Liberdade de expressão

“É fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”. Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval -15 de abril de 1866

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22 fevereiro, 2017

PMDB PRESSIONA POR CARGOS E MICHEL TEMER NEGOCIA 'COMPENSAÇÃO' AO PARTIDO




Contrariado com a pressão do PMDB por cargos no governo, o presidente Michel Temer está montando uma equação política para compensar o partido. Em conversas reservadas, nos últimos dias, Temer assegurou que ou o PMDB terá o comando de mais um ministério ou a liderança do governo na Câmara, atualmente ocupada pelo deputado André Moura (PSC-SE).

A bancada do PMDB reivindica o Ministério da Justiça, já que o atual titular, Alexandre de Moraes – até há duas semanas filiado ao PSDB –, foi indicado por Temer para o Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, tanto peemedebistas da Câmara como do Senado reclamam do avanço do PSDB sobre cargos estratégicos, como a Secretaria de Governo, comandada por Antônio Imbassahy.

A insatisfação preocupa Temer num momento em que a equipe econômica quer acelerar a tramitação da reforma da Previdência, hoje na Câmara. Além disso, há receio de que os vazamentos de delações premiadas de executivos e ex-diretores da Odebrecht à Lava Jato provoquem instabilidade política.

Em conversas reservadas, o presidente tem dito que o PMDB não pode incentivar o racha da base aliada no Congresso. Depois da recusa do ex-ministro do STF Carlos Velloso em assumir a Justiça, Temer tem feito outras sondagens, mas ainda não decidiu quem será o sucessor de Moraes. Antes rejeitado, o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) ganhou apoio na bancada e é agora o nome indicado pelo partido para a cadeira da Justiça. Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) perdeu pontos por críticas à Lava Jato.

“Não estamos fazendo pressão nem colocando faca no pescoço de ninguém”, disse o líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP). “O presidente Temer já sinalizou claramente que vai fortalecer o nosso partido. Tenho certeza absoluta de que ele, pela experiência que tem, saberá valorizar a nossa bancada.”

Se ficar sem o comando da Justiça, o PMDB deve ganhar a liderança do governo na Câmara, como uma espécie de “compensação”. Neste caso, o mais cotado para o posto é o deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES). André Moura, o atual líder, entrou em rota da colisão com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas, se não ficar no posto, pode ser compensado com outro cargo.

“O PMDB não vai agir como o PT, que fazia oposição ao próprio governo”, afirmou o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), que disputou – e perdeu – a vice-presidência da Câmara.

O confronto entre senadores do PMDB, o Ministério Público e o Judiciário é outro foco de apreensão de Temer. Nos bastidores, auxiliares do presidente dizem que o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR) cometeu um “sincericídio” ao dizer que, se o foro privilegiado acabar, a medida deve valer para todos os Poderes. Nesta terça-feira, 21, Jucá disse ao Estado que não está agindo em retaliação à Lava Jato e procurou distanciar o Planalto da polêmica. (AE)

Quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017 ás 00hs00

21 fevereiro, 2017

BRASÍLIA DEVERÁ TER 4G COM MAIOR ALCANCE A PARTIR DE MAIO

 
O sinal de internet móvel 4G na faixa de 700 megahertz (MHz) deverá ser disponibilizado para a população de Brasília a partir de maio. Em novembro do ano passado, a cidade passou pelo processo de desligamento do sinal analógico de televisão, o que liberou a frequência para o uso das operadoras de telefonia para oferecer a tecnologia 4G.

“Essa é a expectativa [com] que estamos trabalhando. Obviamente, depende de as operadoras estarem prontas, mas elas estão aptas para utilizar essa frequência e muito provavelmente estarão prontas até lá”, diz Antônio Marteletto, presidente da Seja Digital, entidade responsável pela transição da TV aberta analógica para a fase digital.

A faixa de 700 MHz deve melhorar a cobertura do sinal de internet móvel na região, porque tem alcance maior do que a frequência em que o serviço 4G é oferecido atualmente pelas operadoras na maior parte do país. Martelleto explica que o sinal nessa faixa consegue viajar distâncias maiores e penetra melhor dentro de construções.

“Esse processo de ativação do LTE [sigla em português para Evolução de Longo Prazo] na faixa de 700 MHz é um processo de inclusão, porque atende não somente as regiões centrais, mas toda a periferia passa a ter um serviço de banda larga móvel de muito melhor qualidade. Isso tende a melhorar muito a cobertura do sinal para a população em geral”, diz Martelleto.

Antes da liberação do 4G na faixa de 700 MHz, é preciso fazer um processo preventivo, que inclui a distribuição de filtros para antenas coletivas de condomínios para evitar a interferência do sinal de celular na TV digital. Hoje (20) o Grupo de Implantação da TV Digital (Gired) autorizou o início do processo de mitigação em Brasília, que deve começar nas próximas semanas.

Rio Verde
A primeira cidade que concluiu o desligamento do sinal analógico foi Rio Verde (GO), em março do ano passado. Segundo Martelleto, o 4G na faixa de 700 MHz começou a ser disponibilizado na cidade em junho, com bons resultados.
“Os números que temos lá de performance são fantásticos." Martelleto disse que a cobertura dentro das casas foi muito ampliada nas regiões centrais e mesmo nas regiões periféricas.

São Paulo
Em São Paulo, o desligamento do sinal analógico deve ser concluído no dia 29 de março, mas o 4G na faixa de 700 MHz só estará disponível para a população da cidade em meados do ano que vem, porque é preciso aguardar o desligamento nas cidades próximas, como Campinas, as da região do Vale do Paraíba e Santos, que está previsto para setembro.

“Em São Paulo é um pouquinho mais complicado, o espectro está muito congestionado, então depende do desligamento das cidades próximas. Provavelmente, São Paulo só vai ter o 4G nessa faixa nove meses depois de desligar nessas praças”, afirmou Martelleto. (EBC)

Terça-feira, 21 de fevereiro de 2017 ás 14hs30