Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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22 novembro, 2011

BANDIDOS TRAVESTIDOS DE AUTORIDADES


Quando, na segunda-feira 14 de novembro, o secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, o delegado federal José Mariano Beltrame, declarou em entrevista à TV Globo que o depoimento do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, preso na quinta-feira anterior, poderia ajudar a elucidar casos de corrupção envolvendo policiais civis e militares, ele sabia muito bem o que estava dizendo. Foi tocada efetivamente a questão nodal do problema. O secretário Beltrame classificou o momento como uma "oportunidade importantíssima" para a elucidação de casos de propina envolvendo a polícia carioca.

Nas últimas décadas a sociedade brasileira assistiu a Escadinhas, Fernandinhos e Nems desfilando, fortalecendo-se e se consolidando nos morros e na criminalidade. Ninguém em sã consciência tem dúvida de que Nem será substituído, assim como rodos os outros o foram, no cenário do crime. E isso independe do sucesso das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e não põe em questão a determinação das autoridades fluminenses. 

Com base na experiência acumulada e na inteligência policial desenvolvida nos últimos anos, é possível afirmar com alto grau de certeza que tais criminosos só chegaram aonde chegaram por contarem com uma malha, um verdadeiro colchão de conforto, que diversos agentes públicos corruptos, das três esferas e nos três Poderes, vêm fornecendo a peso de ouro. 

Neste momento é importante para o contribuinte entender que o policial corrupto é tão ou mais vil e deletério que o traficante de drogas ou de armas. Se retirarmos das ruas os traficantes sem alvejarmos os agentes públicos comprometidos que os mantêm e os protegem, o trabalho estará longe de se completar.

É como querer reformar os móveis de uma sala e tirar apenas a poeira do mobiliário.
Um policial, um desembargador ou um deputado que se vende ao crime é, sobretudo, um traidor. Na contabilidade, no balanço final da persecução penal, seria um lucro sem precedentes a expulsão e o encarceramento de uma legião de bandidos travesti- dos de autoridades, em detrimento da punição de um único barão da droga.

Vale a pena, nesse caso, olhar para o sistema processual penal dos EUA, que, na esfera federal, permite a concessão do que se convencionou chamar full immunity, imunidade total, que é recebida pelo criminoso em troca de testemunho e cooperação. Por exemplo, o notório mobster Sammy "The Bull" Gravano, autor de múltiplos homicídios de motivação mafiosa, ganhou proteção e foi livrado de encarcera- mento em troca de seu testemunho capital contra John Gotti, peixe muito maior. Nessa troca quem ganhou foi a sociedade.

Cabe ao Ministério Público lá, nos EUA, ao federal prosecutor, em nome dos interesses coletivos, sopesar os prós e contras e, efetivamente, mercadejar com o "criminoso-testemunha". O instante crucial dessa verdadeira negociação se consubstancia no denominado proffer, ou proferição, momento em que o criminoso-testemunha tem, de cara, de contar tudo o que sabe, deixando o Ministério Público conhecer os fatos e avaliar se valerá a pena ou não negociar. 

Por Jorge Barbosa - Delegado de Polícia Federal, membro do comitê executivo da Interpol para as Américas, é adido Policial em Paris

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo           
Terça – feira, 22/11/2011 ás 22:05h

DEPOIS DO DOUTOR QUE NÃO LÊ, O BRASIL INVENTA A FAXINEIRA QUE GOSTA DE LIXO


De acordo Augusto Nunes em sua coluna “Direto ao Ponto da Revista na  Veja Online”, Além do brasileiro, o Brasil já inventou o analista de juiz de futebol, o jurado de escola de samba, o despachante, o senador biônico, o flanelinha, o comunista capitalista, o cabo eleitoral de ofício, o guerrilheiro que não sabe atirar e a família Sarney, fora o resto. Deve achar pouco, sugerem as duas singularidades incorporadas em 2011 ao vastíssimo acervo de assombros.

 No começo do ano, o País do Carnaval pariu o único doutor do mundo que nunca leu um livro e não sabe escrever. Em seguida, decidiu que Dilma Rousseff seria a primeira faxineira da história que odeia vassoura e gosta de lixo.

Promovida a ministra de Minas e Energia em 2003, Dilma fez mais que conviver anos a fio, sem qualquer vestígio de desconforto, com o lixo amontoado por Lula no primeiro escalão federal. Como atestam três ítens no prontuário, a chefe da Casa Civil fez o que pôde para piorar o que já estava péssimo. Com o dossiê forjado contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso, Dilma aumentou o lixo. Com a conversa em que tentou induzir Lina Vieira a indultar a Famiglia Sarney, escondeu o lixo. E intensificou extraordinariamente a produção de lixo ao transformar em sucessora a melhor amiga Erenice Guerra.

A corrupção será combatida permanentemente”, mentiu no discurso de posse. Se pensasse assim, seriam outros os ministros na plateia. Ao chamar de volta Antonio Palocci e Alfredo Nascimento, por exemplo, trouxe para dentro de casa o entulho já depositado na caçamba. Ao nomear Pedro Novais e manter no emprego Wagner Rossi e Orlando Silva, afastou do aterro sanitário algumas pilhas de detritos. Ao prorrogar o prazo de validade de Carlos Lupi, revelou que já existe até o lixo de estimação.

Como atestam as fotos feitas no dia da posse, Dilma ficou muito feliz com a escolha dos seis ministros localizados pela imprensa no pântano das maracutaias. Lamentou a partida de cinco e faz o que pode para não se desfazer do sexto. A permanência de Carlos Lupi no Ministério do Trabalho transforma a antiga suspeita em certeza: a faxineira do Brasil Maravilha não consegue viver sem lixo por perto.

Fonte Veja online
Terça – feira, 22/11/2011 ás 12:05h

21 novembro, 2011

CORREGEDORA APURA ENRIQUECIMENTO DE 62 JUÍZES SOB SUSPEITA


Orgão do Conselho Nacional de Justiça amplia alcance de investigações contra acusados de vender sentenças

Corregedores têm apoio de órgãos federais para examinar declarações de bens e informações de contas bancárias

O principal órgão encarregado de fiscalizar o Poder Judiciário decidiu examinar com mais atenção o patrimônio pessoal de juízes acusados de vender sentenças e enriquecer ilicitamente.

A Corregedoria Nacional de Justiça, órgão ligado ao Conselho Nacional de Justiça, está fazendo um levantamento sigiloso sobre o patrimônio de 62 juízes atualmente sob investigação. 

O trabalho amplia de forma significativa o alcance das investigações conduzidas pelos corregedores do CNJ, cuja atuação se tornou objeto de grande controvérsia nos últimos meses.

Associações de juízes acusaram o CNJ de abusar dos seus poderes e recorreram ao Supremo Tribunal Federal para impor limites à sua atuação. O Supremo ainda não decidiu a questão.

Folha online

Segunda – feira, 21/11/2011 ás 17:05h
Postada pela Redação

20 novembro, 2011

CONTINUA O INFERNO ASTRAL DE AGNELO


A situação do governo Agnelo Queiroz (PT) se complicou na semana passada. A oposição conseguiu as assinaturas necessárias para protocolar recurso contra o arquivamento dos pedidos de impeachment do governador. Entraram com pedido de impeachment de Agnelo Queiroz na Câmara o DEM e o PSDB nacional, o presidente regional do DEM, Alberto Fraga, o presidente regional em exercício do PSDB, Raimundo Ribeiro, e o advogado Rogério Pereira.

No total, deram entrada na Casa cinco pedidos de impeachment contra o governador. Todos recusados. A deputada Liliane Roriz afirma que o presidente da Casa, Cabo Patrício, ao engavetar os processos, usurpou o papel que seria da Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Assinaram o recurso contra o arquivamento dos pedidos de impedimento as deputados Liliane Roriz, Celina Leão, Eliana Pedrosa, todas do PSD, e o deputado Haad Massoud (DEM).

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a intimação de Agnelo Queiroz para depor no inquérito que apura denúncias de suposto desvio de verbas no Ministério do Esporte. No inquérito, Geraldo Nascimento Andrade diz ter presenciado a entrega ao ex-ministro, por um integrante do suposto esquema, de R$ 256 mil em dinheiro.

Andrea Bahia
Domingo, 20/11/2011 ás 7:05h
Postada pela redação

19 novembro, 2011

O QUE CABO PATRÍCIO SABE QUE NÓS NÃO SABEMOS?


Após engavetar cinco pedidos de impeachment contra o atual governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), o presidente da Câmara Legislativa, deputado Cabo Patrício (PT), reconheceu a gravidade da situação política do chefe do Executivo local.

Ao responder a internauta Leiliane Rebouças pelo Twitter, que reclamava sobre a blindagem de Agnelo na Casa, Patrício informou que as investigações que correm na Justiça estão avançadas. "Os órgãos competentes estão investigando. O inquérito 761/11 no STJ pode resultar em busca, apreensão e até prisões", escreveu ele em seu microblog.

Na última semana, o mesmo deputado Patrício rejeitou recurso protocolado em plenário pelos distritais Liliane Roriz (PSD), Celina Leão (PSD), Eliana Pedrosa (PSD) e Raad Massouh (DEM). Eles tentaram, sem sucesso, o desarquivamento de dois dos cinco processos para que a Casa pudesse investigar Agnelo.

A autoria dos dois pedidos de impeachment foi do presidente do DEM-DF, o ex-deputado federal Alberto Fraga, e do ex-distrital Raimundo Ribeiro, presidente em exercício do PSDB-DF.

Fonte: Blog Edson Sombra
Sábado,19/11/2011 ás 18:05h
 Postada pela Redação

18 novembro, 2011

ENTERRADAS VÍTIMAS DE ACIDENTE COM ÔNIBUS EM SÃO PAULO


O enterro das vítimas do acidente com o ônibus da empresa El Shadai Transporte e Turismo no interior de São Paulo, ocorrido na última terça-feira (15/11), terminou por volta das 10h30 da sexta-feira (18/11), no cemitério de Santo Antônio do Descoberto. Os parentes e amigos das vítimas começaram a deixar o local por volta de 10h40. Estima-se que compareceram ao cemitério cerca de 1.500 pessoas.

Os sepultamentos da pequena Lara Gabriely de Sá, de apenas 3 anos, do motorista da prefeitura do município, Delcilo Alves Rabelo, 59 anos, comoveram a população no local. Além deles, foram enterradas a merendeira Sônia Pereira, que tinha 53 anos, e a secretária escolar Isabel Maria Pereira, de 51 anos. Já o corpo da servidora pública Nelsa Silva Oliveira, de 52 anos, foi levado para Brasília. O sepultamento foi realizado no cemitério Campo da Esperança. O fazendeiro José Landoado Rezendo, de 73 anos, foi enterrado na Cidade Eclética.

Lara Gabriely viajou com a mãe, a professora Lucélia Sá Oliveira, de 24 anos, e a avó. Parentes se lembram da menina como uma criança esperta, brincalhona e comunicativa, que animava o ambiente e estava sempre sorrindo.

Delcilo era bastante conhecido na cidade, onde nasceu, e descrito como uma pessoa “extremamente alegre”. Essa era a segunda vez, neste ano, que ele viajava para Aparecida. Segundo familiares, Delcilo adorava as caravanas religiosas. Ele não estava acompanhado de parentes. Casado, o motorista deixou uma filha de 25 anos.

A primeira a ser enterrada no cemitério de Santo Antônio, nesta sexta-feira, foi a aposentada Divina Alves Ferreira Uranir, de 62 anos. Ela foi velada em casa.

Outras vítimas foram enterradas na quinta-feira (17/11). Entre elas, a menina Fernanda Peixoto, de 11 anos, que foi sepultada no cemitério de Taguatinga e o casal de idosos, Jercino José da Silva, 66 anos, e Josefa Maria da Conceição, de 55 anos.

Acidente
Um ônibus que transportava 42 pessoas em uma excursão religiosa se envolveu em um acidente no Km 32 da Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, no Estado de São Paulo, matando 10 passageiros.

Segundo o motorista, Izaque Correia de Almeida, por volta das 15h30 de terça-feira (15/11), ele perdeu o freio, bateu em uma mureta e o ônibus tombou. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal de São Paulo, o condutor dirigia com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida. A maioria dos passageiros é de Santo Antônio do Descoberto (GO), cidade localizada a 47 km de Brasília.

 Com dados do Correio Brasiliense
Sexta – feira, 18/11/2011 – 12:05h
Postado pela Redação