Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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28 junho, 2015

O OBJETIVO NÚMERO UM DE JÚNIOR FRIBOI EM 2016 SERÁ DERROTAR IRIS REZENDE PARA PREFEITO DE GOIÂNIA




De casa e de seu escritório político, Iris Rezende comandou a operação para que a Comissão de Ética do PMDB decidisse pelo expurgo do empresário Júnior Friboi. Iristas disseram ao Jornal Opção que, informado de que Friboi articulava um empate — três a três votos — e que o presidente da Comissão de Ética, o advogado Leon Deniz, desempataria favoravelmente ao ex-sócio da JBS-Friboi, Iris Rezende “entrou em campo” e convenceu um dos “jogadores” a mudar seu voto — daí a votação de 4 a 2 pela expulsão.

Aliados dizem que Friboi contabiliza três derrotas seguidas para Iris. Primeiro, em 2014, o peemedebista-chefe não permitiu que disputasse o governo do Estado de Goiás — escanteando-o, numa espécie de expulsão, por assim dizer, cinza. Segundo, o irismo, para desmoralizá-lo junto aos de­mais peemedebistas — sugerindo que não tem força política no partido e que seus aliados não o protegeriam, como não o fizeram —, levou-o a julgamento na Comissão de Ética. Terceiro, a comissão finalmente decidiu pelo expurgo.

Friboi levou o chega-pra-lá, sem conseguir dar sequer um “troco”, mesmo sugerindo que tem “muitos” aliados no PMDB. Se tem, não houve manifestação expressiva e, sobretudo, com resultados visíveis. “O apoio de peemedebistas a Júnior é como o Curupira. Há gente que garante que existe, que foi já visto, mas ninguém consegue provar. Júnior, político que vive escondido e raramente é encontrado pelos aliados, não tem força alguma no partido. Dinheiro, está provado, não compra tudo.”

O “troco” será dado em 2016, se o tempo não curar a mágoa e for medicamento contra rasteiras. Friboi pretende apoiar Vanderlan Cardoso para prefeito de Goiânia — tanto porque espera seu apoio para o governo em 2018 quanto porque acredita que o presidente do PSB é o único que tem condições de derrotar Iris. A mais de uma pessoa, Friboi confidenciou que, para derrotar o “inquisidor-mor” Iris poderá até mesmo, filiado ao Pros, aceitar a vice de Vanderlan.

Jornal Opção

Domingo, 28 de junho, 2015

24 junho, 2015

"DILMA ESTÁ NO VOLUME MORTO. O PT, ABAIXO DO VOLUME MORTO. EU ESTOU NO VOLUME MORTO". LULA




Começar por onde? Pelo aumento do desemprego? Ou da rejeição a Dilma, agora na casa dos 65%? Pela decisão do Tribunal de Contas da União de pedir explicações ao governo sobre manobras fiscais? A decisão pode dar vez a um processo de impeachment contra Dilma. Ou começar pelo desabafo de Lula detonando Dilma, o PT e ele próprio? Ou ainda pela prisão surpreendente dos dois maiores empreiteiros do país?

A PRISÃO DOS empreiteiros remete à Queda da Bastilha. Só havia por lá sete presos quando o povo de Paris tomou-a de assalto. Os presos foram libertados. A cabeça do diretor da prisão desfilou pela cidade espetada na ponta de uma lança. A Bastilha era um símbolo do poder absolutista dos reis. Sua queda virou um marco da Revolução de 1789 que mudou a França e repercutiu no mundo todo.

ATÉ QUE A Bastilha fosse destruída, tinha-se como inconcebível que a ralé pegasse em armas para varrer o regime. Os reis eram figuras divinas. Por aqui, parecia inconcebível que Marcelo Odebrecht, herdeiro de um império que faturou R$ 107 bilhões no ano passado, fosse parar na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, obrigado a comer quentinhas. Ele e o presidente da Andrade Gutierrez.

E NÃO SÓ pela fortuna que Marcelo amealhou, capaz de realizar todos os seus desejos de consumo, e também os desejos das próximas gerações dos Odebrechts. Mas, principalmente, pelas conexões políticas e econômicas que Marcelo estabeleceu com políticos e governantes daqui e de uma dezena de países. Lula virou seu empregado. E, junto com Dilma, refém do que Marcelo sabe.

SE O MAIS poderoso empresário brasileiro decidisse colaborar com a Justiça, a República literalmente cairía. Imagine se viessem à luz detalhes de um dos encontros de Marcelo com Dilma no ano passado, quando ele fez um circunstanciado relatório sobre os bastidores dos negócios entre as empreiteiras e a Petrobras? Por essa e outras, ele jamais imaginou que seria preso.

EM NOVEMBRO último, durante encontro com os executivos do Grupo Odebrecht em Costa do Sauípe, na Bahia, Marcelo se sentia tão inatingível que os aconselhou: "Se algum de vocês for preso, conte tudo. Que eu me apresentarei e contarei tudo" Não se animem! O maior patrimônio de Marcelo, a essa altura, não é a Odebrecht. É sua memória. E os documentos que guarda. Não falará.

LULA ESTÁ furioso com a companheira Dilma. Ele a acusa de não ter usado o poder do cargo para impedir que a Operação Lava-Jato, comandada pelo juiz Sérgio Moro, chegasse até onde chegou. Mas como Dilma poderia atender à vontade de Lula se ela se reelegeu com base em mentiras, lidera um governo cada vez mais fraco, e seu desempenho só é aprovado por 10% dos brasileiros?

O FATO É que Lula cobra de Dilma o que ela não pode dar. Ou talvez não queira dar. Poucas coisas boas ficarão do período Dilma. Uma delas, a justa fama de não ter atrapalhado o combate à corrupção. As críticas de Lula a Dilma, compartilhadas com os religiosos que o visitaram no Instituto Lula, deixam nu um político que não entende a real dimensão da crise do PT e da esquerda.

A CRISE DERIVA de erros cometidos por Lula e Dilma. O pai da crise é ele. A mãe, ela. De nada adianta Lula sugerir a Dilma que vá para a rua falar com o povo. Ela não tem o que dizer. O PT, tampouco. Envelheceram o discurso e os métodos do Sr. "Brahma," como Lula foi chamado por alguns empreiteiros. É um ciclo político que se esgotou. Apenas isso, e nada mais.

Ricardo Noblat. 

Quarta-feira, 24 de junho, 2015.


23 junho, 2015

TCE APONTA QUE GOIÁS HOJE TEM 155 OBRAS PARALISADAS




Dados disponíveis no site do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) mostram que a administração do Estado de Goiás está com 155 obras paralisadas. Ao todo, são mais de R$ 296,7 milhões de verba já gasta nas obras paralisadas, que o cidadão sequer tem certeza se um dia irá usufruir o que foi prometido pelo governo. O detalhe do levantamento feito pelo Goiás Real é que, das obras, 87 foram iniciadas em 2014, justamente o ano da reeleição do governador Marconi Perillo (PSDB). Em 2013, 32 obras que tiveram início. Em 2012, foram 27 e em 2011, 9 obras foram iniciadas.   

Entre as obras paralisadas, que se iniciaram em 2014, a maioria é de pavimentação asfáltica, recapeamento, drenagem superficial, meio-fio e sinalização em diversas ruas e avenidas. Segundo as informações do TCE, 44 cidades estão até hoje aguardando o benefício que, com certeza, foi exaustivamente divulgado por lideranças ligadas ao governador Marconi Perillo (PSDB) durante as eleições passadas. Somente neste quesito, que também é de responsabilidade da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), o valor total que seria, mas não foi transformado em benefício, é de R$ 114,9 milhões.

Coincidência ou não, outra informação que causa estranheza é que para cidades do Entrono do Distrito Federal, onde a disputa eleitoral é de certa forma mais complicada, constam os maiores valores. É o caso da cidade de Luziânia, em que o Estado prometeu investir R$ 10,1 milhões em pavimentação. Já o município de Santo Antônio do Descoberto iria receber R$ 9,6 milhões e o valor para Novo Gama seria de R$ 9,2 milhões. Além de outras cidades como Campinorte, Itapuranga, Jussara, Campos Belos, Itaberaí, Nazário, Iporá, Aragarças, Crixás, Silvania, Nerópolis e Porangatu que também aparecem na extensa lista.

Consta também no relatório do Tribunal outras obras paralisadas como, por exemplo, o Centro de Convenções de Anápolis, que representa R$ 118 milhões represados na entrada da cidade sem nenhuma perspectiva de conclusão da obra. Assim como a construção de pontes nas cidades de Goiás, Aurilândia, Uirapuru e Córrego do Ouro.

Construção e reforma de praças e parques também constam como itens que os moradores seguem esperando, pois as cidades de Nova Crixás, Nazário, Posse, Damolândia, Formosa, Guarani de Goiás, Portelândia, Santo Antônio do Descoberto e Daminópolis ainda não vão poder proporcionar um momento diferenciado de socialização entre as pessoas. Para a prática de esportes, os atletas ou as pessoas que gostam de se exercitarem que moram em Catalão e Anicuns ainda esperam pelas reformas dos ginásios de esportes, conforme prometido.

Chama atenção ainda a quantidade de salas de aulas que deixaram de ser construídas em 12 cidades goianas. Conforme a planilha, em Catalão seriam construídas 78 unidades escolares, em Itumbiara 84 unidades, em Inhumas 101, 106 em Goiás, 77 em Anápolis, 100 em Rio Verde, Iporá e Luziania, 90 em Formosa, 82 em Uruaçu, 92 em Goianésia e mais 92 unidades na capital goiana.

Com relação a Goiânia, além de três prédios públicos do próprio governo, o relatório traz conclusões de obras, reformas e construções de escolas e pavimentações asfálticas das GOs 080, 403 e 020. As obras do Centro Cultural Oscar Niemeyer, Palácio dos Esportes, reforma do Estádio Serra Dourada e a construção do Estádio Olímpico e o laboratório de capacitação do Centro de Excelência também fazem parte da lista de obras paralisadas do TCE-GO.

Fonte: Goiás Real

Terça-feira, 23 de junho, 2015