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“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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22 maio, 2019

Governo pretende digitalizar mil serviços até o ano que vem


O governo federal pretende digitalizar mil serviços até o fim do ano que vem. Caso a meta seja alcançada, cerca de 80% dos quase 3 mil serviços públicos prestados pelo Executivo Federal estarão disponíveis por canais eletrônicos, como sites pela internet ou aplicativos para smartphones.

A meta foi apresentada quarta-feira (22/05) pelo secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, durante o Painel Telebrasil. O evento reúne, em Brasília, autoridades, empresas e analistas para discutir os desafios das telecomunicações no país.

Atualmente, dos 2.897 serviços dos órgãos da administração pública federal, mais de 1.250 estão digitalizados, o que equivale a 42%. Segundo o secretário, a digitalização envolve a simplificação de processos, a melhoria e integração das bases de dados, a automatização de determinados procedimentos (como atendimento ao público) e o treinamento de servidores.

Uebel apontou que a disponibilização dos serviços na internet faz parte do plano de transformação digital do governo federal. “Temos a questão do digital, de como incorporar nos nossos processos, na formação de servidores e na elaboração de políticas públicas. Isso sintetizamos em um governo digital. O aumento de 1% do governo digital traz ampliação de 0,5% no PIB [Produto Interno Bruto], de 0,13% no IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] e de 1,9% no comércio internacional”, destacou.

O secretário afirmou que o governo mantém um painel de monitoramento do andamento dos processos de digitalização nos diversos órgãos. Ele apresentou um cálculo utilizado pelo ministério segundo o qual o retorno sobre o investimento nessas mudanças é, em média, de mais de 300%. A expectativa é que a economia com a transformação digital do Executivo chegue, no total, a R$ 6 bilhões.

Até julho, a expectativa do governo federal é que todos os serviços da Previdência Social estejam digitalizados. O secretário de governo digital do Ministério da Economia, Luís Felipe Monteiro, afirmou que até o fim do ano o mesmo processo deverá ocorrer na área de infraestrutura.

Com isso, diversas atividades hoje realizadas pela pasta e por agências (como a da Aviação Civil, Anac, e dos transportes terrestres, ANTT) poderão ser feitas por canais eletrônicos. Isso não significa, pontuou Monteiro, que os postos de atendimento deixarão de existir, mas que o cidadão também terá a possibilidade de resolução por meios digitais.

Digitalização da economia

Paulo Uebel destacou que a transformação digital do governo faz parte de uma mudança geral na sociedade. Segundo ele, até 2025, a economia digital deverá movimentar US$ 23,3 trilhões (R$ 93,7 tri). A projeção foi apresentada pela empresa Huwaei em 2018, em um estudo denominado “Índice Global de Conectividade”.

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Euller, afirmou que o destravamento desse potencial depende da ampliação da conexão à rede mundial de computadores. No Brasil, cerca de 30% dos cidadãos ainda não têm acesso à web. “A agenda digital depende de conectividade. Não há conectividade sem infraestrutura de telecomunicações. Ela é o pilar principal para transformação digital do país”, defendeu.

Representantes das empresas colocaram a necessidade de mudanças na legislação para estimular investimentos. O presidente da Vivo, Cristian Gebara, reclamou da alta carga tributária e defendeu a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 79, de 2016. A proposta traz uma série de mudanças na legislação de telecomunicações, como a transformação das concessões das redes que eram do sistema Telebrás (e foram repassas à iniciativa privada) em autorizações e a entrega dessa infraestrutura às firmas que hoje a exploram (cujas avaliações dos valores variam e chegam a R$ 100 bilhões) em troca de metas de investimento em banda larga.

O PLC é polêmico. Foi aprovado no Senado, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal obrigou o retorno da matéria à Casa para votação em plenário. Arquivada na legislatura passada, ela agora é analisada na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

No Painel Telebrasil, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse estar “otimista” com as perspectivas de aprovação. O presidente relatou ter conversado com a relatora, senadora Daniela Ribeiro (PP-PB). Segundo ele, há disposição para avançar na apreciação da matéria na comissão para, depois, marcar a votação em plenário. (ABr)


Quarta-feira, 22 de maio, 2019 ás 18:00


Governo publica decreto sobre armas; civis não podem adquirir fuzis



O governo federal publicou quarta-feira (22/05) novo decreto que altera regras do Decreto nº 9.785, de 7 de maio de 2019, que trata da aquisição, cadastro, registro, posse, porte e comercialização de armas de fogo no país. Em nota, o Palácio do Planalto informou que as mudanças foram determinadas pelo presidente Jair Bolsonaro “a partir dos questionamentos feitos perante o Poder Judiciário, no âmbito do Poder Legislativo e pela sociedade em geral”.

O novo decreto (nº 9.797, de 21 de maio 2019) está publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22/05).

Entre as alterações está o veto ao porte de armas de fuzis, carabinas ou espingardas para cidadãos comuns. Além de mudanças relacionadas ao porte de arma para o cidadão, há outras relacionadas à forças de segurança; aos colecionadores, caçadores e atiradores; ao procedimento para concessão do porte; e sobre as regras para transporte de armas em voos, que voltam a ser atribuição da Agência Nacional de Aviação Civil.

Também foram publicadas hoje retificações no decreto original que, segundo a Presidência, corrige erros meramente formais no texto original, como numeração duplicada de dispositivos, erros de pontuação, entre outros. (ABr)

Quarta-feira, 22 de maio, 2019 ás 10:00


21 maio, 2019

Projeto proíbe indulto para condenado por crimes contra a administração pública



Condenado por crimes contra a administração pública, como a corrupção, não poderá receber indulto, que é o perdão da pena concedido anualmente pelo presidente da República para presos com bom comportamento. É o que prevê a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 72/2019 que tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguarda designação de relator.

A proposta é do senador Eduardo Girão (Pode-CE). Ele entende que os crimes contra a administração pública, embora sejam praticados sem violência ou grave ameaça, possuem grande potencial lesivo para a população brasileira pela malversação de recursos públicos, afetando, consequentemente, investimentos em setores sensíveis para a sociedade, como a saúde e a educação.

No texto, o senador destaca que esses recursos públicos são desviados para o atendimento de interesses unicamente privados e ilícitos. “Dessa forma, embora não diretamente, pratica-se violência contra um número indeterminado de pessoas, muitas vezes com um efeito lesivo muito maior que aquele praticado por meio de violência física ou grave ameaça”, avalia.

Indulto

O benefício do indulto é dado a detentos que cumprem requisitos como ter bom comportamento, estar preso há um determinado tempo, ser paraplégico, tetraplégico, portador de cegueira completa, ser mãe de filhos menores de 14 anos e ter cumprido pelo menos dois quintos da pena em regime fechado ou semiaberto. Deve ainda não responder a processo por outro crime praticado com violência ou grave ameaça contra a pessoa.

O indulto é concedido anualmente como medida para suavizar o rigor da Justiça e diminuir o contingente prisional. Ele é coletivo e aplicável a determinados grupos de condenados conforme o tipo de crime praticado. A concessão do indulto é regulada por decreto do presidente da República e é vedada para condenados por crimes hediondos, tortura, tráfico, ilícito de entorpecentes e drogas afins e terrorismo.

Eduardo Girão quer alterar o artigo 84 da Constituição Federal para incluir nessa lista os condenados por crimes contra a administração pública, com exceção dos casos de caráter humanitário.

“Entendemos que tais crimes não podem ser objeto de indulto, sob pena de garantir a sua impunidade e, consequentemente, incentivar sua prática”, conclui o senador. (Com informações Agência Senado)

Terça-feira, 21 de maio, 2019 ás 12:00