Mundo


O técnico uruguaio Óscar Tabárez afirmou na véspera da partida com Portugal que sua seleção vivia o melhor momento dos últimos 12 anos e que era hora de a equipe celeste recuperar o seu protagonismo. Ao seu lado, o atacante Luis Suárez balançou a cabeça positivamente e, depois, disse que o jogo deste sábado ficaria marcado. Pois quis a história que os bicampeões mundiais derrotassem os atuais campeões europeus por 2 a 1 com gols de Cavani, em Sochi, e avançassem para as quartas de final da Copa do Mundo da Rússia. Agora, o Uruguai vai buscar uma vaga entre os quatro melhores diante da França.

Foi um jogo em que a seleção portuguesa teve mais presença ofensiva, e a uruguaia, mais presença de espírito. Porque o Uruguai soube explorar bem os seus contragolpes e manteve durante todo o jogo a sua principal característica nesta Copa, a de fechar os espaços na defesa, impedindo os avanços de Cristiano Ronaldo.

O craque português até teve duas boas chances no primeiro tempo. A primeira, aos 5, em chute quase frontal que parou nas mãos de Muslera. Mais tarde, em cobrança de falta a uma distância em que está acostumado a mandar a bola na rede, mas que dessa vez parou na barreira.

Depois disso, Cristiano Ronaldo foi empurrado pelo trio defensivo formado por Giménez, Godín e Cáceres para os lados de campo. Assim, o único jogador diferenciado da esquadra portuguesa ficou muito longe da meta adversária e dos companheiros. Afastado do melhor do mundo, o atacante Gonçalo Guedes foi figura nula. Andre Silva, que entrou em seu lugar na etapa final, também.

O que pesou a favor do Uruguai foi justamente o seu ataque, formado por dois jogadores acima da média. É verdade que Suárez às vezes exagera – neste sábado, ele se atirou duas vezes no campo levando as mãos à nuca quando de fato foi atingido nas costas -, mas também é verdade que, com a bola nos pés, sabe fazer a diferença. De quebra, tem ao seu lado na equipe celeste um atacante de área que não perdoa.

Partiu de uma trama da dupla o gol que abriu a contagem. Aos sete minutos, Cavani inverteu o jogo da direita para a esquerda e Suárez, em bonita jogada individual, arrumou espaço para cruzar no segundo pau para o gol do companheiro.

Com Cristiano Ronaldo empurrado para os flancos e sem conseguir trabalhar a bola pelo meio, Portugal passou todo o segundo tempo jogando na base do abafa e dos cruzamentos para a área. O time até chegou ao empate, em cabeceada de Pepe após cobrança de escanteio aos nove. Mas a tática de passar 50 minutos cruzando a bola pelo alto era apenas fortuita. Não havia quem pudesse mandar a bola para dentro.

Pelo lado do Uruguai, havia. E ele se chamava Edinson Cavani. Aos 16, o atacante recebeu passe na meia esquerda, enquadrou o corpo e bateu de primeira no canto oposto, em curva, marcando um golaço e sacramentando a classificação uruguaia.

FICHA TÉCNICA

URUGUAI 2 X 1 PORTUGAL

URUGUAI – Muslera; Giménez, Godín e Cáceres; Laxalt, Nandez(Carlos Sanchez), Torreira, Bentancur (Cristian Rodriguez) e Vecino; Suárez e Cavani (Stuani). Técnico: Óscar Tabárez.

PORTUGAL – Rui Patrício; Ricardo Pereira, Pepe, Fonte e Guerreiro; William Carvalho, Adrien Silva (Quaresma), João Mário (Manuel Fernandes) e Bernardo Silva; Cristiano Ronaldo e Gonçalo Guedes (Andre Silva). Técnico: – Fernando Santos.

GOLS – Cavani, aos 7 minutos do primeiro tempo. Pepe, aos 9, e Cavani, aos 16 do segundo tempo.

ÁRBITRO – César Ramos (Fifa/México).

CARTÃO AMARELO – Cristiano Ronaldo.

PÚBLICO – 44.287 torcedores.

LOCAL – Fisht Stadium, em Sochi.

(Estadão Conteúdo)


Sexta-feira, 29 de junho, 2018 ás 18:00

Contra o Brasil, México quer acabar com ‘maldição das oitavas’


SOCHI – A seleção mexicana venceu a última campeã Alemanha na estreia e quer surpreender novamente uma potência nesta Copa do Mundo. Para Isso, terá de vencer não apenas o pentacampeão Brasil, mas uma incômoda sina: a de sempre cair nas oitavas de final. O jogo acontece em Samara, na próxima segunda-feira, às 11 horas de Brasília.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo de 2018

A “maldição das oitavas” persegue a seleção mexicana há seis Mundiais. O zagueiro Rafa Marques, de 39 anos, participou das quatro últimas e segue no time, atualmente dirigido por Juan Carlos Osorio, ex-técnico do São Paulo.
A mais recente frustração mexicana teve sabor de injustiça há quatro anos. Após boa primeira fase, na qual parou o próprio Brasil em empate em 0 a 0 na primeira fase, o México caiu nas oitavas de final diante da Holanda por 2 a 1, com dois gols nos minutos finais do jogo. O último, de Huntelaar, saiu de um pênalti bastante controverso no craque Arjen Robben, famoso por sua habilidade – e também por valorizar faltas.
Nos Mundiais de 2010 e 2016, o carrasco do México foi a Argentina. Na África do Sul, os argentinos venceram por 3 a 1. Quatro anos antes, mais uma derrota dolorosa para os aztecas, por 2 a 1, com um golaço de Maxi Rodríguez na prorrogação, quando o jogo se encaminhava para os pênaltis.

Em 2002, o roteiro foi semelhante. A seleção tricolor realizou boa primeira fase, com direito a um empate contra a Itália. Mas parou nas oitavas de final diante do rival Estados Unidos por 2 a 0 . Em 1998, o México caiu na mesma fase diante da Alemanha, por 2 a 1, e em 1994 perdeu nos pênaltis para a Bulgária.

‘Freguês’ do Brasil

O retrospecto direto também é favorável ao Brasil. Em quatro partidas em Copas do Mundo, o Brasil venceu três (4 a 0 em 1950, 5 a 0 em 1954 e 2 a 0 em 1962) e empatou uma (0 a 0, em 2014). No histórico geral, contando amistosos, o Brasil soma 23 vitórias, sete empates e dez derrotas para o México, a mais recordada delas na final da Copa das Confederações de 1999, na Cidade do México, além da final das Olimpíadas de 2012, que não entra na conta.

As melhores participações mexicanas em Copas aconteceram nos Mundiais Copas em casa, em 1970 e 1986, quando o time alcançou as quartas de final. (VEJA)

Sexta-feira, 29 de junho, 2018 ás 10:00


29 junho, 2018

Fifa libera áudio do VAR no gol da Suíça contra o Brasil: ‘Contato leve’


Em coletiva realizada nesta sexta-feira, o chefe dos árbitros da Fifa e da Uefa, Pierluigi Collina, comentou o lance gol da Suíça, marcado por Zuber, na partida de estreia contra a seleção brasileira, que terminou empatada em 1 a 1. Os brasileiros reclamaram de um empurrão do meio-campista no zagueiro Miranda.

O lance foi analisado pelo VAR – Video Assistant Referee, que em tradução livre significa árbitro assistente de vídeo – que considerou o contato leve e não faltoso. “Os árbitros falam entre si que há um contato leve. Os jogadores só reclamam após o lance no telão em câmera lenta. Houve checagem, houve avaliação, houve comunicação, e não foi marcada falta porque não houve a percepção de que havia erro claro”, explicou Collina.

“Contato por si só não significa falta. Em outros esportes pode ser. Não no futebol. [No momento do gol da Suíça] não há uma reação imediata”, continuou. “Foi pedido o áudio do VAR, e sentimos que durante a competição não valia a pena. Agora, em um momento mais neutro, decidimos mostrar agora o que aconteceu naquele momento. Busacca e eu lembramos que as decisões podem ser interpretativas”, completou, citando Massimo Busacca, outro dos chefes de arbitragem da Fifa.

Segundo a entidade, durante os 48 jogos da Copa do Mundo, o árbitro de vídeo checou um total de 335 lances, o que representa uma média de 6,9 utilizações por partida. Ainda segundo os dados divulgados pelo italiano, a arbitragem da Copa acertaria 95% dos lances sem a ajuda do VAR, que fez este índice aumentar para 99,3%. (VEJA)


Sexta-feira, 29 de junho, 2018 ás 19:00

Argentina e França, duelo de favoritos que provocam dúvidas nas oitavas de final


A Argentina de Lionel Messi contra a França de Antoine Griezmann, Kylian Mbappé e Paul Pogba: alvicelestes e ‘bleus’, duas seleções favoritas ao título se enfrentam pelas oitavas de final da Copa do Mundo, sábado em Kazan, depois de uma fase de grupos que gerou mais dúvidas que certezas.

A França, finalista da Eurocopa-2016, avançou como primeira colocada no Grupo C, mas seu estilo de jogo pouco atrativo, em um elenco repleto de talentos, não deixou os torcedores satisfeitos.

Agora enfrentará a Argentina de Messi, que renasceu contra a Nigéria, na última rodada do Grupo D, com uma vitória de 2-1 e um gol nos últimos minutos que elevou o espírito, a ilusão e a confiança de um time até então desacreditado.

“A França é um grande rival, com grandes jogadores. Temos respeito, mas nos sentimos muito bem. Acredito que depois da vitória contra a Nigéria nos sentimos muito mais fortes e com confiança. Sabemos que temos uma grande seleção, com grandes jogadores e com confiança somos uma grande equipe”, afirmou Federico Fazio.

Após um início complicado, com um empate de 1-1 contra a Islândia na estreia e uma derrota de 3-0 para a Croácia na segunda rodada, a Argentina venceu a Nigéria por 2-1, com direito a um gol de Messi, conseguiu a vaga nas oitavas e a torcida espera um novo começo na fase eliminatória, com o título e um final feliz.

O meia Enzo Pérez treinou nesta sexta-feira, depois de ser poupado na véspera, e o técnico Jorge Sampaoli, muito criticado em seu país, deve repetir a escalação que venceu a Nigéria, com Franco Armani no gol, Éver Banega e Pérez ao lado de Javier Mascherano no meio e com Di María e Higuaín como companheiros de Messi no ataque.

Armani treinou pênaltis nesta sexta-feira, como preparação para uma eventual definição após uma prorrogação.

– Parar Messi –

A França empatou em 0-0 com a Dinamarca na terceira rodada do Grupo C e, desde então, está obcecada com uma coisa: como parar Messi.

Em um Mundial apagado para Ángel Di María e Gonzalo Higuaín até o momento, as esperanças argentinas estão nos pés de “La Pulga”. E os franceses querem fazer o possível para evitar tal situação.

“Não acredito que exista ninguém na Terra que possa encontrar um remédio para parar Messi. Será algo mais coletivo”, resumiu o zagueiro Presnel Kimpembe, companheiro no Paris Saint-Germain do argentino Giovani Lo Celso.

Para Samuel Umtiti, colega time do craque argentino no Barcelona, Messi “tem um toque técnico que ninguém mais tem”.

– Uma final nas oitavas –

Dois campeões mundiais, frente a frente, nas oitavas de final. Dois favoritos antes do início da Copa, mas que provocam dúvidas com suas atuações e poucos gols. O vencedor do confronto enfrentará nas quartas de final a seleção classificada do duelo entre Portugal e Uruguai.

“Enfrentamos um grande rival, uma grande seleção, que vem invicta da fase de grupos. Mas sabemos que somos uma seleção importante, que temos nossas armas e acredito que vai ser uma grande partida”, disse Lo Celso, companheiro no PSG de Kylian Mbappé, Kimpembe e Alphonse Aréola.

Pogba, jogador do Manchester United e um dos craques da seleção francesa, falou sobre a motivação para a partida.

“Claro que queremos derrotá-los, queremos passar, mas também queremos acabar com as dúvidas que muitas pessoas têm sobre a nossa equipe, de que a seleção da França não vai passar contra a grande equipe da Argentina. Vamos ver, é um bom teste para o nosso time.

Prováveis escalações:

Argentina: Franco Armani; Gabriel Mercado, Nicolás Otamendi, Marcos Rojo, Nicolás Tagliafico; Javier Mascherano, Enzo Pérez, Éver Banega; Ángel Di María, Gonzalo Higuaín e Lionel Messi. DT: Jorge Sampaoli.

França: Hugo Lloris; Benjamin Pavard, Raphael Varane, Samuel Umtiti, Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Paul Pogba, Blaise Matuidi; Antoine Griezmann, Kylian Mbappé e Olivier Giroud. DT: Didier Deschamps.

Árbitro: Alireza Faghani (IRI)
(AFP)


Sexta-feira, 29 de junho, 2018 ás 10:00

28 junho, 2018

Após 40 anos, Tunísia volta a vencer em Copa do Mundo; Senegal cai


Os grupos G e H encerraram hoje (28) a primeira fase da Copa do Mundo. Como Inglaterra e Bélgica, pelo Grupo G, já entraram em campo classificadas, as únicas vagas em aberto estavam no Grupo H. Colômbia, Senegal e Japão disputavam duas vagas. E os africanos, com o melhor futebol entre as seleções do continente, acabaram dando adeus à Copa. O Japão, com menor número de faltas que Senegal, avançou para as oitavas de final e a seleção africana deixou a competição..

Por determinação da Fifa, na última rodada, os jogos de cada grupo, foram disputados no mesmo horário. Com isso, houve partidas mornas, que chegaram a lembrar amistosos. Comunicadas dos resultados dos jogos simultâneos, algumas seleções jogaram acomodadas. Nesta quinta-feira, um exemplo foi o final da partida entre Japão e Polônia.

Japão 0 x 1 Polônia

Colômbia 1 x 0 Senegal

Mesmo eliminada antecipadamente, a Polônia venceu seu último jogo na Copa da Rússia: os japoneses não conseguiram segurar o empate. Na outra partida do grupo, a Colômbia venceu o Senegal.

Com esses resultados, Japão e Senegal empatavam em tudo na classificação. Tinham o mesmo número de pontos, saldo de gols, gols marcados e haviam empatado no confronto direto. Os japoneses, porém, tinham dois cartões amarelos a menos que os senegaleses. Com isso, o Japão, a equipe mais disciplinada, passou às oitavas de final e o Senegal deixou a competição.

Nos últimos minutos de Japão e Polônia, os asiáticos prenderam a bola, que foram tocando deliberadamente para o lado sem objetividade, para "gastar" o tempo, uma vez que a derrota apenas por 1 x 0 os classificava. A equipe polonesa também desistiu de pressionar o adversário, e os últimos quatro minutos de jogo foram de pouco futebol e muitas vaias.

Na partida contra a Colômbia, Senegal jogou melhor no primeiro tempo, e a seleção africana parecia satisfeita com o empate, que a classificaria, sem fazer pressão sobre a Colômbia. No entanto, uma cabeçada certeira do zagueiro Mina levou a Colômbia às oitavas de final. Após o gol sofrido, Senegal buscou mais o ataque, mas não chegou ao gol.

Inglaterra 0 x 1 Bélgica

Tunísia 2 x 1 Panamá

O jogo entre belgas e ingleses valia a primeira colocação no grupo. Empatados com seis pontos em dois jogos, a Inglaterra tinha a vantagem do empate por ter um cartão amarelo a menos que a Bélgica. Os dois técnicos, porém, pareciam pouco preocupados em fechar a primeira fase na liderança do Grupo G, tanto que escalaram os times quase totalmente com reservas.

Apesar do clima completamente amistoso, a Bélgica venceu com um bonito gol de Januzaj em um chute no ângulo do goleiro Pickford.

A partida entre Panamá e Tunísia foi mais disputada e interessante do que a das seleções europeias, já classificadas. As duas equipes entraram em campo em busca de vitórias históricas para seus países. Os panamenhos abriram o placar e sentiram por alguns minutos o gosto de vencer um jogo de Copa do Mundo. Quem atingiu a meta foi a Tunísia, que voltou a vencer uma partida em um Mundial após 40 anos. A Tunísia só havia vencido um jogo, contra o México, na Copa de 1978. (ABr)


Terça-feira, 26 de junho, 2018 ás 19:00

27 junho, 2018

Brasil vence Sérvia por 2 a 0 e vai às oitavas de final


Em sua melhor atuação na Copa, até agora, a seleção brasileira venceu a Sérvia por 2 x 0 em Moscou. Com a vantagem do empate para se classificar, o Brasil teve paciência para tocar a bola, arriscar pouco e não ceder contra-ataques ao adversário. A defesa brasileira saiu-se bem contra os atacantes sérvios que, embora mais altos e fortes, tiveram poucas chances de gol.
Foi uma vitória sem sustos, em que o “jogo seguro” prevaleceu sobre o “jogo bonito”. Com gols de Paulinho e Thiago Silva, o Brasil soube se defender bem e aproveitar as falhas da defesa sérvia.

Na entrevista após a partida, Thiago Silva afirmou que a seleção teve paciência e aplicação durante o jogo e “soube sofrer”.

“Desde o primeiro jogo até aqui, tivemos dificuldades em alguns momentos. O mais importante foi que a equipe soube sofrer. O outro lado também tem qualidades.” O Brasil não foi para cima da Sérvia, buscando o gol o mais rápido possível, como alguns poderiam esperar. Neymar usou pouco seu repertório de dribles e fez um jogo mais voltado para o coletivo.

O jogo

Aos 7 minutos do primeiro tempo, o lateral Marcelo sentiu uma lesão e pediu para ser substituído. O lateral é um dos líderes do time em campo e lamentou muito a saída precoce do jogo. Com Felipe Luís em seu lugar, o Brasil continuou jogando muito pelo lado esquerdo. Neymar jogava próximo do lateral substituto, trocando muitos passes.

A seleção abusou dos passes para o lado e inversões de jogo. Com o empate a seu favor, a seleção esperava a marcação sérvia abrir espaços naturalmente. Enquanto isso não acontecia, o Brasil trocava passes pacientemente de um lado para o outro. Essa postura da seleção chegou a irritar a torcida, que, em alguns momentos, vaiou a falta de objetividade do time. No primeiro tempo, foram 255 passes do time brasileiro contra 138 dos sérvios.

A Sérvia apostava em jogadas pelo alto com os atacantes aproveitando a vantagem da boa estatur para escorar bolas para os que vinham de trás. Entretanto, eles erraram muitos passes, principalmente na entrada da área brasileira. As jogadas mais perigosas do time europeu eram em cobranças de escanteio, mas o goleiro Alisson neutralizava as bolas aéreas com um soco.

Aos 24 minutos, finalmente o Brasil chegou com perigo à área. Neymar entrou tabelando com Gabriel Jesus e bateu cruzado, mas Stojkovic fez a defesa. Aos 29 minutos, outra boa chance: Neymar aproveitou que a defesa da Sérvia estava adiantada e deu um bom passe para Gabriel Jesus. Sem impedimento no lance, este entrou na área e bateu para o gol, mas a defesa cortou para escanteio.

Aos 35 minutos, o Brasil abriu o placar. Philippe Coutinho recebeu na intermediária do ataque e viu Paulinho entrando pela defesa com velocidade. Coutinho fez um bom passe por cima e encontrou o volante brasileiro, que deu um toque sutil na saída do goleiro. O gol foi no melhor estilo da seleção que Tite comandou nas eliminatórias, com Paulinho participando do ataque como elemento surpresa.

Após o gol, a Sérvia tentou ter mais posse de bola, enquanto o Brasil continuou trocando passes de um lado para o outro, com calma.

Segundo tempo

Aos 10 minutos, a Sérvia assustou a defesa brasileira. O jogador de número  22 cruzou na área e Miranda afastou com um chute para trás, por cima do próprio gol.

Na cobrança de escanteio, o Brasil conseguiu roubar a bola e sair em velocidade no contra-ataque. Coutinho tocou para Neymar, que entrou na área e chutou, mas o goleiro defendeu. Foi uma das poucas jogadas de contra-ataque em velocidade do Brasil no jogo.

Aos 15 minutos, quase o empate sérvio. Após cruzamento à meia altura na área, o goleiro Alisson socou mal a bola, em cima de Mitrovic. A bola bateu no centroavante e só não entrou porque Thiago Silva salvou. O lance animou a Sérvia, que começou a chegar com perigo na área pela primeira vez com consistência. Aos 19 minutos, Mitrovic aproveitou um bom cruzamento pela direita e cabeceou firme, mas no meio do gol. Alisson defendeu com tranquilidade.

Quando a torcida sérvia se animava nas arquibancadas, o Brasil marcou o segundo gol. E na especialidade do adversário. Em cobrança de escanteio, Miranda neutralizou o marcador e Thiago Silva subiu para ampliar. O segundo gol deu mais tranquilidade aos brasileiros e deixou o time sérvio mais desajustado na defesa. Com isso, ofereceu mais espaços para o toque de bola brasileiro, que continuava paciente. Nos últimos minutos, com a Sérvia já abatida em campo, o Brasil teve chance de ampliar o placar duas vezes, ambas com Neymar, mas o camisa 10 parou no goleiro Stojkovic.

Oitavas de final

Com a vítória de hoje e o empate entre Costa Rica e Suíça, o Brasil termina a fase de grupos em primeiro lugar e enfrenta o México nas oitavas de final. A partida entre brasileiros e mexicanos será na próxima segunda-feira (2), às 11h, em Samara.

Primeira colocada no F, a Suécia enfrentará a Suíça, segunda colocada no Grupo E, do Brasil, também no sábado. O jogo será às 11h, em São Petersburgo. (ABr)


Terça-feira, 26 de junho, 2018 ás 17:40