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“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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04 julho, 2019

PF quer saber origem do dinheiro da Odebrecht a palestras e Instituto Lula



A Operação Lava Jato quer saber de onde especificamente a Odebrecht tirou dinheiro para pagar palestras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fazer doações ao Instituto Lula. O delegado Dante Pegoraro pediu ao setor técnico da PF que analise as bases de dados dos sistemas My Web Day e Drousys, usados pelo setor de propinas da empreiteira na organização dos repasses, para tentar descobrir se há neles indicações sobre quais “centro de custos” foram responsáveis pelos pagamentos das palestras e doações – isto é, a qual obra ou empresa do Grupo Odebrecht o dinheiro está vinculado.

Pegoraro informou ao setor técnico que o Sistema de Movimentação Bancária da PF identificou seis transferências da Construtora Norberto Odebrecht ao Instituto Lula, no valor total de 4,6 milhões de reais, entre maio de 2011 e março de 2014.

No documento, o delegado da PF afirma ainda que devem ser consideradas “declarações de Marcelo Bahia Odebrecht no sentido de que os valores doados ao Instituto Lula, embora as doações tenham sido feitas oficialmente, foram abatidos do saldo da ‘conta Amigo’, constante da ‘Planilha Italiano’, controlada pela equipe de Operações Estruturadas”. A planilha a que o delegado se refere tratava sobre valores de propina devidos pela Odebrecht ao PT, administrada por executivos do setor de propinas da empreiteira e o ex-ministro Antonio Palocci, o “Italiano”, e “Amigo” era o codinome de Lula.

O ofício com pedido de informações foi assinado pelo delegado em 16 de maio, no âmbito de um inquérito que investiga as palestras e doações ao Instituto Lula, e não havia sido respondido até o dia 24 de junho, véspera do encerramento das apurações. Na última terça-feira, 2, Dante Pegoraro assinou um despacho informando a “necessidade de prosseguimento das investigações, cujas diligências se encontram em andamento”. (Veja)

Quinta-feira, 04   de julho, 2019 ás 11:00



 


03 julho, 2019

Enem terá aplicação digital em 2020 em fase piloto



O Ministério da Educação anunciou quarta-feira (3/07), em Brasília, que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai se tornar digital. A proposta é de uma implementação progressiva. Em 2020, a versão digital será aplicada em fase piloto.

A previsão do governo é abandonar as versões impressas em 2026. Nada irá mudar para os participantes inscritos em 2019.

As primeiras aplicações digitais serão opcionais. O estudante vai escolher o modelo no momento da inscrição.

Segundo o MEC, no primeiro ano de teste, o modelo digital será aplicado para 50 mil pessoas em 15 capitais do país. A expectativa é que a versão digital abra outras possibilidades como a de realização do exame em várias datas ao longo do ano, por agendamento.

Em 2020, portanto, o Enem terá três aplicações: a digital, a regular e a reaplicação. Este último caso é voltado para candidatos prejudicados por algum problema logístico ou de infraestrutura durante a realização da prova digital. Eles terão direito à reaplicação, que ocorrerá em papel.

Para o governo, o Enem Digital vai permitir a utilização de novos tipos de questões com vídeos, infográficos e até a lógica dos games. Também será possível aplicar o Enem em mais municípios.

“Até 2026, a prova vai ser muito parecida com o que é hoje, mas toda ela vai ser feita no computador, como foram as transformações lá fora. Até 2026, todo mundo vai fazer a prova pelo computador, e vai poder fazer isso em várias datas ao longo do ano”, disse quarta-feira (3/07) o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Segundo ele, o estudante que ficar de fora de um exame poderá fazer a outra aplicação.

Não haverá distinção de valor entre a aplicação digital e em papel, de acordo com a pasta.

Enem 2020

O Enem 2020 já tem data. De acordo com o MEC, o exame será aplicado em dois domingos, nos dias 11 e 18 de outubro no formato digital. O Enem regular, em papel, será aplicado, aos demais estudantes nos dias 1º e 8 de novembro.

Como se trata de projeto-piloto, os estudantes que tiverem algum problema com a prova digital terão direito a refazer o exame na reaplicação, que atualmente é destinada a estudantes que foram prejudicados por questões como falta de energia elétrica, chuvas e outras intercorrências. 

O exame será aplicado na versão digital no ano que vem em Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Edição do Enem 2019

Em 2019, mais de 10,2 milhões de provas serão impressas para o Enem.

Os custos da aplicação superam R$ 500 milhões para os mais de 5 milhões de participantes confirmados na edição. (ABr)

Quarta-feira, 03 de julho, 2019 ás 11:00