Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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07 agosto, 2017

'ENTRE MORTOS E FERIDOS, NOS SALVAMOS TODOS', DIZ GILMAR SOBRE ELEIÇÃO




O ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desembarcou na tarde de domingo (6/08) em Manaus para visitar o quartel general da eleição suplementar para o governo do Amazonas na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O pleito, que ocorreu hoje, foi convocado após a cassação do governador José Melo (Pros) por compra de votos nas eleições de 2014.

O vencedor só será diplomado após o julgamento, pelo TSE, dos últimos recursos da defesa de Melo, que ainda não foi marcado. Mendes garantiu, porém, que o processo não corre mais risco de ser suspenso ou anulado. “Essa questão está praticamente resolvida. Me parece que essa decisão é definitiva. Claro que pode haver recursos ao STF, mas a reclamação (embargos de declaração) é mais de índole formal, o fato de ter se mandado cumprir o julgado sem a publicação do acórdão. O eleitor amazonense pode ir às urnas com segurança.”

O presidente do TSE também disse que houve “perplexidade” diante da decisão da execução imediata do julgado antes da publicação do acórdão e da tentativa que se fez de suspensão do pleito, que durou alguns dias. “Entre mortos e feridos, nos salvamos todos, diante da perplexidade do processo. Resolvemos bem uma tensão constitucional”, afirmou Mendes em entrevista coletiva.

O ministro relatou, ainda, que emitiu uma manifestação pedindo que os órgãos eleitorais da Venezuela sejam excluídos da UNIORE, organização que reúne órgãos eleitorais da America Latina. “Diante das suspeitas e do quadro flagrante de violação de democracia, não é mais possível (a Venezuela) estar em um colégio de países democráticos”. (AE)

Segunda-feira, 08 de agosto, 2017 ás 08hs00

06 agosto, 2017

TEMER E PRESIDENTES DA CÂMARA E SENADO DISCUTEM PAUTA ECONÔMICA




O presidente Michel Temer discutiu neste domingo (6/08) com ministros e com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), a pauta econômica de votações urgentes do governo no Congresso. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto e durou cerca de quatro horas.

Temer quis sondar com quantos votos pode contar para aprovar a reforma da Previdência, depois de enterrar a denúncia contra ele por corrupção passiva na Câmara. Ele também debateu pontos da reforma tributária, especificamente uma simplificação do PIS/Cofins, e as próximas votações de medidas provisórias enviadas ao Congresso, como o Refis.

“O presidente pediu trabalho e empenho para que possamos cumprir a agenda econômica”, disse o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. “Debatemos a questão da Previdência e queremos avançar na simplificação tributária.”

A reunião terminou às 15h25 e não estava prevista na agenda. O encontro serviu para que o governo pudesse esboçar um cronograma de votações. Participaram os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Antônio Imbassahy (Governo).

O encontro foi convocado porque o presidente viaja nesta segunda-feira (7) para São Paulo, onde assinará acordo com a prefeitura da capital paulista para sanar uma disputa judicial que se arrasta há cerca de 60 anos pela posse do terreno do aeroporto Campo de Marte. Nem os ministros nem os parlamentares deram declarações oficiais.

Após o encerramento, Temer ficou reunido no gabinete presidencial com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, por alguns minutos e depois deixou o Palácio. As visitas públicas ao Planalto ficaram suspensas por causa da presença das autoridades.

Domingo, 6 de agosto, 2017 ás 17hs00

03 agosto, 2017

CÂMARA REJEITA DENÚNCIA DA PGR CONTRA O PRESIDENTE MICHEL TEMER




A Câmara dos Deputados negou, por 263 votos contra 227, a autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise o mérito da denúncia da Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva contra o presidente da República, Michel Temer. Houve ainda duas abstenções e 19 ausências.

O parecer do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, era pela improcedência da denúncia e a oposição precisava de 342 votos para reverter o resultado.

Com a decisão da Câmara, a denúncia da PGR só poderá ser analisada pelo STF após o fim do mandato de Temer, a partir de janeiro de 2019

Votação

A primeira sessão começou pontualmente às 9h. A oposição apresentou cinco requerimentos pedindo o adiamento da votação, mas todos foram rejeitados. Cinco deputados da oposição chegaram a protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) um mandado de segurança pedindo que a Corte garantisse, por meio de uma liminar com efeito imediato, a manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no plenário da Câmara. O pedido foi indeferido pela ministra Rosa Weber, do STF.

Durante a sessão, o relator do parecer Abi-Ackel e o advogado de Temer, Antônio Maris, falaram e defenderam o arquivamento da denúncia. Depois, deputados contra e a favor do parecer se revezaram no microfone para apresentar seus posicionamentos. Após cinco horas de debate, Rodrigo Maia encerrou a primeira sessão. Pelo regimento da Casa, a sessão deliberativa pode durar quatro horas, prorrogáveis por mais uma. Se não estiver em andamento nenhuma votação, a sessão deve ser encerrada e o presidente deve abrir outra. Com isso, uma nova sessão foi aberta e começou a recontagem do quórum em plenário, com a oposição voltando a apresentar os requerimentos de adiamento da votação.

A base governista reuniu quórum necessário e os debates foram retomados, com os partidos encaminhando a votação das bancadas, quando orientam os deputados como devem votar. Após o encaminhamento, Maia iniciou a votação nominal: cada deputado era chamado ao microfone para proferir seu voto.

A votação foi marcada por troca de ofensas entre governistas e oposicionistas e até momentos de tumulto.

Histórico

A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República chegou à Câmara no dia 29 de junho. Na denúncia, Temer é acusado de ter se aproveitado da condição de chefe do Poder Executivo e ter recebido, por intermédio de um ex-assessor, Rodrigo Rocha Loures, “vantagem indevida” de R$ 500 mil. O valor teria sido ofertado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, investigado pela Operação Lava Jato.

Segundo a Constituição Federal, um presidente da República só pode ser investigado no exercício do mandato se a Câmara autorizar o andamento do processo.

Durante a tramitação na Câmara, a denúncia motivou diversas discussões em torno do rito de análise e tramitação da denúncia.

A denúncia foi analisada inicialmente pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e recebeu do primeiro relator, deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), voto favorável para a autorização da investigação. O parecer de Zveiter foi rejeitado pela maioria dos membros da comissão, que aprovaram um parecer substitutivo, elaborado por Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), recomendando o arquivamento do processo.

Ao longo da tramitação na Câmara, o processo mobilizou a liderança da base governista em torno da busca de apoio ao presidente. Partidos da oposição também adotaram diferentes estratégias nos últimos meses na tentativa de garantir a autorização para abertura da investigação.

Os oposicionistas criticaram a troca de membros na CCJ e a liberação das emendas parlamentares antes da votação na comissão e no plenário, enquanto os governistas argumentavam que a denúncia contra Temer precisava de provas concretas e que a investigação do presidente poderia causar mais instabilidade ao país.

Quinta-feira, 3 de agosto, 2017 ás 9hs00