Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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05 setembro, 2017

RODRIGO JANOT AMEAÇA ANULAR DELAÇÃO DE JOESLEY E SEUS CÚMPLICES


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu abrir uma investigação sobre indícios de "crimes gravíssimos", conforme informou em coletiva, que podem resultar na anulação do acordo de delação premiada dos executivos do grupo J&F, inclusive com o cancelamento dos muitos benefícios concedidos a Joesley Batista e sua turma.

“Determinei hoje a abertura de investigação para apurar indícios de omissão de informações sobre prática de crimes no processo de negociação para assinatura do acordo de colaboração premiada no caso JBS”. Janot disse ainda, que o acordo pode ser anulado, mas que caso isso ocorra, as provas não serão invalidadas.


Janot também contou que na última quinta-feira (31) investigadores obtiveram áudios com conteúdo grave, "Eu diria gravíssimo, foram obtidos pelo Ministério Público Federal na semana passada, precisamente quinta-feira, às 19h. A análise de tal gravação revelou diálogo entre dois colaboradores com referências indevidas a Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal. Tais áudios também contêm indícios, segundo esses dois colaboradores, de conduta em tese criminosa atribuída ao ex-procurador Marcelo Miller”.

Sobre Miller, seu ex-braço-direito, que integrava o grupo de trabalho de Janot para a Lava Jato, o PGR ressaltou.  “Ao longo de três anos, Marcelo Miller foi auxiliar do gabinete do procurador-geral, convocado por suas qualidades técnicas. Se descumpriu a lei no exercício de sua função, deverá pagar por isso. Não só ele e, repito, qualquer pessoa que tenha descumprido a lei deverá pagar sobre isso. Não há ninguém, ninguém que republicanamente esteja a salvo da aplicação da lei. O Ministério Público tem uma mãe que é a Constituição e a lei e sobre esse manto atuamos independentemente de quem tenha agido. O Ministério Público Federal atuou na mais absoluta boa fé para a celebração desse acordo. Se ficar provada qualquer ilicitude, o acordo de colaboração premiada será rescindido”.

Em março deste ano, Marcelo Miller deixou o Ministério Público Federal para entrar como sócio no escritório de advocacia, Trench Rossi Watanabe, que tratou do acordo de leniência dos executivos da JBS.

Em pronunciamento, após a primeira denúncia do PGR, o presidente Michel Temer atacou Miller. “Um assessor muito próximo ao procurador-geral da República, senhor Marcelo Miller, homem de sua mais estrita confiança, um dia deixa o emprego do sonho de milhares de jovens brasileiros. Abandona o Ministério Público para trabalhar em empresa que faz delação premiada com o procurador-geral. Ganhou milhões em poucos meses, o que levaria décadas para poupar.”

Logo após o episódio, por meio de nota enviada a imprensa, foi informado o desligamento do ex-procurador do escritório de advocacia.

Terça-feira 05 de setembro, 2017 ás 12hs28

EM JANTAR SOBRE REFORMA POLÍTICA, JANOT VIRA ASSUNTO PRINCIPAL


Em jantar organizado para discutir reforma política nesta segunda-feira, 4, o assunto principal foi o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo deputados da base governista, houve consenso de que a decisão de rever o acordo de delação premiada dos empresários do grupo JBS abalou a credibilidade de Janot e favoreceu o presidente Michel Temer.

Nas palavras de um parlamentar que esteve no encontro, e que não costuma ter papas na língua, o sentimento geral é de que Janot “se f...”.  O jantar, realizado na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reuniu líderes da base e da oposição. A toda hora, a discussão sobre a reforma política era interrompida por notícias que chegavam aos celulares dos deputados.

A mais comentada foi uma publicada pelo site da revista “Veja”, que diz que a gravação que poderá levar à anulação da delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista faz menção a quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao deixar o encontro, o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que não iria se pronunciar porque precisava analisar melhor o pronunciamento do procurador-geral da República, mas ironizou a situação. "Vão ter que fazer um novo filme da Lava Jato", em referência ao longa lançado na semana passada sobre a operação.

Mais cedo, ainda no plenário da Câmara, deputados da base avaliaram que a decisão de Janot de abrir uma investigação que poderá a levar à anulação da delação dos empresários vai enfraquecer uma eventual segunda denúncia contra Temer. Em seu pronunciamento, no entanto, Janot fez questão de ressaltar que a decisão não invalidava as provas colhidas durante o processo e não interferiria na apresentação de novas denúncias. (AE)

Terça-feira 05 de setembro, 2017 ás 09hs45

03 setembro, 2017

DELAÇÃO DE GUIDO MANTEGA DEVE SER DEVASTADORA




Caiu como uma bomba na cúpula petista o acordo de delação para que Guido Mantega, ex-ministro de Lula e Dilma entregasse documentos sobre contratos do BNDES com a JBS/J&F. Líderes do partido estão à beira do colapso antecipando revelações. É que Mantega, além de presidir o BNDES, foi ministro do Planejamento de Lula, e depois ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma. Mantega também é apontado pela Odebrecht como operador da propina a partir de 2011. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A delação de Mantega tem o potencial de ser tão avassaladora quanto a de Antonio Palocci, a quem teria substituído a frente do esquema.

O petista ainda precisa explicar a operação das contas criadas no exterior e abastecidas pela empreiteira Odebrecht para Lula e Dilma.

Mantega já externou sua insatisfação por ser investigado e já se disse sentir humilhado. “A minha vida virou um inferno”, afirmou.

No centro da Lava Jato, Mantega presidiu o Conselho de Administração da Petrobras de 2010 a 2015 e também vai contribuir para o caso.

Domingo 03 de setembro, 2017 ás 00hs05