Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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14 setembro, 2020

PROCON APURA AUMENTO DE PREÇOS EM ITENS DA CESTA BÁSICA EM SP



Agentes fiscais do Procon-SP notificaram segunda-feira (14/9) 21 estabelecimentos comerciais a apresentar notas fiscais de compra e venda de itens da cesta básica para apurar eventual aumento injustificado de preços. A operação do Procon, que vai continuar nos próximos dias, está averiguando a elevação dos preços do arroz (pacote de 5 quilos), óleo e carnes vermelhas (patinho, coxão mole, coxão duro e contrafilé).

Segundo o Procon, até o momento, os maiores preços encontrados foram: R$ 27,90 no arroz tipo 1 (pacote de 5 kg); R$ 7,73 no óleo de soja (900 ml); e nas carnes, R$ 47,69 o quilo do patinho; R$ 55,61, coxão mole; R$ 53,11, coxão duro e R$ 64,99, o contrafilé.

“Nós iremos comparar a nota de compra de cada item com o preço da prateleira para verificar se há margem de lucro muito ampliada, que é uma prática abusiva, e os abusos não serão tolerados. As operações continuam para garantir à população de baixa renda o acesso aos produtos da cesta básica”, disse o secretário de defesa do consumidor, Fernando Capez.

Caso seja identificado um aumento desproporcional nos valores, as empresas responderão a processo administrativo. Para denunciar preços abusivos, o consumidor pode utilizar o site do Procon (www.procon.sp.gov.br), ou as redes sociais, marcando @proconsp no Twitter. (ABr)

Segunda-feira, 14 de setembro, 2020 ás 20:00


TESTES COM VACINA DE OXFORD RECOMEÇAM HOJE NO BRASIL



A farmacêutica AstraZeneca retoma hoje os testes da vacina contra a covid-19, conhecida como vacina de Oxford, no Brasil. O sinal verde foi dado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em testes também em outros países, as vacinações na fase 3 do estudo foram suspensas na última terça-feira (8) devido a uma reação relatada por uma voluntária no Reino Unido.

No último sábado (12) especialistas da Anvisa se reuniram para avaliar as informações recebidas da agência reguladora britânica (Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency - MHRA), do Comitê Independente de Segurança do estudo clínico e da empresa patrocinadora do estudo, a AstraZeneca. “Após avaliar os dados do evento adverso, sua causalidade e o conjunto de dados de segurança gerados no estudo, a agência concluiu que a relação benefício/risco se mantém favorável e, por isso, o estudo poderá ser retomado”, disse a agência em comunicado.

Na nota a Anvisa acrescenta que continuará acompanhando todos os eventos adversos observados durante o estudo e, caso seja identificada qualquer situação grave com voluntários brasileiros, irá tomar as medidas cabíveis para garantir a segurança dos participantes.

Na semana passada a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou o contrato de Encomenda Tecnológica (Etec) com a AstraZeneca. A Etec garante ao Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) o acesso a 100,4 milhões de doses do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para o processamento final (formulação, envase, rotulagem e embalagem) e controle de qualidade, ao mesmo tempo em que garante à Fiocruz a transferência total da tecnologia. A produção da vacina, denominada ChAdOx1 nCoV-19, está sendo viabilizada pela MP 994/20, publicada em 7 de agosto, que abre crédito extraordinário de R$1,9 bilhão para o Ministério da Saúde.

Antes da suspensão dos testes, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, disse em várias oportunidades que as primeiras doses devem chegar em janeiro de 2021. A estimativa é de que a segunda dose seja disponibilizada no segundo semestre do próximo ano.

Além da vacina de Oxford, estão sendo feitos ensaios clínicos no Brasil da CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biontech, e de uma imunização desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech. (ABr)

Segunda-feira, 14 de setembro, 2020 ás 10:30


12 setembro, 2020

CHINA COMEÇARÁ A TESTAR VACINA EM SPRAY CONTRA A COVID-19



Uma vacina chinesa em forma de spray nasal recebeu autorização para ser testada em humanos. O imunizante, que foi desenvolvido por duas universidades e uma empresa farmacêutica, foi projetado para fornecer proteção ao vírus Sars-CoV-2 e também ao da gripe comum. Os testes devem ser iniciados em novembro e vão ser conduzidos em centenas de voluntários, segundo o governo chinês, que também afirmou já ter começado a selecionar os participantes.

A vacina é um projeto do Laboratório Estadual de Doenças Infecciosas Emergentes da Universidade de Hong Kong, em parceria com a Universidade de Xiamen e a empresa Wantai Biopharmaceutical. Ela é feita com base no vírus influenza, agente da gripe, atenuado em laboratório. Também utiliza proteínas do Sars-CoV-2. “É uma vacina à base de gripe que pode ser produzida em embriões de galinha e em células chamadas MDCK (de mamíferos), que são sistemas de produção já usados para o desenvolvimento de vacinas contra a gripe”, explica, em comunicado, a Universidade de Hong Kong.

Segundo informações divulgadas pelo periódico Science and Technology Daily, publicação oficial do Ministério da Ciência e Tecnologia da China, o imunizante foi avaliado em testes com ratos e hamsters, quando se constatou a redução de danos nos pulmões provocados pela covid-19. “Suas características são altamente seguras, o que permitiu com que a fase de testes clínicos fosse autorizada. Essa é a primeira vacina em spray aprovada para testes em humanos”, ressalta o comunicado.

Yuen Kwok-yung, microbiologista da universidade, explicou, em entrevista ao jornal chinês Global Times, que a estratégia de aplicação foi escolhida para reproduzir a trajetória natural do vírus ao acessar o organismo humano. Segundo ele, isso faz com que a vacina fique mais tempo no trato respiratório, aumentando a resposta imune do corpo. Ainda de acordo com o especialista, a vacinação por spray nasal foi projetada para gerar uma proteção dupla — contra o vírus da gripe comum e o da covid-19 — e, futuramente, a fórmula poderá ser modificada para ser usada como um agente protetor de outros tipos de vírus influenza, como o H1N1 e o H3N2.

O imunologista também explicou que a vacina pode não causar efeitos colaterais sistêmicos, mas há o risco de ocorrência de problemas adversos no sistema respiratório, como asma e falta de ar. Segundo Kwok-yung, os cientistas esperam apenas efeitos leves, como obstrução nasal (diminuição de ar que passa pelas narinas) e rinorreia (muco excessivo). A equipe também trabalha com a ideia de que os testes clínicos durarão menos de um ano.

Com a liberação do novo ensaio clínico sobe para 10 o número de vacinas contra a covid-19 que têm autorização do governo chinês para serem testadas em humanos. Um dos imunizantes, inclusive, foi aprovado, no mês passado, para uso emergencial, mesmo estando em fase experimental. “Elaboramos uma série de procedimentos, incluindo formulários de consentimento médico, planos de monitoramento de efeitos colaterais, tudo para garantir que o uso de emergência seja bem regulado e monitorado”, informou, à época, Zheng Zhongwei, chefe do grupo responsável pela coordenação das pesquisas de vacinas contra a covid-19.

O imunizante desenvolvido pela empresa Sinovac Biotech teve o uso liberado para grupos de alto risco, como agentes de saúde, que estão mais expostos ao coronavírus. A CoronaVac está na última fase de testes, em que participam também voluntários brasileiros, incluindo moradores da capital. Aqui, o ensaio é conduzido pela Universidade de Brasília (UnB).

Pesquisadores chineses realizaram uma análise extensa das respostas de anticorpos em indivíduos infectados pelo coronavírus. Os resultados mostraram que a resposta imune das pessoas recuperadas normalmente diminui drasticamente durante o mês posterior à alta hospitalar. O trabalho foi publicado na revista especializada Plos Pathogens e pode ajudar no desenvolvimento de testes sorológicos mais eficientes e também no desenvolvimento de vacinas.

No estudo, os pesquisadores monitoraram continuamente, durante sete semanas, as respostas de anticorpos específicos para o Sars-CoV-2 em 19 pacientes não grave e sete pacientes graves. Todos enfrentavam o início da doença. A equipe observou que, entre três a quatro semanas após a alta hospitalar, a atividade dos anticorpos dos voluntários diminuiu significativamente, sugerindo que eles podem ficar mais suscetíveis à reinfecção por Sars-CoV-2.

“Embora 80,7% dos pacientes recuperados apresentassem atividade de neutralização de anticorpos contra o patógeno da covid-19, apenas uma pequena parte deles demonstrou um nível considerado potente”, frisaram os autores, liderados por Rui Huang, pesquisador da Universidade Médica de Nanjing, na China.

De acordo com os cientistas, o estudo fornece informações importantes para cientistas que desenvolvem testes sorológicos, vacinas e terapias que utilizam o plasma sanguíneo de infectados. “Esse resultado destaca a importância da seleção cuidadosa de amostras de sangue de pessoas recuperadas usando ensaios de neutralização de anticorpos antes da transfusão em outros pacientes com covid-19”, alertaram.

*Correio Brasiliense

Sábado, 12 de setembro, 2020 ás 13:00