EvasĂ£o
fiscal de empresas brasileiras chega a 27% do total que o setor privado deveria
pagar em impostos no PaĂs. O alerta faz parte do informe anual da ONU, que
estima que a América Latina como um todo deixa de arrecadar US$ 350 bilhões.
Na
avaliaĂ§Ă£o da entidade, para que os ganhos sociais possam ocorrer atĂ© 2030, os
governos latino-americanos terĂ£o de investir mais. E, para isso, terĂ£o de
elevar sua capacidade de arrecadaĂ§Ă£o. Em alguns paĂses da regiĂ£o, porĂ©m, a
receita com impostos ainda representa menos de 20% do PIB.
Ainda
que a evasĂ£o fiscal nĂ£o seja uma exclusividade latino-americana, a ONU destaca
que o fenĂ´meno na regiĂ£o impede que governos tenham acesso a recursos que
poderiam ser usados para financiar serviços pĂºblicos.
"PaĂses
da América Latina em média coletam apenas 50% da receita que seus sistemas
tributĂ¡rios deveriam teoricamente gerar", alertou. "No imposto de
renda pessoal, a evasĂ£o varia de 33% no Peru a 70% na Guatemala", explicou
a ONU. "A evasĂ£o dos impostos sobre empresas tambĂ©m varia entre 27% no
Brasil para mais de 50% na Costa Rica ou Equador", indicou. Apenas com
essas duas taxas, a América Latina poderia garantir uma receita de US$ 220
bilhões, 4% do PIB regional.
Somados
todos os impostos, a arrecadaĂ§Ă£o poderia chegar a US$ 340 bilhões, o dobro do
que Ă© investido hoje por governos centrais em serviços pĂºblicos na regiĂ£o. (AE)
Quarta-feira,
18 de Janeiro de 2017
GOVERNO DECIDE INJETAR R$ 30 MILHĂ•ES EM QUALIFICAĂ‡ĂƒO DE PRESOS
Como
mais uma medida para tentar reagir Ă crise no sistema penitenciĂ¡rio, o governo
federal decidiu injetar R$ 30 milhões no projeto Começar de Novo, criado pelo
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) hĂ¡ oito anos para proporcionar a reinserĂ§Ă£o
profissional de pessoas presas.
De
acordo com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que se reuniu na manhĂ£ de
hoje (18) com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ), ministra CĂ¡rmen LĂºcia, a meta serĂ¡ beneficiar 15 mil
detentos com qualificaĂ§Ă£o profissional. Questionado, ele nĂ£o especificou de
onde sairĂ£o os recursos para a parceria.
Por
enquanto, foi criado um grupo de trabalho com técnicos do Ministério do
Trabalho e do CNJ para mapear o mercado e identificar quais cursos de
qualificaĂ§Ă£o profissional devem ser ofertados aos detentos. A intenĂ§Ă£o, segundo
Nogueira, é fazer um lançamento oficial da parceria até o dia 10 de fevereiro.
Por
meio do Começar de Novo, os tribunais de Justiça estaduais promovem ações de
qualificaĂ§Ă£o e firmam parcerias com empresas visando a reinserĂ§Ă£o profissional
de detentos.
Dados
do CNJ mostram que 16.622 vagas de emprego foram criadas pelo projeto desde
2009, mas somente 11.828 foram preenchidas.
Quarta-feira,
18 de Janeiro de 2017
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